{"id":1303,"date":"2026-03-12T00:47:50","date_gmt":"2026-03-12T00:47:50","guid":{"rendered":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/?p=1303"},"modified":"2026-03-12T00:48:31","modified_gmt":"2026-03-12T00:48:31","slug":"declinio-e-queda-do-imperio-romano-de-edward-gibbon","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/2026\/03\/12\/declinio-e-queda-do-imperio-romano-de-edward-gibbon\/","title":{"rendered":"Decl\u00ednio e Queda do Imp\u00e9rio Romano, de Edward Gibbon"},"content":{"rendered":"\n<p>Voc\u00ea ir\u00e1 ler, a seguir, um trecho da obra &#8220;Decl\u00ednio e Queda do Imp\u00e9rio Romano&#8221;, de Gibbon. Caso tenha interesse na obra e deseja adquiri-la, <a href=\"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/principais-obras\/declinio-e-queda-do-imperio-romano\/\">clique aqui<\/a>, ou na miniatura da capa abaixo.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/principais-obras\/declinio-e-queda-do-imperio-romano\/\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"231\" height=\"328\" src=\"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/gibbon_volume_1_capinha.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1291\" srcset=\"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/gibbon_volume_1_capinha.jpg 231w, https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/gibbon_volume_1_capinha-211x300.jpg 211w, https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/gibbon_volume_1_capinha-106x150.jpg 106w\" sizes=\"(max-width: 231px) 100vw, 231px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"> <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a>Cap\u00edtulo I: A Extens\u00e3o do Imp\u00e9rio na Era dos Antoninos \u2013 Parte I<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>Introdu\u00e7\u00e3o. A Extens\u00e3o e a For\u00e7a Militar do Imp\u00e9rio na Era dos Antoninos<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p>No segundo s\u00e9culo da Era Crist\u00e3, o imp\u00e9rio romano abrangia as regi\u00f5es mais belas da Terra e a parte mais civilizada da humanidade. As fronteiras dessa vasta monarquia eram protegidas por um antigo renome e um disciplinado valor. A influ\u00eancia suave, mas poderosa, das leis e dos costumes havia gradualmente cimentado a uni\u00e3o das prov\u00edncias. Seus habitantes pac\u00edficos desfrutavam e, por vezes, abusavam das vantagens da riqueza e do luxo. A imagem de uma constitui\u00e7\u00e3o livre era preservada com respeitosa rever\u00eancia: o Senado romano parecia deter a autoridade soberana e delegava aos imperadores todos os poderes executivos do governo.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante um per\u00edodo feliz de mais de oitenta anos, a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica foi conduzida pela virtude e pelas habilidades de Nerva, Trajano, Adriano e os dois Antoninos. O objetivo deste cap\u00edtulo, assim como dos dois seguintes, \u00e9 descrever a condi\u00e7\u00e3o pr\u00f3spera de seu imp\u00e9rio e, a partir da morte de Marco Aur\u00e9lio, analisar as circunst\u00e2ncias mais importantes de seu decl\u00ednio e queda \u2013 uma revolu\u00e7\u00e3o que ser\u00e1 sempre lembrada e ainda \u00e9 sentida pelas na\u00e7\u00f5es da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p>As principais conquistas dos romanos ocorreram sob a Rep\u00fablica; e, na maior parte, os imperadores estavam satisfeitos em preservar os dom\u00ednios adquiridos pela pol\u00edtica do Senado, pelas emula\u00e7\u00f5es ativas dos c\u00f4nsules e pelo entusiasmo marcial do povo. Os sete primeiros s\u00e9culos foram marcados por uma r\u00e1pida sucess\u00e3o de triunfos; mas coube a Augusto renunciar ao ambicioso projeto de submeter toda a Terra e introduzir um esp\u00edrito de modera\u00e7\u00e3o nos conselhos p\u00fablicos. Inclinado \u00e0 paz por seu temperamento e pela situa\u00e7\u00e3o, foi f\u00e1cil para ele perceber que Roma, em sua atual condi\u00e7\u00e3o, tinha muito menos a esperar do que a temer da sorte das armas; e que, na realiza\u00e7\u00e3o de guerras remotas, a empreitada tornava-se a cada dia mais dif\u00edcil, o resultado mais incerto e a posse mais prec\u00e1ria e menos ben\u00e9fica. A experi\u00eancia de Augusto conferiu peso a essas reflex\u00f5es salutares e o convenceu de que, pelo prudente vigor de seus conselhos, seria f\u00e1cil garantir cada concess\u00e3o que a seguran\u00e7a ou a dignidade de Roma pudesse exigir dos mais formid\u00e1veis b\u00e1rbaros. Em vez de expor sua pessoa e suas legi\u00f5es \u00e0s flechas dos partos, ele obteve, por meio de um tratado honroso, a restitui\u00e7\u00e3o dos estandartes e prisioneiros que haviam sido capturados na derrota de Crasso.