{"id":436,"date":"2020-01-31T19:28:54","date_gmt":"2020-01-31T19:28:54","guid":{"rendered":"http:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/?p=436"},"modified":"2020-01-31T19:28:54","modified_gmt":"2020-01-31T19:28:54","slug":"livro-i-de-historia-contra-os-pagaos-de-paulo-orosio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/2020\/01\/31\/livro-i-de-historia-contra-os-pagaos-de-paulo-orosio\/","title":{"rendered":"Livro I de &#8220;Hist\u00f3ria contra os Pag\u00e3os&#8221; de Paulo Or\u00f3sio"},"content":{"rendered":"<p>Se desejar adquirir a obra &#8220;<strong><a href=\"http:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/principais-obras\/a-historia-contra-os-pagaos\/\">A Hist\u00f3ria contra os Pag\u00e3os<\/a><\/strong>&#8220;, clique na capa abaixo.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/dp\/B097KQYK6H\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-386 aligncenter\" src=\"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/orosio-capinha-211x300.jpg\" alt=\"\" width=\"211\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/orosio-capinha-211x300.jpg 211w, https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/orosio-capinha-106x150.jpg 106w, https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/orosio-capinha.jpg 231w\" sizes=\"(max-width: 211px) 100vw, 211px\" \/><\/a><\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/dp\/B097KQYK6H\">Adquira o Ebook<\/a><\/h4>\n<p>Voc\u00ea ir\u00e1 ler, a seguir, um trecho do Cap\u00edtulo 1, do Livro I da obra.<\/p>\n<hr \/>\n<h3>Livro Primeiro<\/h3>\n<p>1. Quase todos os escritores da hist\u00f3ria, gregos e latinos, que perpetuaram em suas v\u00e1rias obras os feitos de reis e povos com o objetivo de formar um registro duradouro, come\u00e7aram suas hist\u00f3rias com Nino, o filho de Belo e rei dos Ass\u00edrios. De fato, esses historiadores, com suas percep\u00e7\u00f5es muito limitadas, querem que acreditemos que a origem do mundo e a cria\u00e7\u00e3o do homem n\u00e3o tiveram come\u00e7o. No entanto, afirmam definitivamente que reinos e guerras come\u00e7aram com Nino, como se a ra\u00e7a humana tivesse existido at\u00e9 ent\u00e3o na forma de bestas e de repente, como se estivesse sido sacudida e excitada, tivesse pela primeira vez despertada para uma sabedoria at\u00e9 ent\u00e3o desconhecida. De minha parte, no entanto, determinei datar o in\u00edcio da mis\u00e9ria do homem desde o in\u00edcio de seu pecado, tocando apenas alguns pontos, mas brevemente.<\/p>\n<p>De Ad\u00e3o, o primeiro homem, a Nino, a quem chamam de \u201cO Grande\u201d e em cuja \u00e9poca nasceu Abra\u00e3o, passaram-se 3.184 anos, um per\u00edodo que todos os historiadores desconsideraram ou n\u00e3o conheceram. Mas de Nino, ou de Abra\u00e3o, para C\u00e9sar Augusto, isto \u00e9, ao nascimento de Cristo, que ocorreu no quadrag\u00e9simo segundo ano do governo de C\u00e9sar, quando, na conclus\u00e3o da paz com os partos, os port\u00f5es de Jano foram fechados e cessaram as guerras em todo o mundo, passaram-se 2.015 anos. Durante este \u00faltimo per\u00edodo, quer se considere as a\u00e7\u00f5es dos homens ou os historiadores, os trabalhos de todos eles, tanto os liter\u00e1rios quanto os ativos, foram generosamente gastos. Meu tema, portanto, requer uma breve men\u00e7\u00e3o de pelo menos alguns fatos desses livros que, em sua narrativa da origem do mundo, ganharam credibilidade pela exatid\u00e3o com que suas profecias mais tarde foram cumpridas. Eu usei esses livros n\u00e3o porque tenho a inten\u00e7\u00e3o de lan\u00e7ar sua autoridade sobre algu\u00e9m, mas porque vale a pena repetir as opini\u00f5es comuns que todos n\u00f3s compartilhamos.