{"id":102,"date":"2018-02-02T00:14:56","date_gmt":"2018-02-02T00:14:56","guid":{"rendered":"http:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/?p=102"},"modified":"2018-02-02T00:14:56","modified_gmt":"2018-02-02T00:14:56","slug":"um-resumao-de-introducao-aos-estudos-historicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/2018\/02\/02\/um-resumao-de-introducao-aos-estudos-historicos\/","title":{"rendered":"Um resum\u00e3o de &#8220;Introdu\u00e7\u00e3o aos Estudos Hist\u00f3ricos&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Sem d\u00favida a obra mais importante da chamada &#8220;Escola Met\u00f3dica&#8221;, e provavelmente o livro de metodologia mais influente da Hist\u00f3ria. Antes de voc\u00ea se aprofundar na leitura do &#8220;Introdu\u00e7\u00e3o aos Estudos Hist\u00f3ricos&#8221; de Charles-Victor Langlois e Charles Seignobos (<a href=\"http:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/principais-obras\/introducao-aos-estudos-historicos\/\">adquira aqui seu exemplar<\/a>) que tal ter um panorama amplo da obra?<\/p>\n<p>A obra &#8220;Introdu\u00e7\u00e3o aos Estudos hist\u00f3ricos&#8221; \u00e9 dividida de uma maneira pouco usual. \u00c9 separada em tr\u00eas livros, sendo que o Livro II \u00e9 dividido, ainda, em duas se\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O Livro I, \u201cPreliminares\u201d, trata da heur\u00edstica e das chamadas \u201cci\u00eancias auxiliares\u201d. Por \u201cheur\u00edstica\u201d Langlois (que escreveu sozinho essa parte) define o conhecimento espec\u00edfico para localizar os documentos hist\u00f3ricos. Trata-se de uma longa discuss\u00e3o em que s\u00e3o apresentadas as dificuldades dos historiadores para localizar documentos hist\u00f3ricos, al\u00e9m de discuss\u00f5es sobre os tipos de sistemas de cataloga\u00e7\u00e3o das fontes. Grande parte do livro \u00e9 tomada por lamenta\u00e7\u00f5es sobre a demora, por parte das institui\u00e7\u00f5es de guarda de documentos, nos processos de constru\u00e7\u00e3o de cat\u00e1logos atualizados, e que seriam \u00fateis aos historiadores. Langlois demonstra aqui uma certa prepot\u00eancia que tamb\u00e9m estar\u00e1 presente quando passar\u00e1 em outros momento do texto: a ideia da superioridade dos estudos hist\u00f3ricos sobre outros trabalhos eruditos, e suas exig\u00eancias para que todos os demais deveriam, independentemente de seus objetivos pessoais, dedicar seus esfor\u00e7os em prol dos interesses dos historiadores.<\/p>\n<p>Em um esfor\u00e7o constante para afirmar tanto a complexidade, quanto salientar as dificuldades dos trabalhos hist\u00f3ricos, Langlois afirma que a hist\u00f3ria n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel de ser realizada se seus profissionais n\u00e3o dominarem todos os conhecimentos necess\u00e1rios para a abordagem de documentos. Numism\u00e1tica, paleografia, diplom\u00e1tica, filologia s\u00e3o algumas das disciplinas que os historiadores devem conhecer para executar adequados trabalhos hist\u00f3ricos. Aqui, e em boa parte do Livro II, Langlois afirma a necessidade de uni\u00e3o dos v\u00e1rios trabalhadores especialistas, que lidam com pesquisas ligadas \u00e0 hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>O Livro II vai trabalhar com as famosas cr\u00edticas \u201cexterna\u201d e \u201cinterna\u201d dos documentos \u2013 expressando, em ess\u00eancia, os princ\u00edpios de trabalho que tornaram famosa, e inclusive nominaram, a \u201cEscola Met\u00f3dica\u201d. Cada uma dessas cr\u00edticas \u00e9 discutida uma se\u00e7\u00e3o espec\u00edfica: a possibilidade do conhecimento, afirma a obra, s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel a partir do exaustivo trabalho cr\u00edtico das fontes.