{"id":444,"date":"2019-04-02T16:39:26","date_gmt":"2019-04-02T16:39:26","guid":{"rendered":"http:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/?p=444"},"modified":"2022-10-15T19:33:06","modified_gmt":"2022-10-15T19:33:06","slug":"a-inquisicao-no-brasil-em-1618-confissao-de-fernao-rodrigues","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/2019\/04\/02\/a-inquisicao-no-brasil-em-1618-confissao-de-fernao-rodrigues\/","title":{"rendered":"A Inquisi\u00e7\u00e3o no Brasil em 1618 &#8211; Confiss\u00e3o de Fern\u00e3o Rodrigues"},"content":{"rendered":"\n<p>Esta confiss\u00e3o voc\u00ea encontra na obra <strong><a href=\"http:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/principais-obras\/novas-confissoes-da-bahia\/\">Novas Confiss\u00f5es da Bahia<\/a><\/strong>. Clique na capa para adquirir o Livro.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><a href=\"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/principais-obras\/novas-confissoes-da-bahia\/\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"231\" height=\"328\" src=\"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/capinha_confissoes.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-528\" srcset=\"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/capinha_confissoes.jpg 231w, https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/capinha_confissoes-211x300.jpg 211w, https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/capinha_confissoes-106x150.jpg 106w\" sizes=\"(max-width: 231px) 100vw, 231px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p>Nesta confiss\u00e3o, Fern\u00e3o Rodrigues, denuncia o ent\u00e3o governador do Brasil Diogo Botelho &#8211; revelando como as pr\u00e1ticas sexuais e amorosas no Brasil col\u00f4nia passavam distantes daqueles modelos pregados pela Igreja e pela moral socialmente aceita. Trata-se de um dos mais interessantes testemunhos do cotidiano sexual do Brasil em in\u00edcios do s\u00e9culo XVII.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Confiss\u00e3o de Fern\u00e3o Rodrigues<\/h3>\n\n\n\n<p>Aos doze dias do m\u00eas de setembro de mil seiscentos e dezoito anos, na cidade do Salvador da Bahia de Todos os Santos, na Igreja do Col\u00e9gio da Companha de Jesus, em audi\u00eancia de pela manh\u00e3 no tempo da gra\u00e7a, estando a\u00ed o senhor Inquisidor Marcos Teixeira, perante ele apareceu sem ser chamado Fern\u00e3o Rodrigues de Sousa, Crist\u00e3o Velho, natural de Vila Galega no Reino, de idade de vinte e cinco anos, pouco mais ou menos, Cavaleiro fidalgo nos livros de sua Majestade, e casado e morador na freguesia de Nossa Senhora do Socorro, sete ou oito l\u00e9guas desta cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>E sendo presente para em tudo dizer verdade e ter segredo, lhe foi dado juramento dos santos Evangelhos, em que p\u00f4s a m\u00e3o, sob cargo do qual assim o prometeu.<\/p>\n\n\n\n<p>E disse que haver\u00e1 quatorze anos, pouco mais ou menos, que nesta cidade, servindo ele Confitente de pajem a Dioguo Botelho, Governador que ent\u00e3o era destas partes do Brasil, depois de por algum tempo o dito Diogo Botelho o tratar com muitos mimos e favores, o fez deitar consigo na cama, e veio a dormir com ele Confitente carnalmente pela parte traseira, efetuando o pecado nefando de sodomia, a primeira noite, uma vez somente, por for\u00e7a, e contra vontade dele Confitente.<\/p>\n\n\n\n<p>E com medo do dito C\u00famplice o matar, n\u00e3o se atreveu a gritar; e depois, por espa\u00e7o de dez anos, pouco mais ou menos, continuou em cometer o dito pecado nefando com ele, Confitente, assim nesta cidade, em duas moradas de casas onde morara, uma das quais est\u00e3o no terreiro deste Col\u00e9gio aonde mora ao presente Diogo Baracho, escriv\u00e3o da Alf\u00e2ndega, e nas casas que chamam dEl Rei, aonde agora se faz a Rola\u00e7\u00e3o, como nas casas de Lisboa, em as casas da sua quinta que tinha ao Chafariz de Arroios.