{"id":996,"date":"2024-09-10T13:21:12","date_gmt":"2024-09-10T13:21:12","guid":{"rendered":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/?p=996"},"modified":"2024-09-10T13:24:47","modified_gmt":"2024-09-10T13:24:47","slug":"cartas-de-cicero-volume-iii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/2024\/09\/10\/cartas-de-cicero-volume-iii\/","title":{"rendered":"Cartas de C\u00edcero, Volume III"},"content":{"rendered":"\n<p>Abaixo voc\u00ea ir\u00e1 ler algumas das cartas do Volume III das &#8220;Cartas de C\u00edcero&#8221;. Caso deseje saber mais sobre a cole\u00e7\u00e3o <a href=\"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/principais-obras\/cartas-de-cicero\/\">clique aqui<\/a>, ou na capa abaixo. <\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/principais-obras\/cartas-de-cicero\/\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"231\" height=\"328\" src=\"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/capinha_cicero_iii.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-990\" srcset=\"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/capinha_cicero_iii.jpg 231w, https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/capinha_cicero_iii-211x300.jpg 211w, https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/capinha_cicero_iii-106x150.jpg 106w\" sizes=\"(max-width: 231px) 100vw, 231px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"> <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a>Cartas de C\u00edcero<\/a><\/h1>\n\n\n\n<p><em>H\u00e1 uma pausa repentina na correspond\u00eancia ap\u00f3s a carta de 19 de maio de 49 a.C., na qual vemos C\u00edcero abandonando a ideia passageira de se retirar para Malta \u2013 aguardando ainda a confirma\u00e7\u00e3o do fracasso de C\u00e9sar na Hisp\u00e2nia antes de dar o passo e se juntar a Pompeu na Gr\u00e9cia. O sil\u00eancio s\u00f3 \u00e9 interrompido por uma \u00fanica carta a Ter\u00eancia escrita no dia 7 de junho, o dia em que ele finalmente embarcou. Algo deve ter acontecido entre 19 de maio e 7 de junho para determin\u00e1-lo finalmente a tomar essa decis\u00e3o: e n\u00e3o \u00e9 irrazo\u00e1vel supor que tenha sido a not\u00edcia da perigosa posi\u00e7\u00e3o de C\u00e9sar atr\u00e1s do rio Segre inundado, que impedia a chegada de seus suprimentos; enquanto seus advers\u00e1rios na Hisp\u00e2nia, Afr\u00e2nio e Petreio, que controlavam a ponte em Ilerda, podiam se abastecer. A dificuldade de C\u00e9sar n\u00e3o durou muitos dias, mas relat\u00f3rios exagerados chegaram a Roma, e \u201ca casa de Afr\u00e2nio na cidade estava cheia de visitantes oferecendo suas congratula\u00e7\u00f5es; e muitas pessoas partiram da It\u00e1lia para se juntar a Pompeu, algumas para serem as primeiras a levar boas not\u00edcias, outras para evitar a apar\u00eancia de terem desejado ver como as coisas iam e de chegarem por \u00faltimo\u201d (<\/em>C\u00e9sar<em>, <\/em>Coment\u00e1rios sobre a Guerra Civil, 1.53<em>). Segue-se ent\u00e3o outro sil\u00eancio de seis meses. Quando retomamos a correspond\u00eancia, em janeiro de 48 a.C., temos algumas cartas curtas at\u00e9 meados de julho dos quart\u00e9is de Pompeu. As cartas de C\u00edcero s\u00e3o quase inteiramente sobre assuntos privados, com apenas insinua\u00e7\u00f5es muito vagas sobre a inquieta\u00e7\u00e3o e o descontentamento que ele sentia com o estado das coisas no acampamento de Pompeu. Celio come\u00e7ava a lamentar sua ades\u00e3o a C\u00e9sar, ainda assim Dolabela estava insistindo para que C\u00edcero se retirasse da participa\u00e7\u00e3o ativa na guerra. C\u00edcero parece ter causado grande descontentamento entre os pompeianos com suas cr\u00edticas c\u00e1usticas \u00e0 administra\u00e7\u00e3o da campanha e \u00e0 condu\u00e7\u00e3o de seu partido em geral (<\/em>Plutarco, C\u00edcero 38; Fil\u00edpicas, 3, 57<em>). Ap\u00f3s 15 de julho, h\u00e1 outra pausa nas cartas de quase quatro meses, e quando a correspond\u00eancia reabre, a quest\u00e3o da guerra j\u00e1 havia sido resolvida em Farsalos, e C\u00edcer\u00ado est\u00e1 em Brund\u00edsio por toler\u00e2ncia, tendo sido convidado ou permitido por C\u00e9sar a retornar de P\u00e1tras \u2013 para onde ele havia ido a partir da frota em Corfu \u2013 para a It\u00e1lia, sem ainda se atrever a retornar a Roma. L\u00e1 ele tem que permanecer at\u00e9 o final de setembro de 47 a.C., quando o retorno de C\u00e9sar das guerras alexandrinas e asi\u00e1ticas finalmente o aliviou desse quase ex\u00edlio. Ele encontrou C\u00e9sar perto de Tarento, que o saudou calorosamente e o convidou a retornar a Roma e reassumir sua posi\u00e7\u00e3o l\u00e1 (<\/em>Plutarco, C\u00edcero 39<em>). Deve ter sido um per\u00edodo sombrio, e suas cartas, como de costume, refletem seus sentimentos, mas com um pouco menos de exagero do que as do ex\u00edlio. Ele estava realmente em maior perigo e devia algo \u00e0 toler\u00e2ncia de Ant\u00f4nio, bem como \u00e0 de C\u00e9sar (<\/em>Fil\u00edpicas, 2.5<em>). Al\u00e9m disso, ele tinha a tristeza de descobrir que seu irm\u00e3o Quinto e seu sobrinho n\u00e3o apenas se apressaram a aderir a C\u00e9sar, mas o denunciaram apaixonadamente ao conquistador.