<a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Seus generais, no in\u00edcio de seu reinado, tentaram a redu\u00e7\u00e3o da Eti\u00f3pia e da Ar\u00e1bia Feliz. Eles marcharam cerca de mil milhas ao sul do Tr\u00f3pico; mas o calor do clima logo repeliu os invasores e protegeu os nativos n\u00e3o belicosos dessas regi\u00f5es isoladas.<a href=\"#_ftn2\" id=\"_ftnref2\">[2]<\/a> Os territ\u00f3rios do norte da Europa mal justificavam o custo e o trabalho da conquista. As florestas e p\u00e2ntanos da Germ\u00e2nia estavam habitados por uma ra\u00e7a resistente de b\u00e1rbaros, que desprezavam a vida quando separada da liberdade; e, embora, no primeiro ataque, parecessem ceder ao peso do poder romano, logo, em um ato de desespero, recuperaram sua independ\u00eancia e lembraram Augusto da vicissitude da fortuna.<a href=\"#_ftn3\" id=\"_ftnref3\">[3]<\/a> Com a morte daquele imperador, seu testamento foi lido publicamente no Senado.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele deixou, como um valioso legado a seus sucessores, o conselho de confinar o imp\u00e9rio dentro dos limites que a natureza parecia ter estabelecido como suas baluartes e fronteiras permanentes: a oeste, o Oceano Atl\u00e2ntico; o Reno e o Dan\u00fabio ao norte; o Eufrates ao leste; e ao sul, os desertos arenosos da Ar\u00e1bia e da \u00c1frica.<a href=\"#_ftn4\" id=\"_ftnref4\">[4]<\/a> Felizmente para o repouso da humanidade, o sistema moderado recomendado pela sabedoria de Augusto foi adotado pelos v\u00edcios e medos de seus sucessores imediatos. Envolvidos na busca do prazer ou no exerc\u00edcio da tirania, os primeiros c\u00e9sares raramente se mostravam \u00e0s tropas ou \u00e0s prov\u00edncias; nem estavam dispostos a permitir que os triunfos que sua indol\u00eancia negligenciava fossem usurpados pela conduta e valor de seus tenentes. A fama militar de um s\u00fadito era considerada uma insolente invas\u00e3o da prerrogativa imperial; e tornou-se o dever, assim como o interesse, de cada general romano proteger as fronteiras confiadas a seus cuidados, sem aspirar a conquistas que poderiam se mostrar t\u00e3o fatais para ele quanto para os b\u00e1rbaros vencidos.<a href=\"#_ftn5\" id=\"_ftnref5\">[5]<\/a> A \u00fanica adi\u00e7\u00e3o que o imp\u00e9rio romano recebeu durante o primeiro s\u00e9culo da Era Crist\u00e3 foi a prov\u00edncia da Brit\u00e2nia. Neste \u00fanico caso, os sucessores de C\u00e9sar e Augusto foram persuadidos a seguir o exemplo do primeiro, em vez do preceito do \u00faltimo. A proximidade de sua localiza\u00e7\u00e3o \u00e0 costa da G\u00e1lia parecia convidar suas armas; a agrad\u00e1vel, embora duvidosa, not\u00edcia de uma pesca de p\u00e9rolas atra\u00eda sua cobi\u00e7a;<a href=\"#_ftn6\" id=\"_ftnref6\">[6]<\/a> e como a Brit\u00e2nia era vista \u00e0 luz de um mundo distinto e isolado, a conquista mal formava uma exce\u00e7\u00e3o ao sistema geral de medidas continentais. Ap\u00f3s uma guerra de cerca de quarenta anos, empreendida pelo mais est\u00fapido<a href=\"#_ftn7\" id=\"_ftnref7\">[7]<\/a>, mantida pelo mais dissoluto e terminada pelo mais t\u00edmido de todos os imperadores, a maior parte da ilha se submeteu ao jugo romano.<a href=\"#_ftn8\" id=\"_ftnref8\">[8]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>As v\u00e1rias tribos da Brit\u00e2nia possu\u00edam valor sem conduta e amor \u00e0 liberdade sem o esp\u00edrito de uni\u00e3o. Elas pegaram em armas com feroz selvageria; deixaram-nas ou voltaram umas contra as outras com selvagem inconsist\u00eancia; e, enquanto lutavam individualmente, foram sucessivamente subjugadas. Nem a fortaleza de Caractaco, nem o desespero de Boadiceia, nem o fanatismo dos Druidas puderam evitar a escravid\u00e3o de seu territ\u00f3rio ou resistir ao progresso constante dos generais imperiais, que mantiveram a gl\u00f3ria nacional, mesmo quando o trono foi desonrado pelos mais fracos ou viciosos da humanidade. No exato momento em que Domiciano, confinado em seu pal\u00e1cio, sentia os terrores que inspirava, suas legi\u00f5es, sob o comando do virtuoso Agricola, derrotaram a for\u00e7a reunida dos caled\u00f4nios ao p\u00e9 das Colinas Grampianas; e suas frotas, aventurando-se a explorar uma navega\u00e7\u00e3o desconhecida e perigosa, exibiram as armas romanas em todas as partes da ilha.<\/p>\n\n\n\n<p>A conquista da Brit\u00e2nia j\u00e1 era considerada realizada, e o objetivo de Agricola era completar e assegurar esse sucesso com a f\u00e1cil redu\u00e7\u00e3o da Irlanda, que, em sua opini\u00e3o, poderia ser conquistada com o envio de uma legi\u00e3o e alguns auxiliares.