<\/p>\n\n\n\n<p>E declarou ele, Confitente, que no decurso do dito tempo dormira carnalmente com o dito C\u00famplice pela parte traseira, quinze ou vinte vezes, efetuando o dito pecado de Sodomia, por o C\u00famplice o provocar, e for\u00e7ar a isso.<\/p>\n\n\n\n<p>E assim disse que se acusava que no dito tempo que tem dito, servindo ao dito C\u00famplice Diogo Botelho, cometera com ele Confitente o mesmo pecado nefando de sodomia com Dioguo da Silva \u2013 natural de Alcochete, no Reino, que seria de idade, naquele tempo, de vinte e cinco anos, e solteiro; e que servira de Almoxarife nesta cidade, e de criado ao dito Dioguo Botelho \u2013 por espa\u00e7o de oito ou dez vezes nesta cidade, em casa do dito Dioguo Botelho, que morava ent\u00e3o nas ditas casas dEl Rei, e tamb\u00e9m nas casas em que o dito Diogo da Silva morava, em que agora mora o licenciado Phelippe Thomas, sendo ele Confitente, o paciente.<\/p>\n\n\n\n<p>E declarava que o dito Dioguo da Silva est\u00e1 casado, e morador nesta Bahia, e \u00e9 lavrador de Canas para a parte de Cotegipe, segundo ele Confitente ouviu dizer.<\/p>\n\n\n\n<p>E assim disse que se acusava mais de cometer o dito pecado nefando de sodomia sendo paciente de Ant\u00f4nio Galv\u00e3o, natural desta cidade, casado, e morador em Lisboa, em Alfama, que seria no tempo em que come\u00e7ou a cometer o dito pecado nefando com ele Confitente, de idade de quatorze anos, pouco mais ou menos; e hoje ser\u00e1 de vinte e cindo anos. E cometeram ambos o dito pecado por espa\u00e7o de oito anos, assim nesta cidade, como na dita quinta, servindo ambos ao dito Dioguo Botelho, e morando em sua casa no dito tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo o dito Dioguo Botelho das mais das ditas vezes o que os provocava e fazia cometer o dito pecado em sua presen\u00e7a para se provocar, e incitar ao mesmo.<\/p>\n\n\n\n<p>O que tamb\u00e9m usava, quando ele Confitente, e o dito Dioguo da Silva, cometiam o mesmo pecado como tem dito. E como quis tamb\u00e9m fazer nesta cidade e na dita quinta com Jo\u00e3o dEstol, filho de Portuguesa e de um Todesco da guarda que tamb\u00e9m era criado do dito Dioguo Botelho, e mandado e provocado por ele tentou cometer o dito pecado nefando em sua presen\u00e7a, com ele Confitente quinze ou vinte vezes nesta cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>E no Reino, servindo ele, Confitente, no dito tempo que tem dito ao dito Dioguo Botelho, e o dito Jo\u00e3o dEstol servindo nesta cidade, e no Reino tamb\u00e9m, nas casas e quintas acima declaradas; e por ele, Confitente, lhe resistir, nunca acabou de efetuar o dito pecado.<\/p>\n\n\n\n<p>O que tamb\u00e9m quis o dito Dioguo Botelho usar nesta cidade casas e tempo acima declarado com um flamengo por nome Anrique, que seria de vinte e cinco anos, e hoje dizem est\u00e1 casado no Porto do Calvo, distrito de Pernambuco; o qual flamengo, por mandado e procura\u00e7\u00e3o do dito Dioguo Botelho, e em sua presen\u00e7a, por tr\u00eas ou quatro vezes tentou cometer o dito pecado com ele Confitente, e por lhe resistir o n\u00e3o efetuou.<\/p>\n\n\n\n<p>E assim disse mais que era verdade que na cidade de Lisboa haver\u00e1 sete ou oito anos, o dito Dioguo Botelho na dita sua quinta, e em outra que tinha em Aldeia Galega, provocara e mandara em sua presen\u00e7a a ele Confitente que consentisse que Agostinho Ferreira, natural de Lisboa, solteiro, filho de um tabeli\u00e3o do Pa\u00e7o dos Tabeli\u00e3es, que fora da obriga\u00e7\u00e3o da casa do dito Dioguo Botelho, e mora hoje na dita cidade de Lisboa, na cal\u00e7ada de Santo Andr\u00e9, cometesse por tr\u00eas ou quatro vezes o dito pecado nefando em sua presen\u00e7a. E por ele, Confitente, lhe resistir muito, n\u00e3o houve efeito.