<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>CDIV (a xi, 1) Para \u00c1tico (em Roma)<\/a><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">\u00c9piro (Janeiro)<\/h3>\n\n\n\n<p>Recebi de voc\u00ea o documento selado transmitido por Anteros. N\u00e3o consegui descobrir nada sobre meus assuntos dom\u00e9sticos a partir dele. O que mais me causa ansiedade \u00e9 o fato de que o homem que tem atuado como meu administrador n\u00e3o est\u00e1 em Roma, nem sei onde, neste vasto mundo, ele est\u00e1. Minha \u00fanica esperan\u00e7a de preservar meu cr\u00e9dito e propriedade est\u00e1 em sua bondade completamente comprovada; e se, neste infeliz e desesperador momento, voc\u00ea ainda a mantiver, eu terei mais coragem para suportar esses perigos que s\u00e3o compartilhados comigo pelos demais do grupo. Pe\u00e7o e imploro para que o fa\u00e7a. Tenho na \u00c1sia, em cistoforos,<a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\">[1]<\/a> uma quantia de 2.200.000 sest\u00e9rcios. Negociando uma letra de c\u00e2mbio por essa quantia, voc\u00ea n\u00e3o ter\u00e1 dificuldade em manter meu cr\u00e9dito. Se de fato eu n\u00e3o tivesse pensado que estava deixando isso completamente claro \u2013 confiando no homem em quem voc\u00ea h\u00e1 muito sabe que eu n\u00e3o deveria confiar<a href=\"#_ftn2\" id=\"_ftnref2\">[2]<\/a> \u2013 eu teria permanecido na It\u00e1lia por algum tempo a mais e n\u00e3o teria deixado confusas as minhas finan\u00e7as; e demorei mais para escrever para voc\u00ea porque levou um tempo para eu entender qual era o perigo a ser temido. Pe\u00e7o-lhe repetidamente que se encarregue da prote\u00e7\u00e3o dos meus interesses em todos os aspectos, para que, supondo que os homens com quem agora estou sobrevivam, eu possa, junto com eles, permanecer solvente e creditar sua bondade pela minha seguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>CDV (a xi, 2) Para \u00c1tico (em Roma)<\/a><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">\u00c9piro, 5 de Fevereiro<\/h3>\n\n\n\n<p>Recebi sua carta no dia 4 de fevereiro e, no mesmo dia, aceitei formalmente a heran\u00e7a de acordo com o testamento. Uma das muitas e mais angustiantes preocupa\u00e7\u00f5es foi removida, se, como voc\u00ea diz, essa heran\u00e7a \u00e9 suficiente para manter meu cr\u00e9dito e reputa\u00e7\u00e3o; embora, mesmo sem nenhuma heran\u00e7a, eu saiba que voc\u00ea teria defendido esses interesses por todos os meios ao seu alcance. Quanto ao que voc\u00ea diz sobre o dote,<a href=\"#_ftn3\" id=\"_ftnref3\">[3]<\/a> pe\u00e7o-lhe, em nome de todos os deuses, que assuma toda a responsabilidade por esse assunto e proteja a pobre menina, que minha omiss\u00e3o e neglig\u00eancia a reduziram a uma situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil, com recursos meus, se existirem, ou com os seus pr\u00f3prios, se puder faz\u00ea-lo sem inconvenientes. Voc\u00ea diz que ela est\u00e1 sem meios: por favor, n\u00e3o permita que essa situa\u00e7\u00e3o continue. Afinal, quais s\u00e3o os pagamentos que consumiram os rendimentos das minhas propriedades? Por exemplo, ningu\u00e9m me disse que os sessenta sest\u00e9rcios, que voc\u00ea menciona, haviam sido deduzidos do dote; eu nunca teria permitido isso. Mas essa \u00e9 a menor das fraudes das quais sofri: da qual a tristeza e as l\u00e1grimas me impedem de escrever para voc\u00ea. Do dinheiro depositado na \u00c1sia, j\u00e1 recuperei quase metade. Pareceu ser mais seguro onde est\u00e1 agora do que nas m\u00e3os dos publicanos. Voc\u00ea me exorta a ter coragem: eu gostaria que voc\u00ea pudesse apresentar algum motivo para eu estar assim. Mas se, \u00e0s minhas outras desgra\u00e7as, foi adicionada o confisco da minha casa urbana, que Crisipo me disse que estava sendo planejada (voc\u00ea n\u00e3o me deu nenhum aviso a respeito), quem no mundo est\u00e1 em