<\/p>\n<p>A \u201ccr\u00edtica externa\u201d refere-se \u00e0 origem do documento e busca por atestar sua veracidade, bem como a identifica\u00e7\u00e3o correta de seu autor. A devida localiza\u00e7\u00e3o temporal, como uma identifica\u00e7\u00e3o precisa da pessoa que produziu o documento, eram consideradas condi\u00e7\u00f5es essenciais para a an\u00e1lise hist\u00f3rica, ainda que documentos an\u00f4nimos n\u00e3o devessem ser descartados. A \u201cse\u00e7\u00e3o 1\u201d do Livro II apresenta uma longa discuss\u00e3o (n\u00e3o restrita a, mas mais presente no cap\u00edtulo 5), das complexas rela\u00e7\u00f5es que existiam entre o trabalho dos eruditos (os respons\u00e1veis primeiros pela realiza\u00e7\u00e3o dos trabalhos de cr\u00edtica externa) e os dos historiadores. Novamente, Langlois subordina o trabalho de outros pesquisadores aos interesses da hist\u00f3ria, chegando a apresentar quais seriam as caracter\u00edsticas de personalidade que seriam mais adequadas aos trabalho eruditos e aos hist\u00f3ricos. Mais interessante, ainda, \u00e9 sua defesa de unir os trabalhadores especialistas de modo a construir uma linha de produ\u00e7\u00e3o (exatamente igual ao processo industrial) para trabalhos hist\u00f3ricos \u2013 a principal forma, a seu ver, de se conseguir um efetivo avan\u00e7o dos estudos hist\u00f3ricos, dentro do mesmo n\u00edvel de produ\u00e7\u00e3o do conhecimento das demais ci\u00eancias estabelecidas.<\/p>\n<p>Ainda no Livro II, a \u201cse\u00e7\u00e3o 2\u201d \u00e9 escrita quase que integralmente por Seignobos (com exce\u00e7\u00e3o do cap\u00edtulo 2). Inicia-se, aqui, uma discuss\u00e3o mais profunda sobre os m\u00e9todos e \u2013 mesmo que ambos os autores n\u00e3o gostassem dessa express\u00e3o \u2013 de princ\u00edpios te\u00f3ricos dos estudos hist\u00f3ricos.<\/p>\n<p>Nesta se\u00e7\u00e3o, Seignobos vai procurar discutir de que maneira os historiadores poderiam identificar a veracidade e a precis\u00e3o das afirma\u00e7\u00f5es presentes nos documentos. Para isso, seria necess\u00e1rio tentar descobrir n\u00e3o apenas a posi\u00e7\u00e3o social, os interesses e preconceitos dos autores das fontes, mas tamb\u00e9m a sua localiza\u00e7\u00e3o no momento em que testemunharam os eventos, como os representaram, a quais erros suas observa\u00e7\u00f5es poderiam estar sujeitas. Era essencial separar o que era verdade \u2013 e que se constituir\u00e1 como \u201cfato hist\u00f3rico\u201d, cientificamente determinado \u2013 do que era muito ou pouco prov\u00e1vel, e mesmo da mentira.<\/p>\n<p>O \u201cLivro III\u201d, escrito apenas por Seignobos \u00e9 um longo tratado das possibilidades do conhecimento hist\u00f3rico, bem como seus limites. \u00c9 aqui, tamb\u00e9m, que est\u00e3o presentes, de maneira mais expl\u00edcita, suas concep\u00e7\u00f5es de fato hist\u00f3rico, temporalidade, e causalidade.<\/p>\n<p>Para Seignobos, os historiadores poderiam conhecer apenas certas representa\u00e7\u00f5es do passado. Jamais seria poss\u00edvel recuperar o passado tal como realmente era (\u201cjamais vimos guerreiros francos\u201d, afirma em certo momento), mas apenas procurar reconstruir, na medida do poss\u00edvel, as representa\u00e7\u00f5es mentais das pessoas do passado, quando testemunharam, ou participaram, de eventos importantes. Aqui entra uma importante rela\u00e7\u00e3o entre presente e passado: como existia, para Seignobos, uma humanidade universal , os historiadores do presente utilizariam o conhecimento que teriam, no presente, para lan\u00e7ar interpreta\u00e7\u00f5es sobre o passado. Se as pessoas dos presente n\u00e3o s\u00e3o fundamentalmente diferentes daquelas do passado, ent\u00e3o ter\u00edamos condi\u00e7\u00f5es de utilizar as nossas pr\u00f3prias experi\u00eancias para reconstruir eventos j\u00e1 desaparecidos.