<\/p>\n\n\n\n<p>E assim disse mais, ele Confitente, que era verdade que sabia pelo ver, e se confiar o dito Dioguo Botelho dele, que no dito tempo em que ele Confitente o serviu, e nas ditas casas e mais partes acima declaradas, cometera o dito Dioguo Botelho o pecado nefando de sodomia com os sobreditos, sendo umas vezes paciente, outras agente; a saber, nesta cidade, com o dito Dioguo da Silva e com o dito Jo\u00e3o dEstol; e aqui e em Lisboa com o dito Ant\u00f4nio Galv\u00e3o; e nesta cidade com o dito flamengo chamado Anrique.<\/p>\n\n\n\n<p>E segundo o dito Dioguo Botelho lhe disse a ele Cofitente, tamb\u00e9m cometeu o dito pecado nefando com o dito Agostinho Ferreira, e com um seu criado por nome Hiculau Soares, nesta cidade, natural de Lisboa, a quem o dito Dioguo Botelho casou nesta cidade, e lhe deu muitos mil cruzados; o qual Hiculau Soares levou sua mulher para o Reino, e ele est\u00e1 em um engenho seu em Jaguaripe, quatorze ou quinze l\u00e9guas desta cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>E ele Confitente o viu entrar e sair muitas vezes em camisa e ceroulas na c\u00e2mara do dito Dioguo Botelho, depois da meia noite. E que disso suspeitava ser verdade que o dito Dioguo Botelho lhe tenha dito. E tamb\u00e9m por o dito Dioguo Botelho ter pedido a ele, Confitente, que cometesse o mesmo pecado nefando com o dito Hiculau Soares, que sabe por lhe o dito Dioguo Botelho lhe dizer que ele, Confitente, o cometia com ele.<\/p>\n\n\n\n<p>E declarou que afora as vezes que fora constrangido a cometer o dito pecado nefando, as outras vezes que tem dito, que foram muitas, o cometer por sua vontade, e p\u00f4-la fazer ao dito Dioguo Botelho que lho pedia e o provocava nisso.<\/p>\n\n\n\n<p>De que tudo disse que se acusava e pedia perd\u00e3o e miseric\u00f3rdia, e estava obediente \u00e0 penit\u00eancia que se lhe desse.<\/p>\n\n\n\n<p>E por que dizer que n\u00e3o tinha mais que confessar, lhe foi dito pelo senhor Inquisidor, que tomara bom conselho em se vir acusar a esta mesa das ditas culpas, assim para a salva\u00e7\u00e3o da sua alma, como para se usar com ele de muita miseric\u00f3rdia.<\/p>\n\n\n\n<p>E foi perguntado se havia mais testemunhas dos casos de sua confiss\u00e3o, e se houvera esc\u00e2ndalo deles, e a que horas aconteceram, se depois de jantar, ou de cear?<\/p>\n\n\n\n<p>Respondeu que n\u00e3o sabia de mais testemunhas que as que tem dito que fossem de vista que ele Confitente soubesse; e que era verdade que os criados da casa davam a entender que o suspeitavam, e havia entre eles esc\u00e2ndalo disso. E que pelos muitos mimos e favores que o dito Dioguo Botelho fazia a ele Confitente, n\u00e3o faltaria dente de fora que o suspeitasse, mormente tendo o dito Dioguo Botelho fama disso. E que de noite e de dia aconteceram os casos de que se acusava; de dia, quando havia ocasi\u00e3o; e de noite, quando o dito Dioguo Botelho chamava a ele, Confitente, para a sua cama, e a algum dos outros c\u00famplices.<\/p>\n\n\n\n<p>E, na sua cama, estando o dito Dioguo Botelho tamb\u00e9m lan\u00e7ado na cama, cometiam todos tr\u00eas o dito pecado nefando de sodomia. E que de dia, pela maior parte, era depois do jantar; e de noite, depois de cear, quando estavam recolhidos para dormir.<\/p>\n\n\n\n<p>E perguntado se sabia quem os C\u00famplices estavam em seu perfeito ju\u00edzo, ou acostumavam a sair dele, e a tomar-se do vinho, e se sabia que causa era o pecado nefando de sodomia, e que motivo tivera para se vir acusar a esta mesa?