<\/p>\n<p>Em primeiro lugar, sustentamos que, se o mundo e o homem s\u00e3o dirigidos por uma Divina Provid\u00eancia que \u00e9 t\u00e3o boa quanto justa, e se o homem \u00e9 ao mesmo tempo fraco e teimoso devido \u00e0 mutabilidade de sua natureza e seu livre arb\u00edtrio, ent\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio que o homem seja guiado no esp\u00edrito de afeto filial, quando necessita de ajuda; mas quando abusa de sua liberdade, deve ser repreendido com um estrito esp\u00edrito de justi\u00e7a. Todos os que veem a humanidade refletida atrav\u00e9s de si mesmos e em si mesmos percebem que este mundo tem sido disciplinado desde a cria\u00e7\u00e3o do homem, alternando per\u00edodos de bons e maus momentos. Em seguida, somos ensinados que o pecado e sua puni\u00e7\u00e3o come\u00e7aram com o primeiro homem. Al\u00e9m disso, at\u00e9 mesmo nossos oponentes, que come\u00e7am com o per\u00edodo intermedi\u00e1rio e n\u00e3o mencionam as idades anteriores, descreveram apenas guerras e calamidades. O que mais s\u00e3o essas guerras, sen\u00e3o males que acontecem de um lado ou de outro? Aqueles males que existiram ent\u00e3o e, at\u00e9 certo ponto, existem agora, eram sem d\u00favida pecados palp\u00e1veis, ou puni\u00e7\u00f5es ocultas pelo pecado. O que, ent\u00e3o, nos impede de iniciar esta hist\u00f3ria, cujo corpo principal foi estabelecido por outros, e de demonstrar, em resumo, que o per\u00edodo anterior, como n\u00f3s destacamos, cobria muito mais s\u00e9culos que o segundo, e sofreram o mesmo tipo de mis\u00e9rias?<\/p>\n<p>Falarei, portanto, do per\u00edodo desde a cria\u00e7\u00e3o do mundo at\u00e9 a funda\u00e7\u00e3o da Cidade , e depois do per\u00edodo que se estende ao principado de C\u00e9sar e o nascimento de Cristo, do qual o dom\u00ednio do tempo sobre o mundo permaneceu nas m\u00e3os da Cidade at\u00e9 os dias atuais. Tanto quanto deles me lembro, vendo-os como se estivesse em uma torre de vigia, apresentarei os conflitos da ra\u00e7a humana e falarei sobre as diferentes partes do mundo que, incendiadas pela chama da gan\u00e2ncia, agora ardem com seus males. Com isto em mente, acredito que devo descrever primeiro o mundo em si, habitado pela ra\u00e7a humana, como foi dividido por nossos ancestrais em tr\u00eas partes, e quais regi\u00f5es e prov\u00edncias comp\u00f5em suas divis\u00f5es. Desta maneira, quando os teatros de guerra e os estragos das doen\u00e7as forem descritos, quem desejar poder\u00e1 obter mais facilmente um conhecimento n\u00e3o apenas dos eventos e de suas datas, mas tamb\u00e9m de sua geografia.<\/p>\n<p>2. Nossos anci\u00e3os fizeram uma divis\u00e3o tr\u00edplice do mundo, que \u00e9 cercada em sua periferia pelo oceano. Suas tr\u00eas partes denominaram \u00c1sia, Europa e \u00c1frica. Algumas autoridades, no entanto, consideraram-nas como duas, isto \u00e9, a \u00c1sia, a \u00c1frica e a Europa, agrupando as duas \u00faltimas como um \u00fanico continente.<\/p>\n<p>A \u00c1sia, cercada em tr\u00eas lados pelo oceano, se estende por todo o Oriente. Para o oeste, \u00e0 sua direita, toca a fronteira da Europa perto do Polo Norte, mas \u00e0 sua esquerda se estende at\u00e9 a \u00c1frica, exceto que perto do Egito e da S\u00edria \u00e9 delimitada pelo Mare Nostrum, que comumente chamamos de Grande Mar.