<\/p>\n<blockquote><p>J\u00e1 vimos pessoas de cabelos ruivos, escudos, tochas como a dos francos (ou pelo menos desenhos destes objetos); unimos estes elementos, a fim corrigir nossa primeira imagem mental dos guerreiros francos. A imagem hist\u00f3rica se forma, assim, enquanto uma combina\u00e7\u00e3o de caracter\u00edsticas tomadas de experi\u00eancias diferentes.<\/p><\/blockquote>\n<p>O conhecimento do passado, assim, s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel a partir de certo relacionamento com o presente, e partindo-se do pressuposto de que exista uma determinada humanidade universal.<\/p>\n<p>Em teoria, os fatos hist\u00f3ricos, para Langlois e Seignobos, n\u00e3o s\u00e3o apenas os pol\u00edticos: mas \u00e9 evidente que t\u00eam prefer\u00eancia para os elementos pol\u00edticos frente ao demais, como fica claro no quadro de organiza\u00e7\u00e3o de fatos hist\u00f3ricos (p. 212 e seguintes). Fatos relacionados a \u201ccostumes intelectuais\u201d e \u201ccostumes materiais\u201d (envolvidos no que hoje se denomina de \u201chist\u00f3rica cultural\u201d e \u201chist\u00f3ria da vida privada\u201d) s\u00e3o claramente definidos como \u201cn\u00e3o obrigat\u00f3rios\u201d. Al\u00e9m disso, n\u00e3o possuem exist\u00eancia aut\u00f4noma: a sua compreens\u00e3o exigiria, em primeiro lugar, sua rela\u00e7\u00e3o com os fatos pol\u00edticos do per\u00edodo.<\/p>\n<p>Fatos s\u00e3o, ent\u00e3o, eventos singulares, prioritariamente pol\u00edticos e econ\u00f4micos, especialmente extra\u00eddos de documentos escritos e oficiais, que podem ser expressos em afirma\u00e7\u00f5es simples. Esse seria \u2013 e o termo \u00e9 meu, n\u00e3o dos autores \u2013 o \u00e1tomo do conhecimento hist\u00f3rico. Procurando, sempre aproximar os m\u00e9todos da hist\u00f3rica com os das demais ci\u00eancias constitu\u00eddas, especialmente a f\u00edsica e a qu\u00edmica, Langlois e Seignobos acreditavam, assim, fazer da hist\u00f3ria uma verdadeira \u201cci\u00eancia\u201d que merecesse tal nome.<\/p>\n<p>E se, de fato, esse compreens\u00e3o limitada de fato associava-se a uma ideia tamb\u00e9m restrita de temporalidade, o pensamento met\u00f3dico, especialmente o expresso por Seignobos, n\u00e3o era, assim, t\u00e3o simples. \u00c9 certo que a hist\u00f3ria era compreendida como uma flecha seguindo em determinada dire\u00e7\u00e3o. Mas, para ele, nem sempre levava necessariamente ao progresso (o que era uma concep\u00e7\u00e3o teleol\u00f3gica, em sua vis\u00e3o), e nem sempre andava, por assim dizer, em uma velocidade \u00fanica. Antecipando certas reflex\u00f5es que se tornariam famosas com o historiador de Annales, Fernand Braudel, Seignobos afirma que a hist\u00f3ria poderia ter diferentes velocidades, em que certas \u00e9pocas trariam poucos eventos, enquanto outras estariam repletas deles.<\/p>\n<p>Sem d\u00favida, por\u00e9m, o ponto mais fr\u00e1gil da argumenta\u00e7\u00e3o de Seignobos \u00e9 sua concep\u00e7\u00e3o limitada de \u201ccausa\u201d em hist\u00f3ria. Diante de uma repulsa a qualquer \u201cfilosofia da hist\u00f3ria\u201d, Seignobos se recusava a compreender e analisar contextos amplos de um determinado per\u00edodo, a n\u00e3o ser que fosse for\u00e7ado a isso pela limita\u00e7\u00e3o dos documentos. Para ele, a evolu\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica era apenas uma sucess\u00e3o de acidentes:<\/p>\n<blockquote><p>o estudo dos fatos hist\u00f3ricos n\u00e3o aponta para um \u00fanico progresso universal e cont\u00ednuo da humanidade, que nos apresenta um n\u00famero de movimentos progressivos parciais e intermitentes, e n\u00e3o nos d\u00e1 qualquer raz\u00e3o para atribu\u00ed-los a uma causa permanente inerente \u00e0 humanidade como um todo, sen\u00e3o, ao contr\u00e1rio, a uma s\u00e9rie de acidentes pontuais.