situa\u00e7\u00e3o pior do que a minha? Pe\u00e7o e imploro-lhe \u2013 perd\u00e3o, n\u00e3o consigo escrever mais. Voc\u00ea deve perceber o peso esmagador da minha tristeza. Se fosse apenas o tipo de sofrimento comum aos que est\u00e3o na mesma posi\u00e7\u00e3o que eu, meu erro pareceria menos grave e, portanto, mais f\u00e1cil de suportar. Como est\u00e1, n\u00e3o h\u00e1 consolo, a menos que voc\u00ea garanta (se n\u00e3o for agora tarde demais para garantir) que eu n\u00e3o tenha sofrido nenhuma perda ou injusti\u00e7a especial. Fui um pouco lento em enviar de volta o seu mensageiro, porque n\u00e3o houve oportunidade de envi\u00e1-lo. Por favor, envie cartas em meu nome a qualquer pessoa que voc\u00ea achar apropriado. Voc\u00ea conhece meus amigos \u00edntimos. Se eles comentarem sobre a aus\u00eancia do meu selo ou da minha escrita, por favor, diga a eles que evitei usar ambos devido \u00e0s patrulhas militares.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>CDVI (f viii, 17) M. C\u00e9lio Rufo para C\u00edcero (em \u00c9piro)<\/a><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Roma (Fevereiro ou Mar\u00e7o)<\/h3>\n\n\n\n<p>Pensar que eu estava na Hisp\u00e2nia em vez de em F\u00f3rmias quando voc\u00ea come\u00e7ou a se unir a Pompeu! Ah, se \u00c1pio Cl\u00e1udio estivesse do nosso lado, ou Caio Curi\u00e3o no seu!<a href=\"#_ftn4\" id=\"_ftnref4\">[4]<\/a> Foi minha amizade por este \u00faltimo que gradualmente me empurrou para este partido infernal \u2013 pois sinto que meu bom senso foi destru\u00eddo entre a raiva e o afeto. E voc\u00ea tamb\u00e9m \u2013 quando, prestes a partir para Ariminum,<a href=\"#_ftn5\" id=\"_ftnref5\">[5]<\/a> eu fui visit\u00e1-lo \u00e0 noite \u2013 enquanto me passava mensagens para C\u00e9sar sobre a paz e desempenhar seu papel de cidad\u00e3o exemplar, voc\u00ea se esqueceu completamente do seu dever como amigo e n\u00e3o pensou nos meus interesses. E n\u00e3o estou dizendo isso porque perdi a confian\u00e7a nesta causa, mas, acredite em mim, eu preferiria morrer do que ver esses sujeitos aqui.<a href=\"#_ftn6\" id=\"_ftnref6\">[6]<\/a> Pois, se as pessoas n\u00e3o temessem que seus homens fossem sanguin\u00e1rios, j\u00e1 ter\u00edamos sido expulsos de Roma h\u00e1 muito tempo. Aqui, com exce\u00e7\u00e3o de alguns agiotas, n\u00e3o h\u00e1 um homem ou uma classe que n\u00e3o seja pompeiana. Pessoalmente, fiz com que as massas, acima de tudo, e \u2013 o que antes era nosso \u2013 o corpo principal dos cidad\u00e3os, estivesse agora ao seu lado.<a href=\"#_ftn7\" id=\"_ftnref7\">[7]<\/a> \u201cPor que fiz isso?\u201d voc\u00ea pergunta. Espere pelo que est\u00e1 por vir: vou fazer voc\u00ea vencer apesar de si mesmo. Voc\u00ea me ver\u00e1 desempenhar o papel de um segundo Cat\u00e3o.<a href=\"#_ftn8\" id=\"_ftnref8\">[8]<\/a> Voc\u00ea est\u00e1 adormecido e ainda n\u00e3o parece entender onde estamos vulner\u00e1veis e qual \u00e9 nosso ponto fraco. E agirei assim n\u00e3o por esperan\u00e7a de recompensa, mas, o que \u00e9 sempre o motivo mais forte para mim, por indigna\u00e7\u00e3o e um sentimento de injusti\u00e7a. O que voc\u00ea est\u00e1 fazendo a\u00ed? Est\u00e1 esperando uma batalha? Esse \u00e9 o ponto mais forte de C\u00e9sar. N\u00e3o sei sobre suas for\u00e7as; as nossas se acostumaram completamente a batalhas e a desdenhar do frio e da fome.<a href=\"#_ftn9\" id=\"_ftnref9\">[9]<\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>CDVII (f ix, 9) Dolabela para C\u00edcero (em \u00c9piro)<\/a><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Acampamento de C\u00e9sar em \u00c9piro (Maio ou Junho)<\/h3>\n\n\n\n<p>Se voc\u00ea est\u00e1 bem, fico contente. Eu estou bem, e nossa querida T\u00falia tamb\u00e9m est\u00e1. Ter\u00eancia esteve um pouco mal, mas estou assegurado de que ela j\u00e1 se recuperou. Em todos os outros aspectos, as coisas est\u00e3o bem em sua casa. Embora em nenhum momento eu tenha merecido ser suspeito de agir por motivos de partido em vez de considerar seus interesses, quando o incentivei a se juntar a C\u00e9sar e a mim, ou ao menos a se retirar da guerra aberta, especialmente uma vez que a vit\u00f3ria j\u00e1 est\u00e1 inclinada a nosso favor, agora n\u00e3o \u00e9 nem mesmo poss\u00edvel que eu crie outra impress\u00e3o sen\u00e3o a de que estou pressionando voc\u00ea para algo que eu n\u00e3o poderia, com o devido respeito ao meu dever como seu genro, suprimir. Por sua parte, meu querido C\u00edcero, por favor, considere o que segue \u2013 se voc\u00ea aceitar ou rejeitar o conselho \u2013 como algo concebido e escrito com a melhor inten\u00e7\u00e3o poss\u00edvel e a mais completa devo\u00e7\u00e3o a voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea observa que Pompeu n\u00e3o est\u00e1 seguro nem pela gl\u00f3ria de seu nome e conquistas, nem pela lista de reis e povos clientes, que ele frequentemente costumava ostentar: e que mesmo o que foi poss\u00edvel para a tropa comum, \u00e9 imposs\u00edvel para ele \u2013 realizar uma retirada honrosa: sendo ele expulso da It\u00e1lia, com as prov\u00edncias espanholas perdidas, um ex\u00e9rcito veterano capturado e agora finalmente cercado pelas linhas de seu inimigo.