<\/p>\n<p>A Europa come\u00e7a, como j\u00e1 disse, no norte do rio Tanais, onde as Montanhas Rifeanas, estando tr\u00e1s do Mar S\u00e1rmata, empurram as \u00e1guas do Tanais. O Tanais, banhando os altares e as fronteiras de Alexandre, o Grande, aos territ\u00f3rios dos Robascos, eleva as \u00e1guas do Palus Me\u00f3tis, cujo imenso escoadouro se espalha ao Euxino, pr\u00f3ximo a Teod\u00f3sia. Do Euxino, perto de Constantinopla, uma longa e estreita massa de \u00e1gua leva ao mar que chamamos de Mare Nostrum. O Oceano Ocidental forma a fronteira da Europa na Hisp\u00e2nia no mesmo ponto em que os Pilares de H\u00e9rcules est\u00e3o pr\u00f3ximos \u00e0s Ilhas C\u00e1diz e onde a mar\u00e9 do Oceano entra no estreito do Mar Tirreno.<\/p>\n<p>A \u00c1frica come\u00e7a com a terra do Egito e a Cidade de Alexandria. Na costa daquele grande Mar, cujas \u00e1guas banham todos os continentes e as terras no centro da terra, encontramos a Cidade de Paret\u00f4nio. De l\u00e1, as fronteiras da \u00c1frica levam atrav\u00e9s dos distritos que os habitantes denominam Catabatmon, n\u00e3o muito longe do acampamento de Alexandre, o Grande, acima do lago Calearzo, passando pr\u00f3ximo \u00e0s terras superiores dos de Avasitas e atrav\u00e9s dos desertos da Eti\u00f3pia para alcan\u00e7ar o Oceano Meridional. O limite ocidental da \u00c1frica \u00e9 o mesmo que o da Europa, isto \u00e9, a entrada do Estreito de C\u00e1diz; seus limites mais distantes s\u00e3o o monte chamado Atlas e as ilhas que as pessoas denominam de Afortunadas.<\/p>\n<p>Agora que dei brevemente os tr\u00eas grandes continentes do mundo, tamb\u00e9m me esfor\u00e7arei, como prometi, em apontar as divis\u00f5es dos pr\u00f3prios continentes.<\/p>\n<p>A \u00c1sia possui no centro de seu limite no Oceano Oriental, na entrada do rio Ganges; \u00e0 esquerda, encontramos o Cabo de Caligardamana, a sudeste da qual fica a ilha de Taprobana. A partir deste ponto o oceano \u00e9 chamado o Oceano \u00cdndico. \u00c0 direita das Montanhas Imavianas, onde termina a corrente caucasiana, encontramos o Cabo de Samara, a nordeste do qual jazem as entradas do rio Otorogorra. A partir deste ponto, o Oceano \u00e9 chamado de Oceano S\u00e9rico.<\/p>\n<p>Nesta regi\u00e3o se encontra a \u00cdndia, cujo limite ocidental \u00e9 o rio Indo, que des\u00e1gua no Mar Vermelho, e o limite norte formado pela Cordilheira Caucasiana; os outros lados, como j\u00e1 disse, s\u00e3o delimitados pelos oceanos orientais e indianos. Esta terra tem 44 povos, n\u00e3o incluindo aqueles que habitam a ilha da Taprobana, que tem dez cidades, ou aqueles que vivem nas muitas outras ilhas densamente povoadas.<\/p>\n<p>Entre o rio Indo a leste e o rio Tigre, que fica a oeste, est\u00e3o os seguintes territ\u00f3rios: Arac\u00f3sia, P\u00e1rtia, Ass\u00edria, P\u00e9rsia e Media, terras agrestes e montanhosas por natureza. No norte s\u00e3o delimitados pela cordilheira Caucasiana, ao sul pelo Mar Vermelho e o Golfo P\u00e9rsico, enquanto no centro fluem seus principais rios, o Hidaspes e o Arbis. Nestas regi\u00f5es h\u00e1 23 tribos. A regi\u00e3o \u00e9 comumente denominada P\u00e1rtia, embora as Escrituras Sagradas frequentemente a denominem Media.<\/p>\n<p>Entre os rios Tigre e Eufrates est\u00e1 a Mesopot\u00e2mia, come\u00e7ando no norte entre as cordilheiras Taurina e Caucasiana. Ao sul, encontramos a primeira Babil\u00f4nia, depois a Caldeia e, finalmente, a Eudaimon\u00eda Arab\u00eda, uma estreita faixa de terra voltada para o leste e situada entre os golfos Persa e \u00e1rabe. Vivem nessas terras 28 povos.<\/p>\n<p>S\u00edria \u00e9 o nome geralmente dado \u00e0 terra que se estende desde o rio Eufrates a leste at\u00e9 Mare Nostrum a oeste, desde a Cidade de Dagusa, na fronteira entre a Capad\u00f3cia e a Arm\u00eania, perto do local onde o Eufrates se eleva ao norte, at\u00e9 o sul do Egito e o final do Golfo P\u00e9rsico. Este golfo se estende para o sul em uma longa e estreita fenda em que existe uma grande variedade de rochas e ilhas; desde o Mar Vermelho, isto \u00e9, desde o Oceano, estende-se em dire\u00e7\u00e3o ao oeste. As maiores prov\u00edncias da S\u00edria s\u00e3o Comagene, Fen\u00edcia e Palestina, n\u00e3o incluindo as terras dos sarracenos e dos Nabateus, cujas tribos s\u00e3o doze.