<a href=\"#_ftn9\" id=\"_ftnref9\">[9]<\/a> A ilha ocidental poderia se tornar uma posse valiosa, e os da Brit\u00e2nia usariam suas correntes com menos relut\u00e2ncia se a perspectiva e o exemplo da liberdade fossem removidos de sua vista. No entanto, o m\u00e9rito superior de Agricola logo resultou em sua remo\u00e7\u00e3o do governo da Brit\u00e2nia, frustrando para sempre esse plano racional, embora ambicioso, de conquista. Antes de sua partida, o prudente general havia garantido seguran\u00e7a e dom\u00ednio. Ele observou que a ilha est\u00e1 quase dividida em duas partes desiguais pelos golfos opostos, ou, como s\u00e3o chamados atualmente, os Friths da Esc\u00f3cia. Atrav\u00e9s do estreito intervalo de cerca de quarenta milhas, ele tra\u00e7ou uma linha de esta\u00e7\u00f5es militares, que foi posteriormente fortificada, no reinado de Antonino Pio, por um aterro de grama erguido sobre funda\u00e7\u00f5es de pedra.<a href=\"#_ftn10\" id=\"_ftnref10\">[10]<\/a> Este muro de Antonino, localizado a uma pequena dist\u00e2ncia das modernas cidades de Edimburgo e Glasgow, foi estabelecido como o limite da prov\u00edncia romana. Os nativos caled\u00f4nios preservaram, na extremidade norte da ilha, sua selvagem independ\u00eancia, da qual eram t\u00e3o devedores \u00e0 sua pobreza quanto ao seu valor. Suas incurs\u00f5es eram frequentemente repelidas e punidas, mas seu territ\u00f3rio nunca foi subjugado.<a href=\"#_ftn11\" id=\"_ftnref11\">[11]<\/a> Os senhores das regi\u00f5es mais belas e ricas do globo olhavam com desprezo para colinas sombrias, assediadas pela tempestade de inverno, para lagos ocultos em uma n\u00e9voa azul e para charnecas frias e solit\u00e1rias, onde cervos da floresta eram perseguidos por um grupo de b\u00e1rbaros nus.<a href=\"#_ftn12\" id=\"_ftnref12\">[12]<\/a> Tal era o estado das fronteiras romanas e tais os princ\u00edpios da pol\u00edtica imperial desde a morte de Augusto at\u00e9 a ascens\u00e3o de Trajano. Aquele pr\u00edncipe virtuoso e ativo havia recebido a educa\u00e7\u00e3o de um soldado e possu\u00eda os talentos de um general.<a href=\"#_ftn13\" id=\"_ftnref13\">[13]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>O sistema pac\u00edfico de seus predecessores foi interrompido por cenas de guerra e conquista, e as legi\u00f5es, ap\u00f3s um longo intervalo, viram um imperador militar \u00e0 sua frente. Os primeiros feitos de Trajano foram contra os d\u00e1cios, os mais belicosos dos homens, que habitavam al\u00e9m do Dan\u00fabio e que, durante o reinado de Domiciano, haviam insultado, com impunidade, a Majestade de Roma.<a href=\"#_ftn14\" id=\"_ftnref14\">[14]<\/a> \u00c0 for\u00e7a e ferocidade dos b\u00e1rbaros, eles acrescentaram um desprezo pela vida, que derivava de uma forte cren\u00e7a na imortalidade e na transmigra\u00e7\u00e3o da alma.<a href=\"#_ftn15\" id=\"_ftnref15\">[15]<\/a> Dec\u00e9balo, o rei d\u00e1cio, provou ser um rival \u00e0 altura de Trajano; ele n\u00e3o desesperou de sua pr\u00f3pria sorte e da sorte p\u00fablica at\u00e9 que, pela confiss\u00e3o de seus inimigos, esgotou todos os recursos tanto de valor quanto de pol\u00edtica.<a href=\"#_ftn16\" id=\"_ftnref16\">[16]<\/a> Esta guerra memor\u00e1vel, com uma breve suspens\u00e3o das hostilidades, durou cinco anos; e como o imperador podia exercer, sem controle, toda a for\u00e7a do Estado, foi encerrada com a submiss\u00e3o absoluta dos b\u00e1rbaros.<a href=\"#_ftn17\" id=\"_ftnref17\">[17]<\/a> A nova prov\u00edncia da D\u00e1cia, que formou uma segunda exce\u00e7\u00e3o ao preceito de Augusto, tinha cerca de mil e trezentas milhas de circunfer\u00eancia. Seus limites naturais eram o Ni\u00e9ster, o Teiss ou Tibisco, o Baixo Dan\u00fabio e o Mar Euxino. Os vest\u00edgios de uma estrada militar ainda podem ser tra\u00e7ados das margens do Dan\u00fabio at\u00e9 a vizinhan\u00e7a de Bender, um lugar famoso na hist\u00f3ria moderna, e a atual fronteira dos imp\u00e9rios turco e russo.<a href=\"#_ftn18\" id=\"_ftnref18\">[18]<\/a> Trajano era ambicioso de fama; e enquanto a humanidade continuar a conceder aplausos mais generosos a seus destruidores do que a seus benfeitores, a sede de gl\u00f3ria militar ser\u00e1 sempre o v\u00edcio dos personagens mais exaltados. Os louvores a Alexandre, transmitidos por uma sucess\u00e3o de poetas e historiadores, acenderam uma perigosa emula\u00e7\u00e3o na mente de Trajano. Assim como ele, o imperador romano empreendeu uma expedi\u00e7\u00e3o contra as na\u00e7\u00f5es do Oriente, mas lamentou com um suspiro que sua idade avan\u00e7ada mal lhe deixava esperan\u00e7as de igualar a fama do filho de Filipe.<a href=\"#_ftn19\" id=\"_ftnref19\">[19]<\/a> No entanto, o sucesso de Trajano, embora transit\u00f3rio, foi r\u00e1pido e impressionante. Os partos, enfraquecidos por disc\u00f3rdia interna, fugiram diante de suas armas. Ele desceu o Rio Tigre em triunfo, das montanhas da Arm\u00eania at\u00e9 o Golfo P\u00e9rsico. Ele desfrutou da honra de ser o primeiro, assim como foi o \u00faltimo, dos generais romanos a navegar aquele mar remoto. Suas frotas devastaram a costa da Ar\u00e1bia, e Trajano se iludiu em v\u00e3o ao pensar que estava se aproximando das fronteiras da \u00cdndia.