<a href=\"#_ftn10\" id=\"_ftnref10\">[10]<\/a> Tais desastres, eu penso, nunca aconteceram a um general romano. Portanto, empregue toda a sua sabedoria em considerar o que ele ou voc\u00ea t\u00eam a esperar. Pois assim voc\u00ea adotar\u00e1 com mais facilidade a pol\u00edtica que ser\u00e1 de maior vantagem para voc\u00ea. No entanto, eu pe\u00e7o a voc\u00ea \u2013 que se Pompeu conseguir evitar esse perigo e buscar ref\u00fagio com sua frota, consulte seus pr\u00f3prios interesses, e finalmente seja seu pr\u00f3prio amigo em vez de ser o de qualquer outra pessoa no mundo. Voc\u00ea j\u00e1 satisfez as exig\u00eancias do dever ou da amizade, como quiser chamar, e cumpriu todas as obriga\u00e7\u00f5es para com seu partido tamb\u00e9m, e para com a constitui\u00e7\u00e3o \u00e0 qual voc\u00ea \u00e9 devotado. Resta a n\u00f3s nos alinharmos com a constitui\u00e7\u00e3o como ela agora existe, em vez de, ao tentar restaurar a antiga, nos encontrarmos sem nenhuma. Portanto, meu desejo, querido C\u00edcero, \u00e9 que, supondo que Pompeu tamb\u00e9m seja expulso desta regi\u00e3o e compelido a buscar outros lugares, voc\u00ea se dirija a Atenas ou a qualquer cidade pac\u00edfica de sua escolha. Se decidir faz\u00ea-lo, por favor, escreva e me avise, para que eu possa, se poss\u00edvel, ir rapidamente ao seu encontro. Quaisquer marcas de considera\u00e7\u00e3o pelo seu posto que precisem ser obtidas do comandante-em-chefe, tal \u00e9 a bondade de C\u00e9sar, ser\u00e1 a coisa mais f\u00e1cil do mundo para voc\u00ea obt\u00ea-las dele mesmo: no entanto, eu creio que uma peti\u00e7\u00e3o minha tamb\u00e9m n\u00e3o ser\u00e1 sem peso consider\u00e1vel com ele. Confio em sua honra e bondade para garantir que o mensageiro que envio a voc\u00ea possa retornar para mim e me trazer uma carta sua.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>CDVIII (f xiv, 8) Para Ter\u00eancia (em Roma)<\/a><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Acampamento de Pompeu em \u00c9piro, 2 Junho<\/h3>\n\n\n\n<p>Se voc\u00ea est\u00e1 bem, fico contente. Eu estou bem. Por favor, cuide muito da sua sa\u00fade: fui informado, tanto por carta quanto por mensageiro, de que voc\u00ea contraiu febre repentinamente. Agrade\u00e7o muito pela informa\u00e7\u00e3o r\u00e1pida sobre o despacho de C\u00e9sar. Continue, por favor, a me informar sobre qualquer not\u00edcia que eu deva saber, aconte\u00e7a o que acontecer. Cuide da sua sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>Adeus.<\/p>\n\n\n\n<p>2 de junho.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>CDIX (a xi, 3) Para \u00c1tico (em Roma)<\/a><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Acampamento de Pompeu em \u00c9piro, 13 Junho<\/h3>\n\n\n\n<p>O que est\u00e1 acontecendo aqui voc\u00ea poder\u00e1 descobrir com o portador de sua carta. Eu o retenho por mais tempo do que deveria, porque espero diariamente que algo aconte\u00e7a, e mesmo agora n\u00e3o tenho outro motivo para despach\u00e1-lo, exceto o assunto sobre o qual voc\u00ea pediu uma resposta, a saber, minha decis\u00e3o quanto ao 1\u00ba de julho. Ambos os cursos s\u00e3o perigosos \u2013 seja o risco de uma quantia t\u00e3o grande de dinheiro em um momento t\u00e3o cr\u00edtico, ou o div\u00f3rcio, do qual voc\u00ea fala, enquanto o resultado da campanha ainda \u00e9 incerto.<a href=\"#_ftn11\" id=\"_ftnref11\">[11]<\/a> Portanto, deixo isso, assim como outras coisas, absolutamente ao seu cuidado e bondade, e \u00e0s considera\u00e7\u00f5es e desejos dela, pelos interesses da qual \u2013 pobre garota \u2013 eu deveria ter consultado melhor, se eu tivesse deliberado com voc\u00ea pessoalmente sobre nossa seguran\u00e7a e propriedade, em vez de por carta.