<\/p><\/blockquote>\n<p>\u00c9 por isso que o nariz de Cle\u00f3patra pode ter mudado o destino de Roma. Al\u00e9m disso, fornece dois exemplos desconcertantes, pelo n\u00edvel de ignor\u00e2ncia que demonstra em rela\u00e7\u00e3o aos contextos, e aos efeitos de processos hist\u00f3ricos mais amplos: \u201cNo s\u00e9culo XVI, a Inglaterra mudou sua religi\u00e3o tr\u00eas vezes pela morte de um soberano (Henrique VIII, Eduardo VI, Maria) (LANGLOIS; SEIGNOBOS, 2017)\u201d; e \u201cAs a\u00e7\u00f5es de Montgomery s\u00e3o a causa da morte de Henrique II da Fran\u00e7a; esta morte causa a ascens\u00e3o dos Guisa ao poder, que por sua vez \u00e9 causa da subleva\u00e7\u00e3o do partido protestante (LANGLOIS; SEIGNOBOS, 2017)\u201d.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise de \u201cIntrodu\u00e7\u00e3o dos Estudos Hist\u00f3ricos\u201d demonstra que a Escola Met\u00f3dica ainda tem condi\u00e7\u00f5es de discutir com os historiadores do presente. As possibilidades do conhecimento hist\u00f3rico, e os m\u00e9todos para se estabelecer afirma\u00e7\u00f5es que sejam fundamentadas em documentos ainda s\u00e3o relevantes, especialmente quando comparamos com o niilismo acr\u00edtico dos chamados \u201cp\u00f3s-modernos\u201d.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, s\u00e3o importantes as reflex\u00f5es met\u00f3dicas da compreens\u00e3o do conhecimento hist\u00f3rico enquanto representa\u00e7\u00e3o, os limites dados aos historiadores, as rela\u00e7\u00f5es entre presente e passado. Pontos importantes nos debates hist\u00f3ricos ainda nos dias de hoje. Nesse caso, os met\u00f3dicos (ou, ao menos Seignobos, particularmente) n\u00e3o eram obtusos como a cr\u00edtica posterior fez acreditar.<\/p>\n<p>Mas, da mesma forma, sua concep\u00e7\u00e3o de ci\u00eancia hist\u00f3rica, as limitadas concep\u00e7\u00f5es de fato e causalidade, demonstram que o pensamento hist\u00f3rico efetivamente progrediu (para utilizar, propositalmente, um termo que desagradava Seignobos) em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s concep\u00e7\u00f5es do final do s\u00e9culo XIX.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Quer saber mais? <a href=\"http:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/2017\/10\/24\/capitulo-1-de-introducao-aos-estudos-historicos\/\">Leia o primeiro cap\u00edtulo<\/a>.<\/p>\n<hr \/>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-26\" src=\"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/coluna-2-seignobos-1.jpg\" alt=\"\" width=\"231\" height=\"328\" \/><\/p>\n<h4><a href=\"http:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/principais-obras\/introducao-aos-estudos-historicos\/\">Adquira o livro!<\/a><\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sem d\u00favida a obra mais importante da chamada &#8220;Escola Met\u00f3dica&#8221;, e provavelmente o livro de metodologia mais influente da Hist\u00f3ria. Antes de voc\u00ea se aprofundar na leitura do &#8220;Introdu\u00e7\u00e3o aos Estudos Hist\u00f3ricos&#8221; de Charles-Victor Langlois e Charles Seignobos (adquira aqui seu exemplar) que tal ter um panorama amplo da obra?\u2026<\/p>\n<p class=\"continue-reading-button\"> <a class=\"continue-reading-link\" href=\"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/2018\/02\/02\/um-resumao-de-introducao-aos-estudos-historicos\/\">Leia mais<i class=\"crycon-right-dir\"><\/i><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":103,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[20],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/102"}],"collection":[{"href":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=102"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/102\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/103"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=102"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=102"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=102"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}