<a href=\"#_ftn20\" id=\"_ftnref20\">[20]<\/a> A cada dia, o surpreendido senado recebia not\u00edcias de novos nomes e novas na\u00e7\u00f5es que reconheciam seu dom\u00ednio. Informaram-no de que os reis do B\u00f3sforo, Colcos, Ib\u00e9ria, Alb\u00e2nia, Osroena e at\u00e9 mesmo o pr\u00f3prio monarca parta haviam aceitado suas diademas das m\u00e3os do imperador; que as tribos independentes das colinas medas e card\u00faquias imploraram sua prote\u00e7\u00e3o; e que os ricos territ\u00f3rios da Arm\u00eania, Mesopot\u00e2mia e Ass\u00edria foram reduzidos ao estado de prov\u00edncias.<a href=\"#_ftn21\" id=\"_ftnref21\">[21]<\/a> Mas a morte de Trajano logo ofuscou a espl\u00eandida perspectiva, e era justo temer que tantas na\u00e7\u00f5es distantes se livrassem do jugo incomum quando n\u00e3o mais fossem contidas pela poderosa m\u00e3o que o imp\u00f4s.<br><\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a>Cap\u00edtulo I: A Extens\u00e3o do Imp\u00e9rio na Era dos Antoninos \u2013 Parte II<\/a><\/h1>\n\n\n\n<p>Afirmava-se tradicionalmente que, quando o Capitolino foi fundado por um dos reis romanos, o deus T\u00e9rmino (que presidia sobre as fronteiras e era representado, segundo o costume da \u00e9poca, por uma grande pedra) foi o \u00fanico, entre todas as divindades inferiores, a recusar ceder seu lugar ao pr\u00f3prio J\u00fapiter. Sua obstina\u00e7\u00e3o foi interpretada pelos aug\u00farios como um press\u00e1gio favor\u00e1vel, indicando que as fronteiras do poder romano nunca recuariam.<a href=\"#_ftn22\" id=\"_ftnref22\">[22]<\/a> Durante muitas eras, essa previs\u00e3o, como \u00e9 habitual, contribuiu para sua pr\u00f3pria realiza\u00e7\u00e3o. No entanto, embora T\u00e9rmino tivesse resistido \u00e0 Majestade de J\u00fapiter, ele se submeteu \u00e0 autoridade do imperador Adriano.<a href=\"#_ftn23\" id=\"_ftnref23\">[23]<\/a> A ren\u00fancia a todas as conquistas orientais de Trajano foi a primeira medida de seu reinado. Ele restaurou aos partos a elei\u00e7\u00e3o de um soberano independente, retirou as guarni\u00e7\u00f5es romanas das prov\u00edncias da Arm\u00eania, Mesopot\u00e2mia e Ass\u00edria e, em conformidade com o preceito de Augusto, restabeleceu o Eufrates como a fronteira do imp\u00e9rio.<a href=\"#_ftn24\" id=\"_ftnref24\">[24]<\/a> A censura, que critica as a\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e os motivos privados dos pr\u00edncipes, atribuiu \u00e0 inveja uma conduta que poderia ser mais apropriadamente atribu\u00edda \u00e0 prud\u00eancia e modera\u00e7\u00e3o de Adriano. O car\u00e1ter variado daquele imperador, capaz, por turnos, dos sentimentos mais mesquinhos e dos mais generosos, pode dar alguma cor \u00e0 suspeita. No entanto, era pouco prov\u00e1vel que ele pudesse colocar a superioridade de seu predecessor em uma luz mais consp\u00edcua do que ao confessar-se assim desigual \u00e0 tarefa de defender as conquistas de Trajano.<\/p>\n\n\n\n<p>O esp\u00edrito marcial e ambicioso de Trajano formou um contraste singular com a modera\u00e7\u00e3o de seu sucessor. A atividade inquieta de Adriano n\u00e3o era menos not\u00e1vel quando comparada ao repouso gentil de Antonino Pio. A vida do primeiro era quase uma jornada perp\u00e9tua; e, como possu\u00eda os diversos talentos do soldado, do estadista e do erudito, ele satisfez sua curiosidade no cumprimento de seu dever. Despreocupado com as diferen\u00e7as de esta\u00e7\u00f5es e climas, ele marchou a p\u00e9 e de cabe\u00e7a descoberta, sobre as neves da Caled\u00f4nia e as plan\u00edcies escaldantes do Alto Egito; nem havia uma prov\u00edncia do imp\u00e9rio que, no curso de seu reinado, n\u00e3o fosse honrada com a presen\u00e7a do monarca.<a href=\"#_ftn25\" id=\"_ftnref25\">[25]<\/a> Em contrapartida, a vida tranquila de Antonino Pio foi passada no seio da It\u00e1lia, e, durante os vinte e tr\u00eas anos em que dirigiu a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, as mais longas jornadas daquele pr\u00edncipe am\u00e1vel n\u00e3o se estenderam al\u00e9m de seu pal\u00e1cio em Roma at\u00e9 o retiro de sua vila em Lan\u00favio.<a href=\"#_ftn26\" id=\"_ftnref26\">[26]<\/a> Apesar dessa diferen\u00e7a em sua conduta pessoal, o sistema geral de Augusto foi igualmente adotado e uniformemente perseguido por Adriano e pelos dois Antoninos. Eles persistiram no projeto de manter a dignidade do imp\u00e9rio, sem tentar ampliar seus limites. Por todos os honrosos expedientes, convidaram a amizade dos b\u00e1rbaros e se esfor\u00e7aram para convencer a humanidade de que o poder romano, elevado acima da tenta\u00e7\u00e3o da conquista, era movido apenas pelo amor \u00e0 ordem e \u00e0 justi\u00e7a. Durante um longo per\u00edodo de quarenta e tr\u00eas anos, seus laboriosos esfor\u00e7os foram coroados de sucesso; e se excluirmos algumas ligeiras hostilidades, que serviram para exercitar as legi\u00f5es da fronteira, os reinados de Adriano e Antonino Pio oferecem uma justa perspectiva de paz universal.