<\/p>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea diz que, na desgra\u00e7a comum, n\u00e3o h\u00e1 perigo que me ameace mais do que a outros. Bem, h\u00e1 algum consolo nisso, com certeza; ainda assim, h\u00e1 muitas circunst\u00e2ncias peculiares a mim, que voc\u00ea deve ver como muito perigosas e que eu poderia ter evitado com facilidade. No entanto, elas ser\u00e3o menos graves se, como \u00e9 o caso no momento, forem atenuadas pela sua gest\u00e3o e atividade. O dinheiro est\u00e1 depositado com Egn\u00e1cio. Que permane\u00e7a l\u00e1, no que me diz respeito. A situa\u00e7\u00e3o atual n\u00e3o pode, creio, durar muito tempo: assim poderei logo saber o que \u00e9 mais necess\u00e1rio fazer. No entanto, estou com dificuldades em todo tipo de coisas, porque aquele com quem estou<a href=\"#_ftn12\" id=\"_ftnref12\">[12]<\/a> tamb\u00e9m est\u00e1 em apuros, e eu lhe emprestei uma grande quantia de dinheiro, com a ideia de que, quando as coisas se resolverem, essa medida ser\u00e1 tamb\u00e9m para minha honra<a href=\"#_ftn13\" id=\"_ftnref13\">[13]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Sim, por favor, como antes, se houver pessoas que voc\u00ea acha que deveriam receber uma carta minha, escreva uma voc\u00ea mesmo.<a href=\"#_ftn14\" id=\"_ftnref14\">[14]<\/a> Lembre-se de mim para sua fam\u00edlia. Cuide da sua sa\u00fade. Acima de tudo, como voc\u00ea diz em sua carta, por todos os meios ao seu alcance, certifique-se de que n\u00e3o falte nada para ela,<a href=\"#_ftn15\" id=\"_ftnref15\">[15]<\/a> por cuja causa voc\u00ea sabe que estou muito infeliz.<\/p>\n\n\n\n<p>Do acampamento.<\/p>\n\n\n\n<p>13 de junho.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>CDX (f xiv, 21) Para Ter\u00eancia (em Roma)<\/a><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Acampamento de Pompeu em \u00c9piro (Junho)<\/h3>\n\n\n\n<p>Se voc\u00ea est\u00e1 bem, fico contente. Eu estou bem. Fa\u00e7a o poss\u00edvel para se recuperar. Na medida em que o tempo e as circunst\u00e2ncias permitirem, cuide e administre todos os neg\u00f3cios necess\u00e1rios, e, sempre que poss\u00edvel, escreva-me sobre todos os pontos.<\/p>\n\n\n\n<p>Adeus.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>CDXI (a xi, 4) Para \u00c1tico (em Roma)<\/a><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">(Dirr\u00e1quio, Julho)<\/h3>\n\n\n\n<p>Recebi sua carta por Isidoro e duas escritas posteriormente. Da \u00faltima em data, fico sabendo que a propriedade n\u00e3o foi vendida. Portanto, ore que ela<a href=\"#_ftn16\" id=\"_ftnref16\">[16]<\/a> seja suprida por voc\u00ea. Quanto \u00e0 propriedade em Frusino,<a href=\"#_ftn17\" id=\"_ftnref17\">[17]<\/a> desde que eu esteja destinado a usufru\u00ed-la, ser\u00e1 de grande conveni\u00eancia para mim. Voc\u00ea reclama de n\u00e3o receber uma carta minha. Minha dificuldade \u00e9 a falta de assunto: n\u00e3o tenho nada digno de ser colocado em uma carta, pois n\u00e3o estou nada satisfeito com o que est\u00e1 acontecendo ou com o que est\u00e1 sendo feito. Ah, se eu tivesse discutido o assunto com voc\u00ea desde o in\u00edcio, em vez de escrever! <a href=\"#_ftn18\" id=\"_ftnref18\">[18]<\/a> Sua propriedade aqui, na medida do poss\u00edvel, estou protegendo com essas pessoas. Do resto, C\u00e9ler<a href=\"#_ftn19\" id=\"_ftnref19\">[19]<\/a> cuidar\u00e1. At\u00e9 agora, evitei todo tipo de fun\u00e7\u00e3o, ainda mais porque \u00e9 imposs\u00edvel fazer qualquer coisa de maneira adequada ao meu car\u00e1ter e fortuna. Voc\u00ea pergunta quais s\u00e3o as novidades.<a href=\"#_ftn20\" id=\"_ftnref20\">[20]<\/a> Voc\u00ea poder\u00e1 saber por Isidoro. O que resta a fazer n\u00e3o parece mais dif\u00edcil. Sim, continue, como diz em sua carta, a dar aten\u00e7\u00e3o ao que voc\u00ea sabe ser meu maior desejo. Estou dominado pela ansiedade, que resulta tamb\u00e9m em extrema fraqueza f\u00edsica. Quando isso for resolvido, irei me juntar ao homem que est\u00e1 conduzindo os neg\u00f3cios e est\u00e1 em um estado de esp\u00edrito muito esperan\u00e7oso.<a href=\"#_ftn21\" id=\"_ftnref21\">[21]<\/a> Bruto \u00e9 amig\u00e1vel: ele \u00e9 extremamente entusi\u00e1stico com a causa. Isso \u00e9 tudo o que posso escrever com prud\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Adeus.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o segundo pagamento,<a href=\"#_ftn22\" id=\"_ftnref22\">[22]<\/a> por favor, considere com todo o cuidado poss\u00edvel o que deve ser feito, conforme mencionei na carta que lhe foi entregue por P\u00f3lice.