<\/p>\n\n\n\n<p>Respondeu que nunca vira os ditos c\u00famplices fora de seu ju\u00edzo, nem tomados do vinho; e que o pecado nefando de sodomia de que se acuava era meter sua natura pela parte traseira do c\u00famplice e derramar dentro em seu corpo a semente genital, ou consentir fazer-lhe o c\u00famplice o mesmo. E que por ver fazer aos c\u00famplices e as outras pessoas de que tem dito esta confiss\u00e3o, os atos que interv\u00e9m no dito pecado, pondo-se um sobre outro, com modos desonestos e torpes, e aparelhados para a dita torpeza, entender que cometiam o dito pecado de sodomia.<\/p>\n\n\n\n<p>E que o que o movera a se vir confessar dos ditos casos a esta mesa, por gozar da gra\u00e7a e perd\u00e3o que se prometia, e por desencarregar sua consci\u00eancia. E por esta mesma raz\u00e3o denunciara tamb\u00e9m dos culpados que sabia do caso, e que n\u00e3o sabia de mais.<\/p>\n\n\n\n<p>E sendo pergunto se fora j\u00e1 acusado por semelhante caso, ou preso e castigado, e se tivera algumas inimizades com os ditos c\u00famplices e denunciados?<\/p>\n\n\n\n<p>Disse que nunca fora preso, nem compreendido pelo dito crime; e do costume disse nada, e que somente com o dito Ant\u00f4nio Galv\u00e3o haver\u00e1 dois anos que tiveram umas desaven\u00e7as sobre ele lhe negar um pouco de dinheiro, mas que n\u00e3o lhe tinha \u00f3dio, e tinha dito a verdade.<\/p>\n\n\n\n<p>E tamb\u00e9m tivera semelhantes desaven\u00e7as de mat\u00e9ria de dinheiro com o dito Hiculau Soares, haver\u00e1 ano e meio, mas que j\u00e1 correm, e lhe n\u00e3o quer mal.<\/p>\n\n\n\n<p>Estiveram a tudo presentes pessoas honestas e religiosos padres, Domingos Monteiro e o Padre Manoel Sanches, sacerdotes deste col\u00e9gio que tudo viram e ouviram. E prometeram ter segredo e dizer verdade no que lhes fosse perguntado, e assim o juraram aos santos evangelhos em que puseram suas m\u00e3os. E assim aqui com o dito senhor Inquisidor e juntamente com o dito Fernando Rodrigues de Sousa; Manoel Marinho o escrevi.<\/p>\n\n\n\n<p>[Assinaturas do Inquisidor, das testemunhas e do depoente]<\/p>\n\n\n\n<p>E ido o dito Fernando Rodrigues de Sousa para fora, foram perguntados os ditos reverendos Padres se lhes parecia que ele, Fernando Rodrigues de Sousa, falava verdade e se lhe devia dar cr\u00e9dito? E por eles foi o dito que lhes parecia que ele falava verdade, e que era homem simples e de boa gente, e assim se lhe devia dar cr\u00e9dito; e assinaram aqui com o senhor Inquisidor: Manoel Marinho o escrevi.<\/p>\n\n\n\n<p>[Assinaturas do Inquisidor e das testemunhas]<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><em>Gostou do trecho? Leia a obra completa:<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><a href=\"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/principais-obras\/novas-confissoes-da-bahia\/\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"231\" height=\"328\" src=\"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/capinha_confissoes.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-528\" srcset=\"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/capinha_confissoes.jpg 231w, https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/capinha_confissoes-211x300.jpg 211w, https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/capinha_confissoes-106x150.jpg 106w\" sizes=\"(max-width: 231px) 100vw, 231px\" \/><\/a><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta confiss\u00e3o voc\u00ea encontra na obra Novas Confiss\u00f5es da Bahia. Clique na capa para adquirir o Livro. 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