<a href=\"#_ftn27\" id=\"_ftnref27\">[27]<\/a> O nome romano era reverenciado entre as na\u00e7\u00f5es mais remotas da terra. Os b\u00e1rbaros mais ferozes frequentemente submetiam suas diferen\u00e7as ao arb\u00edtrio do imperador; e somos informados por um historiador contempor\u00e2neo que ele havia visto embaixadores que foram recusados no honroso pedido que faziam de serem admitidos na condi\u00e7\u00e3o de s\u00faditos.<a href=\"#_ftn28\" id=\"_ftnref28\">[28]<\/a> O terror das armas romanas acrescentou peso e dignidade \u00e0 modera\u00e7\u00e3o dos imperadores. Eles preservaram a paz por meio de uma constante prepara\u00e7\u00e3o para a guerra; e enquanto a justi\u00e7a regulava sua conduta, anunciaram \u00e0s na\u00e7\u00f5es em suas fronteiras que estavam t\u00e3o pouco dispostos a suportar quanto a oferecer uma ofensa. A for\u00e7a militar, que havia sido suficiente para Adriano e o mais velho Antonino demonstrar, foi exercida contra os partos e os germ\u00e2nicos pelo imperador Marco. As hostilidades dos b\u00e1rbaros provocaram a ira daquele monarca filos\u00f3fico, e, na condu\u00e7\u00e3o de uma defesa justa, Marco e seus generais obtiveram muitas vit\u00f3rias significativas, tanto no Eufrates quanto no Dan\u00fabio.<a href=\"#_ftn29\" id=\"_ftnref29\">[29]<\/a> O estabelecimento militar do imp\u00e9rio romano, que assim assegurou sua tranquilidade e sucesso, se tornar\u00e1 agora o objeto apropriado e importante de nossa aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas eras mais puras da rep\u00fablica, o uso das armas era reservado para aqueles grupos de cidad\u00e3os que tinham um territ\u00f3rio a amar, uma propriedade a defender e alguma participa\u00e7\u00e3o na promulga\u00e7\u00e3o das leis, que era seu interesse, assim como dever, manter. Mas, \u00e0 medida que a liberdade p\u00fablica foi perdida na extens\u00e3o da conquista, a guerra foi gradualmente aprimorada em uma arte e degradada em um com\u00e9rcio.<a href=\"#_ftn30\" id=\"_ftnref30\">[30]<\/a> As legi\u00f5es, mesmo na \u00e9poca em que eram recrutadas nas prov\u00edncias mais distantes, supostamente consistiam de cidad\u00e3os romanos. Essa distin\u00e7\u00e3o era geralmente considerada, seja como uma qualifica\u00e7\u00e3o legal ou como uma recompensa adequada para o soldado; mas uma considera\u00e7\u00e3o mais s\u00e9ria era dada ao m\u00e9rito essencial de idade, for\u00e7a e estatura militar.<a href=\"#_ftn31\" id=\"_ftnref31\">[31]<\/a> Em todos os recrutamentos, uma justa prefer\u00eancia era dada aos climas do Norte em rela\u00e7\u00e3o aos do Sul: a ra\u00e7a de homens nascidos para o exerc\u00edcio das armas era buscada no campo em vez de nas cidades; e presumiu-se, de forma muito razo\u00e1vel, que as ocupa\u00e7\u00f5es \u00e1rduas de ferreiros, carpinteiros e ca\u00e7adores forneceriam mais vigor e resolu\u00e7\u00e3o do que os of\u00edcios sedent\u00e1rios empregados no servi\u00e7o do luxo.<a href=\"#_ftn32\" id=\"_ftnref32\">[32]<\/a> Depois que toda qualifica\u00e7\u00e3o de propriedade foi deixada de lado, os ex\u00e9rcitos dos imperadores romanos ainda eram comandados, na maior parte, por oficiais de nascimento e educa\u00e7\u00e3o liberais; mas os soldados comuns, como as tropas mercen\u00e1rias da Europa moderna, eram recrutados entre os mais humildes e, muito frequentemente, entre os mais depravados da humanidade. Aquela virtude p\u00fablica, que entre os antigos era denominada patriotismo, deriva de um forte senso de nosso pr\u00f3prio interesse na preserva\u00e7\u00e3o e prosperidade do governo livre do qual somos membros. Tal sentimento, que tornara as legi\u00f5es da rep\u00fablica quase invenc\u00edveis, poderia causar apenas uma impress\u00e3o muito fraca nos servos mercen\u00e1rios de um pr\u00edncipe desp\u00f3tico. Assim, tornou-se necess\u00e1rio suprir essa defici\u00eancia com outros motivos, de natureza diferente, mas n\u00e3o menos forte: honra e religi\u00e3o. O campon\u00eas ou mec\u00e2nico absorveu o \u00fatil preconceito de que estava sendo elevado \u00e0 mais digna profiss\u00e3o das armas, na qual seu posto e reputa\u00e7\u00e3o dependeriam de seu pr\u00f3prio valor. Embora a proeza de um soldado raso muitas vezes pudesse escapar \u00e0 notoriedade da fama, seu comportamento poderia, em algumas ocasi\u00f5es, conferir gl\u00f3ria ou desgra\u00e7a \u00e0 companhia, \u00e0 legi\u00e3o ou at\u00e9 mesmo ao ex\u00e9rcito ao qual estava associado. Ao ingressar no servi\u00e7o, um juramento era administrado a ele com todas as circunst\u00e2ncias de solenidade. Ele prometeu nunca desertar seu estandarte, submeter sua pr\u00f3pria vontade aos comandos de seus l\u00edderes e sacrificar sua vida pela seguran\u00e7a do imperador e do imp\u00e9rio.