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>CDXII (f xiv, 6) Para Ter\u00eancia<\/a><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">\u00c9piro, 15 Julho<\/h3>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 muito frequente que haja algu\u00e9m a quem eu possa confiar uma carta, nem tenho algo que esteja disposto a escrever. Pela sua \u00faltima carta recebida, entendo que nenhuma propriedade conseguiu encontrar um comprador. Portanto, por favor, considere como a pessoa cujas reivindica\u00e7\u00f5es voc\u00ea sabe que eu desejo satisfazer pode ser atendida. Quanto \u00e0 gratid\u00e3o que nossa filha expressa a voc\u00ea, n\u00e3o me surpreende que seus servi\u00e7os a ela sejam tais que ela possa agradec\u00ea-los com fundamento. Se P\u00f3lice ainda n\u00e3o partiu, envie-o assim que puder. Cuide da sua sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>15 de julho.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Agora h\u00e1 uma pausa na correspond\u00eancia por mais de tr\u00eas meses, durante os quais o destino da Rep\u00fablica foi decidido. No dia 7 de julho de 48 a.C., C\u00e9sar, depois que Pompeu rompeu suas linhas e lhe infligiu uma derrota, recuou para a Tess\u00e1lia. Os seguidores exultantes de Pompeu o for\u00e7aram a segui-lo, e no dia 9 de agosto, a batalha de Farsalos for\u00e7ou Pompeu a se retirar e a morrer no Egito, tornando C\u00e9sar o senhor do Imp\u00e9rio. A frota, de fato, ainda resistia e levou os pompeianos que n\u00e3o haviam participado da batalha ou que haviam escapado dela para a \u00c1frica e Hisp\u00e2nia. Mas C\u00edcero (que estava com a frota em Corfu) recusou-se a continuar a guerra e, depois de permanecer algum tempo em P\u00e1tras, retornou a Brindisi, tendo, parece, recebido permiss\u00e3o de C\u00e9sar atrav\u00e9s de Dolabela para faz\u00ea-lo. Em Brindisi, no entanto, ele esperou muitos meses, n\u00e3o se aventurando a se aproximar de Roma at\u00e9 que a vontade de C\u00e9sar fosse conhecida. \u00c9 durante sua estada em Brindisi que as pr\u00f3ximas trinta e tr\u00eas cartas s\u00e3o escritas. As datas est\u00e3o de acordo com o calend\u00e1rio n\u00e3o reformado \u2013 adiantadas em rela\u00e7\u00e3o ao tempo verdadeiro, talvez at\u00e9 dois meses.<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>CDXIII (f xiv, 12) Para Ter\u00eancia (em Roma)<\/a><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Brund\u00edsio, 4 de Novembro<\/h3>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea diz que est\u00e1 feliz com minha chegada segura \u00e0 It\u00e1lia. S\u00f3 espero que voc\u00ea continue a se alegrar. Mas temo que, perturbado como estava pela ang\u00fastia mental e pelos graves danos que sofri, tenha tomado uma decis\u00e3o que envolve complica\u00e7\u00f5es que talvez eu tenha dificuldade em resolver.<a href=\"#_ftn23\" id=\"_ftnref23\">[23]<\/a> Portanto, fa\u00e7a o poss\u00edvel para me ajudar; embora eu n\u00e3o consiga imaginar o que voc\u00ea pode fazer. N\u00e3o adianta voc\u00ea iniciar uma viagem em um momento como este. O caminho \u00e9 tanto longo quanto inseguro; e n\u00e3o vejo como voc\u00ea poderia me ajudar se viesse.<\/p>\n\n\n\n<p>Adeus.<\/p>\n\n\n\n<p>Brund\u00edsio, 4 de Novembro.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>CDXIV (a xi, 5) Para \u00c1tico (em Roma)<\/a><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Brund\u00edsio (4 de Novembro)<\/h3>\n\n\n\n<p>Quais foram as raz\u00f5es, e qu\u00e3o angustiantes, perempt\u00f3rias e sem precedentes, que me influenciaram e me for\u00e7aram a seguir um sentimento impulsivo, por assim dizer, em vez de um pensamento deliberado, n\u00e3o posso te contar por escrito sem o m\u00e1ximo de ang\u00fastia mental. Elas foram t\u00e3o poderosas a ponto de causar o que voc\u00ea v\u00ea.<a href=\"#_ftn24\" id=\"_ftnref24\">[24]<\/a> Portanto, n\u00e3o consigo pensar em nada para te dizer sobre meus assuntos ou pedir algo a voc\u00ea. O resultado real e o desfecho de toda essa situa\u00e7\u00e3o est\u00e3o diante de voc\u00ea. Eu mesmo deduzi, a partir das suas cartas \u2013 tanto a escrita em conjunto com outros, quanto a escrita em seu pr\u00f3prio nome \u2013 que (como percebi independentemente) voc\u00ea, de certa forma abalado pela virada inesperada dos acontecimentos, est\u00e1 tentando encontrar outros m\u00e9todos para me proteger. Voc\u00ea diz em sua carta que acha que eu deveria me aproximar e fazer minha jornada pelas cidades \u00e0 noite; mas n\u00e3o consigo ver como isso poderia ser feito. Pois n\u00e3o tenho locais adequados para parar, onde eu poderia passar todas