<\/p>\n<p>Acima da S\u00edria est\u00e1 a Capad\u00f3cia, que \u00e9 delimitada a leste pela Arm\u00eania, a oeste pela \u00c1sia, a nordeste pela Plan\u00edcie Temiscira e o Mar Cim\u00e9rio, e ao sul pelas Montanhas Taurinas. Abaixo dessas montanhas est\u00e3o Cil\u00edcia e Isauria se estendendo at\u00e9 o Golfo da Cil\u00edcia, que segue em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 ilha de Chipre.<\/p>\n<p>Asia Regio, ou, para falar mais corretamente, \u00c1sia Menor, exclusiva da parte oriental onde toca a Capad\u00f3cia e a S\u00edria, \u00e9 cercada por todos os lados pela \u00e1gua; no norte pelo Euxino, a oeste pela Prop\u00f4ntida e pelo Helesponto, e ao sul pelo Mare Nostrum. Aqui se ergue o monte Olimpo.<\/p>\n<p>O Baixo Egito \u00e9 limitado pela S\u00edria e pela Palestina a leste, pela L\u00edbia a oeste, pelo Mare Nostrum ao norte e pela montanha chamada Cl\u00edmax, pelo Alto Egito, e o Nilo ao sul. Este rio parece subir da costa onde o Mar Vermelho come\u00e7a no lugar chamado Mossylon Emporium. De l\u00e1, flui para o oeste por uma longa dist\u00e2ncia, formando em seu meio a ilha chamada Mero\u00e9; finalmente, curvando-se para o norte, aumentado por inunda\u00e7\u00f5es sazonais, rega as plan\u00edcies do Egito. Alguns autores dizem que se ergue n\u00e3o longe do Monte Atlas e desaparece gradualmente nas areias, das quais, depois de um curto intervalo, desemboca em um vasto lago e depois desliza para o leste atrav\u00e9s do Deserto Et\u00edope em dire\u00e7\u00e3o ao Oceano, e finalmente, virando \u00e0 esquerda, desce para o Egito. De fato, h\u00e1 um grande rio desse tipo que tem tal origem e tal curso e que verdadeiramente gera todos os monstros do Nilo. Os b\u00e1rbaros perto de sua fonte chamam-no de Dara, mas pelos outros habitantes \u00e9 chamado de Nuhul. Este rio, no entanto, \u00e9 engolido por um enorme lago na terra do povo chamado L\u00edbio-Eg\u00edpcio, n\u00e3o longe de outro rio que, como j\u00e1 dissemos, corre da margem do Mar Vermelho, a menos que, como pode ser o caso, ele flua de um canal subterr\u00e2neo para o leito daquele rio que desce do leste.<\/p>\n<p>O Alto Egito se estende para o leste. No norte est\u00e1 o Golfo P\u00e9rsico, ao sul do oceano. No oeste, seus limites come\u00e7am no Baixo Egito, e ao leste \u00e9 delimitado pelo Mar Vermelho. Nesta regi\u00e3o h\u00e1 24 povos.<\/p>\n<p>Agora que descrevi a parte sul de toda a \u00c1sia, resta-me ocupar as terras restantes, trabalhando de leste para o norte.<\/p>\n<p>As montanhas Caucasianas avan\u00e7am primeiro sobre os territ\u00f3rios dos Colquianos, que habitam acima do Mar Cim\u00e9ria e as terras dos Albanos, que vivem perto do mar C\u00e1spio. De fato, no que diz respeito a sua extremidade oriental, parece ser uma faixa, embora tenha muitos nomes. Alguns consideram estas montanhas parte das Montanhas Taurinas, porque, de fato, acredita-se que a Cordilheira Parcoatras da Arm\u00eania, situada entre as Taurianas e as Caucasianas, forma uma cadeia ininterrupta com as outras duas faixas. O rio Eufrates, no entanto, prova que isto n\u00e3o \u00e9 verdade, pois, saindo do p\u00e9 das Montanhas Parcoatras, ele se inclina para o sul, virando constantemente para a esquerda, mas mantendo as Montanhas Taurinas \u00e0 direita. O C\u00e1ucaso nos territ\u00f3rios dos Colquianos e dos Albanos, onde tamb\u00e9m h\u00e1 passagens, \u00e9 chamado