<a href=\"#_ftn33\" id=\"_ftnref33\">[33]<\/a> O apego das tropas romanas a seus estandartes era inspirado pela influ\u00eancia unida da religi\u00e3o e da honra. A \u00e1guia dourada, que brilhava \u00e0 frente da legi\u00e3o, era objeto de sua mais profunda devo\u00e7\u00e3o; abandonar aquele estandarte sagrado na hora do perigo era considerado t\u00e3o \u00edmpio quanto ignominioso.<a href=\"#_ftn34\" id=\"_ftnref34\">[34]<\/a> Esses motivos, que derivavam sua for\u00e7a da imagina\u00e7\u00e3o, eram refor\u00e7ados por medos e esperan\u00e7as de natureza mais substancial. O pagamento regular, donativos ocasionais e uma recompensa estipulada ap\u00f3s o tempo de servi\u00e7o designado aliviavam as dificuldades da vida militar,<a href=\"#_ftn35\" id=\"_ftnref35\">[35]<\/a> enquanto, por outro lado, era imposs\u00edvel que a covardia ou a desobedi\u00eancia escapassem \u00e0 puni\u00e7\u00e3o mais severa. Os centuri\u00f5es estavam autorizados a castigar com golpes, e os generais tinham o direito de punir com a morte; era uma m\u00e1xima inflex\u00edvel da disciplina romana que um bom soldado deveria temer seus oficiais muito mais do que o inimigo. De tais artes louv\u00e1veis, o valor das tropas imperiais recebeu um grau de firmeza e docilidade inating\u00edvel pelas paix\u00f5es impetuosas e irregulares dos b\u00e1rbaros.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a> Di\u00e3o C\u00e1ssio, (l. liv. p. 736,) com as anota\u00e7\u00f5es de Reimar, que coletou tudo o que a vaidade romana deixou sobre o assunto. O m\u00e1rmore de Ancyra, no qual Augusto registrou suas pr\u00f3prias fa\u00e7anhas, afirmava que ele for\u00e7ou os partas a restaurar os estandartes de Crasso.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\">[2]<\/a> Estrab\u00e3o, (l. xvi. p. 780,) Pl\u00ednio, o Velho, (Hist. Natur. l. vi. c. 32, 35,[28, 29,<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref3\" id=\"_ftn3\">[3]<\/a> Pela matan\u00e7a de Varo e suas tr\u00eas legi\u00f5es. Veja o primeiro livro dos Anais de T\u00e1cito. Suet\u00f4nio, em Augusto, c. 23, e Veleio Pat\u00e9rculo, l. ii. c. 117, etc. Augusto n\u00e3o recebeu a triste not\u00edcia com toda a temperan\u00e7a e firmeza que poderia ter sido esperada de seu car\u00e1ter.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref4\" id=\"_ftn4\">[4]<\/a> T\u00e1cito, Anais, l. ii. Di\u00e3o C\u00e1ssio, l. lvi. p. 833, e o discurso do pr\u00f3prio Augusto, em C\u00e9sares de Juliano. Recebe grande luz das notas eruditas de seu tradutor franc\u00eas, Spanheim.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref5\" id=\"_ftn5\">[5]<\/a> Germ\u00e2nico, Suet\u00f4nio Paulino e Agr\u00edcola foram contidos e chamados de volta no decorrer de suas vit\u00f3rias. C\u00f3rbulo foi executado. O m\u00e9rito militar, como \u00e9 admiravelmente expresso por T\u00e1cito, era, no sentido mais estrito da palavra, virtus imperatoria.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref6\" id=\"_ftn6\">[6]<\/a> C\u00e9sar pr\u00f3prio oculta esse motivo desprez\u00edvel; mas \u00e9 mencionado por Suet\u00f4nio, c. 47. As p\u00e9rolas brit\u00e2nicas, no entanto, provaram ser de pouco valor, devido \u00e0 sua cor escura e l\u00edvida. T\u00e1cito observa, com raz\u00e3o, (em Agr\u00edcola, c. 12,) que era um defeito inerente. \u201cEgo facilius crediderim, naturam margaritis deesse quam nobis avaritiam.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref7\" id=\"_ftn7\">[7]<\/a> Cl\u00e1udio, Nero e Domiciano. Uma esperan\u00e7a \u00e9 expressa por Pomp\u00f4nio Mela, l. iii. c. 6, (ele escreveu sob Cl\u00e1udio,) de que, pelo sucesso das armas romanas, a ilha e seus habitantes selvagens logo seriam mais bem conhecidos. \u00c9 bastante divertido ler tais passagens no meio de Londres.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref8\" id=\"_ftn8\">[8]<\/a> Veja o admir\u00e1vel resumo dado por T\u00e1cito, na vida de Agr\u00edcola, e copiosamente, embora talvez n\u00e3o completamente, ilustrado por nossos pr\u00f3prios antiqu\u00e1rios, Camden e Horsley.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref9\" id=\"_ftn9\">[9]<\/a> Os escritores irlandeses, ciumentos de sua honra nacional, ficam extremamente provocados nesta ocasi\u00e3o, tanto com T\u00e1cito quanto com Agr\u00edcola.