as horas de luz do dia, nem para o objetivo que voc\u00ea tem em mente faz muita diferen\u00e7a se os homens me veem em uma cidade ou na estrada. No entanto, vou considerar at\u00e9 mesmo isso, como considerarei outros planos, para ver como pode ser feito da maneira mais vantajosa. Quanto a mim, devido \u00e0 minha extraordin\u00e1ria inquieta\u00e7\u00e3o tanto do corpo quanto da mente, fui incapaz de escrever v\u00e1rias cartas: apenas respondi \u00e0queles que me escreveram. Por favor, escreva a Bas\u00edlio e a outros que voc\u00ea achar apropriado \u2013 at\u00e9 mesmo a Serv\u00edlio<a href=\"#_ftn25\" id=\"_ftnref25\">[25]<\/a> \u2013 em meu nome, e diga o que achar certo. Quanto ao longo intervalo durante o qual eu n\u00e3o te escrevi nada, voc\u00ea entender\u00e1 por esta carta que o que me faltava era um assunto sobre o qual escrever, n\u00e3o a disposi\u00e7\u00e3o de escrever. Voc\u00ea pergunta sobre Vat\u00ednio<a href=\"#_ftn26\" id=\"_ftnref26\">[26]<\/a>. Eu n\u00e3o teria recusado aten\u00e7\u00f5es dele, nem de qualquer outra pessoa, se eles pudessem ter encontrado alguma maneira de me ajudar. Quinto ficou completamente alienado de mim em P\u00e1tras. Seu filho tamb\u00e9m veio de Corfu para l\u00e1. Presumo que de l\u00e1 eles tenham partido com os demais<a href=\"#_ftn27\" id=\"_ftnref27\">[27]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>CDXV (f xiv, 19) Para Ter\u00eancia (em Roma)<\/a><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Brund\u00edsio (27 de Novembro)<\/h3>\n\n\n\n<p>Em meio \u00e0s minhas terr\u00edveis tristezas, a sa\u00fade debilitada de T\u00falia me causa uma dor aguda. Mas sobre isso, n\u00e3o preciso escrever para voc\u00ea em maior detalhe, pois sei muito bem que voc\u00ea est\u00e1 t\u00e3o preocupado quanto eu. Voc\u00ea deseja que eu me aproxime da cidade, e vejo que devo faz\u00ea-lo. Eu teria feito isso antes, mas muitas dificuldades me impediram, e elas ainda n\u00e3o foram removidas. No entanto, estou esperando uma carta de Pomp\u00f4nio: por favor, certifique-se de que ela me seja entregue o mais r\u00e1pido poss\u00edvel. Cuide bem da sua sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>CDXVI (a xi, 6) Para \u00c1tico (em Roma)<\/a><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Brund\u00edsio, 27 de Novembro<\/h3>\n\n\n\n<p>Percebo que voc\u00ea est\u00e1 ansioso tanto pelo seu pr\u00f3prio destino quanto pelo nosso destino comum, e acima de tudo por mim e pela minha tristeza, que, em vez de ser aliviada pela associa\u00e7\u00e3o com a sua, \u00e9 na verdade aumentada por ela. Com certeza, sua sagacidade o levou a adivinhar exatamente o consolo que me proporciona o maior al\u00edvio. Pois voc\u00ea aprova minha decis\u00e3o e diz que, nas circunst\u00e2ncias, o que eu fiz foi a melhor coisa que eu poderia ter feito. Voc\u00ea tamb\u00e9m acrescenta \u2013 o que \u00e9 de menor import\u00e2ncia aos meus olhos do que sua pr\u00f3pria opini\u00e3o, e ainda assim n\u00e3o \u00e9 sem import\u00e2ncia \u2013 que todos os outros, isto \u00e9, todos aqueles que importam, aprovam a decis\u00e3o que tomei. Se eu achasse que isso fosse verdade, diminuiria minha dor. \u201cAcredite em mim\u201d, voc\u00ea diz. Eu acredito em voc\u00ea, claro, mas sei como voc\u00ea est\u00e1 ansioso para aliviar minha dor. N\u00e3o me arrependi por um momento de ter abandonado a guerra. Seus sentimentos eram t\u00e3o sanguin\u00e1rios, sua alian\u00e7a com tribos b\u00e1rbaras t\u00e3o estreita, que um projeto de proscri\u00e7\u00e3o foi formado \u2013 n\u00e3o contra indiv\u00edduos, mas contra classes inteiras \u2013 e a convic\u00e7\u00e3o era universalmente sustentada por eles de que a propriedade de todos voc\u00eas era o pr\u00eamio da sua vit\u00f3ria. Digo \u201cvoc\u00eas\u201d intencionalmente: pois mesmo em rela\u00e7\u00e3o a voc\u00ea pessoalmente, nunca houve outras ideias que n\u00e3o as mais severas. Por isso, nunca me arrependerei da minha decis\u00e3o: o que me arrependo \u00e9 do meu plano de procedimento. Eu teria preferido ter permanecido em alguma cidade at\u00e9 ser convidado a voltar para a It\u00e1lia.<a href=\"#_ftn28\" id=\"_ftnref28\">[28]<\/a> Eu teria me exposto a menos coment\u00e1rios e sentido menos dor; essa tristeza espec\u00edfica n\u00e3o estaria atormentando meu cora\u00e7\u00e3o. Permanecer ocioso em Brund\u00edsio \u00e9 desagrad\u00e1vel em todos os aspectos. Quanto a me aproximar da cidade, como voc\u00ea aconselha, como posso faz\u00ea-lo sem os lictores que o povo me deu? Eles n\u00e3o podem ser retirados de mim enquanto eu mantiver meus direitos civis. Esses lictores, como medida tempor\u00e1ria, ao me aproximar da cidade, mandei misturar-se \u00e0 multid\u00e3o com apenas bast\u00f5es nas m\u00e3os, para evitar qualquer ataque por parte dos soldados.