de Montanhas Caucasianas. Das passagens do mar C\u00e1spio aos desfiladeiros Arm\u00eanios ou \u00e0 nascente do rio Tigre, entre a Arm\u00eania e a Ib\u00e9ria, s\u00e3o chamadas de Acroceraunianas. Desde a nascente do Tigre at\u00e9 a Cidade de Carrara, entre os Massagetas e os Partos, s\u00e3o chamados de Ariobarzanes. Da Cidade de Carras at\u00e9 a Cidade de Catipo, entre os Hircanos e os Bactrianos, s\u00e3o chamadas de Memarmalianas. L\u00e1 cresce amomo em abund\u00e2ncia. As montanhas Memarmalias mais pr\u00f3ximas s\u00e3o chamadas de Partau. Da Cidade de Catipo at\u00e9 a vila de Safri nas terras intermedi\u00e1rias dos Daas, Sacaraucas e Partienas s\u00e3o os picos dos Oscobares. L\u00e1 parte o rio Ganges e cresce a asafoetida . Da fonte do rio Ganges \u00e0s fontes do rio Otorogorra ao norte, onde se encontram as Montanhas Paropanisadas, encontramos as Montanhas Taurinas. Das fontes do Otorogorra para a Cidade de Otorogorra entre os Citas Cunos e os Gand\u00e1ridas est\u00e3o as Montanhas Caucasianas. A faixa mais distante \u00e9 o Imavo entre os Eoas e o Passiadras, onde o rio Crisoroas e o cabo de Samara encontram o Oceano Oriental. Nas terras que se estendem das montanhas de Imavo (isto \u00e9, da ponta oriental da cordilheira Caucasiana) e da divis\u00e3o direita do Oriente, onde o oceano S\u00e9rico se estende at\u00e9 o cabo de Bor\u00e9o e o rio Bor\u00e9o, e da\u00ed para o mar Cita ao norte, ao mar C\u00e1spio a oeste, e \u00e0s montanhas do C\u00e1ucaso ao sul, est\u00e3o as 42 tribos de hircanos e Citas que, devido \u00e0 aridez das extensas terras do pa\u00eds, vagam por toda parte.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Gostou? Leia o restante da obra, adquirindo o livro: basta clicar na capa abaixo!<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/dp\/B097KQYK6H\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-386 aligncenter\" src=\"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/orosio-capinha-211x300.jpg\" alt=\"\" width=\"211\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/orosio-capinha-211x300.jpg 211w, https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/orosio-capinha-106x150.jpg 106w, https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/orosio-capinha.jpg 231w\" sizes=\"(max-width: 211px) 100vw, 211px\" \/><\/a><\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/dp\/B097KQYK6H\">Adquira o Ebook<\/a><\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se desejar adquirir a obra &#8220;A Hist\u00f3ria contra os Pag\u00e3os&#8220;, clique na capa abaixo. Adquira o Ebook Voc\u00ea ir\u00e1 ler, a seguir, um trecho do Cap\u00edtulo 1, do Livro I da obra. Livro Primeiro 1. Quase todos os escritores da hist\u00f3ria, gregos e latinos, que perpetuaram em suas v\u00e1rias obras\u2026<\/p>\n<p class=\"continue-reading-button\"> <a class=\"continue-reading-link\" href=\"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/2020\/01\/31\/livro-i-de-historia-contra-os-pagaos-de-paulo-orosio\/\">Leia mais<i class=\"crycon-right-dir\"><\/i><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":385,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[5,17],"tags":[23],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/436"}],"collection":[{"href":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=436"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/436\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/385"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=436"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=436"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=436"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}