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref10\" id=\"_ftn10\">[10]<\/a> Veja a Britannia Romana de Horsley, l. i. c. 10. Nota: Agr\u00edcola fortificou a linha de Dumbarton a Edimburgo, consequentemente dentro da Esc\u00f3cia. O imperador Adriano, durante sua resid\u00eancia na Brit\u00e2nia, por volta do ano 121, fez levantar um aterro de terra entre Newcastle e Carlisle. Antonino Pio, tendo conquistado novas vit\u00f3rias sobre os caled\u00f4nios, pela habilidade de seu general, L\u00f3lio Urbico, fez construir um novo aterro de terra entre Edimburgo e Dumbarton. Por \u00faltimo, Sept\u00edmio Severo fez construir um muro de pedra paralelo ao aterro de Adriano, e na mesma localidade. Veja o Vallum Romanum de John Warburton, ou a Hist\u00f3ria e Antiguidades do Muro Romano. Londres, 1754, 4to. \u2013 W. Veja tamb\u00e9m uma boa nota sobre o muro romano na Hist\u00f3ria da Inglaterra de Lingard, vol. i. p. 40, edi\u00e7\u00e3o em 4to \u2013 M.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref11\" id=\"_ftn11\">[11]<\/a> O poeta Buchanan celebra com eleg\u00e2ncia e esp\u00edrito (veja suas Sylv\u00e6, v.) a independ\u00eancia n\u00e3o violada de seu territ\u00f3rio natal. Mas, se o \u00fanico testemunho de Ricardo de Cirencester foi suficiente para criar uma prov\u00edncia romana de Vespasiana ao norte do muro, essa independ\u00eancia seria reduzida a limites muito estreitos.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref12\" id=\"_ftn12\">[12]<\/a> Veja Apiano (em Pro\u0153m.) e a imag\u00e9tica uniforme dos Poemas de Ossian, que, segundo todas as hip\u00f3teses, foram compostos por um nativo caled\u00f4nio.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref13\" id=\"_ftn13\">[13]<\/a> Veja o Paneg\u00edrico de Pl\u00ednio, que parece fundado em fatos.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref14\" id=\"_ftn14\">[14]<\/a> Di\u00e3o C\u00e1ssio, l. lxvii.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref15\" id=\"_ftn15\">[15]<\/a> Her\u00f3doto, l. iv. c. 94. Juliano em C\u00e9sares, com as observa\u00e7\u00f5es de Spanheim.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref16\" id=\"_ftn16\">[16]<\/a> Plin. Epist. viii. 9.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref17\" id=\"_ftn17\">[17]<\/a> Di\u00e3o C\u00e1ssio, l. lxviii. p. 1123, 1131. Juliano em C\u00e6saribus Eutr\u00f3pio, viii. 2, 6. Aur\u00e9lio V\u00edtor em Epitome.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref18\" id=\"_ftn18\">[18]<\/a> Veja um Memorial de d\u2019Anville, sobre a Prov\u00edncia da D\u00e1cia, na Acad\u00e9mie des Inscriptions, tom. xxviii. p. 444 \u2013 468.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref19\" id=\"_ftn19\">[19]<\/a> Os sentimentos de Trajano s\u00e3o representados de maneira muito justa e v\u00edvida nos C\u00e9sares de Juliano.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref20\" id=\"_ftn20\">[20]<\/a> Eutr\u00f3pio e Sexto R\u00fafio tentaram perpetuar a ilus\u00e3o. Veja uma disserta\u00e7\u00e3o muito sensata de Freret na Acad\u00e9mie des Inscriptions, tom. xxi. p. 55.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref21\" id=\"_ftn21\">[21]<\/a> Di\u00e3o C\u00e1ssio, l. lxviii.; e os Abreviadores.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref22\" id=\"_ftn22\">[22]<\/a> Ov\u00eddio. Fast. l. ii. ver. 667. Veja L\u00edvio e Dion\u00edsio de Halicarnasso, sob o reinado de Tarqu\u00ednio.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref23\" id=\"_ftn23\">[23]<\/a> Santo Agostinho fica altamente satisfeito com a prova da fraqueza de T\u00e9rmino e a vaidade dos Aug\u00farios. Veja De Civitate Dei, iv. 29. * Nota: A constru\u00e7\u00e3o da frase de Gibbon \u00e9 de Agostinho: \u201cPlus Hadrianum regem hominum, quam regem Deorum timuisse videatur.\u201d \u2013 M<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref24\" id=\"_ftn24\">[24]<\/a> Veja a Hist\u00f3ria Augustana, p. 5, a Cr\u00f4nica de Jer\u00f4nimo e todos os Epitomizadores. \u00c9 um tanto surpreendente que este evento memor\u00e1vel seja omitido por Di\u00e3o, ou melhor, por Xifilino.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref25\" id=\"_ftn25\">[25]<\/a> Di\u00e3o, l. lxix. p. 1158. Hist. August. p. 5, 8. Se todos os nossos historiadores fossem perdidos, medalhas, inscri\u00e7\u00f5es e outros monumentos seriam suficientes para registrar as viagens de Adriano. Nota: As viagens de Adriano s\u00e3o tra\u00e7adas em uma nota na tradu\u00e7\u00e3o de Solvet de Hegewisch, Essai sur l\u2019\u00c9poque de Histoire Romaine la plus heureuse pour Genre Humain Paris, 1834, p. 123. \u2013 M.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref26\" id=\"_ftn26\">[26]<\/a> Veja a Hist\u00f3ria Augustana e os Epitomes.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref27\" id=\"_ftn27\">[27]<\/a> Devemos, no entanto, lembrar que, na \u00e9poca de Adriano, uma rebeli\u00e3o dos judeus se alastrava com f\u00faria religiosa, embora apenas em uma \u00fanica prov\u00edncia. Paus\u00e2nias (l. viii. c. 43) menciona duas guerras necess\u00e1rias e bem-sucedidas, conduzidas pelos generais de Pio: 1\u00aa. Contra os mouros errantes, que foram levados para as solid\u00f5es do Atlas. 2\u00aa. Contra os Brigantes da Brit\u00e2nia, que haviam invadido a prov\u00edncia romana. Ambas essas guerras (com v\u00e1rias outras hostilidades) s\u00e3o mencionadas na Hist\u00f3ria Augusta, p. 19.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref28\" id=\"_ftn28\">[28]<\/a> Apiano de Alexandria, na introdu\u00e7\u00e3o de sua Hist\u00f3ria das Guerras Romanas.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref29\" id=\"_ftn29\">[29]<\/a> Di\u00e3o, l. lxxi. Hist. August. em Marco. As vit\u00f3rias partas deram origem a uma multid\u00e3o de historiadores desprez\u00edveis, cuja mem\u00f3ria foi resgatada do esquecimento e exposta ao rid\u00edculo, em uma cr\u00edtica muito v\u00edvida de Luciano.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref30\" id=\"_ftn30\">[30]<\/a> A classe mais pobre de soldados possu\u00eda mais de quarenta libras esterlinas, (Dionys. Halicarn. iv. 17,) uma qualifica\u00e7\u00e3o muito alta em uma \u00e9poca em que o dinheiro era t\u00e3o escasso que uma on\u00e7a de prata equivalia a setenta libras de bronze. O povo, exclu\u00eddo pela antiga constitui\u00e7\u00e3o, foi admitido indiscriminadamente por M\u00e1rio. Veja Sallust. de Bell. Jugurth. c. 91. * Nota: Sobre a incerteza de todas essas estimativas e a dificuldade de fixar o valor relativo do bronze e da prata, compare Niebuhr, vol. i. p. 473, etc. Tradu\u00e7\u00e3o em ingl\u00eas p. 452. Segundo Niebuhr, a despropor\u00e7\u00e3o relativa em valor entre os dois metais surgiu, em grande medida, da abund\u00e2ncia de bronze ou cobre. \u2013 M. Compare tamb\u00e9m Dureau \u2018de la Malle Economie Politique des Romains especialmente L. l. c. ix. \u2013 M. 1845.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref31\" id=\"_ftn31\">[31]<\/a> C\u00e9sar formou sua legi\u00e3o Alauda de gauleses e estrangeiros; mas foi durante a licen\u00e7a da guerra civil; e ap\u00f3s a vit\u00f3ria, ele lhes concedeu a liberdade da cidade como recompensa.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref32\" id=\"_ftn32\">[32]<\/a> Veja Vegetius, de Re Militari, l. i. c. 2 \u2013 7.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref33\" id=\"_ftn33\">[33]<\/a> O juramento de servi\u00e7o e fidelidade ao imperador era renovado anualmente pelas tropas no primeiro de janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref34\" id=\"_ftn34\">[34]<\/a> T\u00e1cito chama as \u00e1guias romanas de Deuses da Guerra. Elas eram colocadas em uma capela no acampamento e, com as outras divindades, recebiam o culto religioso das tropas. * Nota: Veja tamb\u00e9m Dio. Cass. xl. c. 18. \u2013 M.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref35\" id=\"_ftn35\">[35]<\/a> Veja Gronovius de Pecunia vetere, l. iii. p. 120, etc. O imperador Domiciano elevou o estip\u00eandio anual dos legion\u00e1rios para doze pe\u00e7as de ouro, que, em sua \u00e9poca, equivalia a cerca de dez de nossas guin\u00e9s. Esse pagamento, um pouco mais alto que o nosso, havia sido, e foi posteriormente, gradualmente aumentado, de acordo com o progresso da riqueza e do governo militar. Ap\u00f3s vinte anos de servi\u00e7o, o veterano recebia tr\u00eas mil den\u00e1rios, (cerca de cem libras esterlinas,) ou uma concess\u00e3o proporcional de terras. O pagamento e as vantagens da guarda eram, em geral, cerca do dobro dos das legi\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea ir\u00e1 ler, a seguir, um trecho da obra &#8220;Decl\u00ednio e Queda do Imp\u00e9rio Romano&#8221;, de Gibbon. Caso tenha interesse na obra e deseja adquiri-la, clique aqui, ou na miniatura da capa abaixo. Cap\u00edtulo I: A Extens\u00e3o do Imp\u00e9rio na Era dos Antoninos \u2013 Parte I Introdu\u00e7\u00e3o. A Extens\u00e3o e\u2026<\/p>\n<p class=\"continue-reading-button\"> <a class=\"continue-reading-link\" href=\"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/2026\/03\/12\/declinio-e-queda-do-imperio-romano-de-edward-gibbon\/\">Leia mais<i class=\"crycon-right-dir\"><\/i><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1294,"comment_status":"closed","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[5,59],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1303"}],"collection":[{"href":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1303"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1303\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1304,"href":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1303\/revisions\/1304"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1294"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1303"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1303"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1303"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}