<a href=\"#_ftn29\" id=\"_ftnref29\">[29]<\/a> Desde ent\u00e3o, permaneci confinado em minha casa.<a href=\"#_ftn30\" id=\"_ftnref30\">[30]<\/a> Escrevi para pedir a \u00d3pio e Balbo que refletissem sobre como acham que eu deveria me aproximar de Roma. Acho que eles aconselhar\u00e3o que eu fa\u00e7a isso. Pois eles garantem que C\u00e9sar estar\u00e1 ansioso n\u00e3o apenas para preservar, mas para aumentar minha posi\u00e7\u00e3o, e me exortam a ter coragem e esperar o tratamento mais distinto em todos os aspectos. Isso eles garantem e afirmam. No entanto, eu teria me sentido mais seguro disso se tivesse permanecido onde estava. Mas estou insistindo no que j\u00e1 passou. Portanto, pe\u00e7o-lhe que examine o que ainda precisa ser feito, investigue o caso em conjunto com eles; e, se achar necess\u00e1rio e eles aprovarem, que Treb\u00f4nio, Pansa e qualquer outra pessoa sejam chamados para o conselho, para que a aprova\u00e7\u00e3o de C\u00e9sar ao meu passo seja mais bem garantida, pois foi dado de acordo com a opini\u00e3o de seus pr\u00f3prios amigos, e que escrevam e digam a C\u00e9sar que tudo o que fiz, fiz de acordo com o julgamento deles.<\/p>\n\n\n\n<p>A sa\u00fade debilitada e fraqueza da minha querida T\u00falia me assustam at\u00e9 a morte. Percebo que voc\u00ea est\u00e1 demonstrando grande aten\u00e7\u00e3o a ela, pelo que sou profundamente grato.<\/p>\n\n\n\n<p>Nunca tive d\u00favidas sobre o que aconteceria com Pompeu. Um completo desespero em rela\u00e7\u00e3o ao seu sucesso tomou conta das mentes de todos os reis e na\u00e7\u00f5es, e eu pensei que isso aconteceria onde quer que ele desembarcasse. N\u00e3o posso deixar de lamentar sua queda: pois sei que ele era honesto, puro e um homem de princ\u00edpios.<a href=\"#_ftn31\" id=\"_ftnref31\">[31]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Devo oferecer meus p\u00easames por causa de F\u00e2nio? <a href=\"#_ftn32\" id=\"_ftnref32\">[32]<\/a> Ele costumava fazer coment\u00e1rios maliciosos sobre sua perman\u00eancia em Roma, enquanto L. L\u00eantulo j\u00e1 se via na casa da cidade de Hort\u00eansio,<a href=\"#_ftn33\" id=\"_ftnref33\">[33]<\/a> na vila suburbana de C\u00e9sar e em uma propriedade em Baiae. Esse tipo de coisa est\u00e1 acontecendo por aqui exatamente da mesma maneira. A \u00fanica diferen\u00e7a \u00e9 que, no caso anterior, n\u00e3o havia limites. Pois todos os que permaneceram na It\u00e1lia eram considerados inimigos. Mas gostaria de discutir isso em algum momento, quando minha mente estiver mais tranquila. Disseram-me que meu irm\u00e3o Quinto partiu para a \u00c1sia, para fazer as pazes. Sobre seu filho, n\u00e3o ouvi nada. Mas pergunte ao liberto de C\u00e9sar, Diocares, que trouxe a carta que voc\u00ea mencionou de Alexandria. Eu n\u00e3o o vi. Dizem que ele viu Quinto a caminho \u2013 ou talvez j\u00e1 na pr\u00f3pria \u00c1sia. Estou esperando uma carta sua, conforme a ocasi\u00e3o exige. Por favor, cuide para que ela seja entregue a mim o mais r\u00e1pido poss\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>27 de Novembro.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>CDXVII (f xiv, 9) Para Ter\u00eancia (em Roma)<\/a><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Brund\u00edsio (17 de Dezembro)<\/h3>\n\n\n\n<p>A tristeza pela doen\u00e7a tanto de Dolabela quanto de T\u00falia \u00e9 um acr\u00e9scimo aos meus outros infort\u00fanios. Todas as coisas d\u00e3o errado, e eu n\u00e3o sei o que pensar ou fazer sobre nada. Por favor, cuide da sua sa\u00fade e da sa\u00fade de T\u00falia.<\/p>\n\n\n\n<p>Adeus.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>CDXVIII (a xi, 7) Para \u00c1tico (em Roma)<\/a><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Brund\u00edsio, 17 de Dezembro<\/h3>\n\n\n\n<p>Sou muito grato por sua carta, na qual voc\u00ea exp\u00f4s com grande cuidado tudo o que achou que tivesse alguma rela\u00e7\u00e3o com a minha situa\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, \u00e9 verdade, como voc\u00ea diz na carta, que seus amigos acham que eu deveria manter meus lictores com base no fato de que S\u00e9stio foi autorizado a fazer isso? <a href=\"#_ftn34\" id=\"_ftnref34\">[34]<\/a> Mas, no caso dele, n\u00e3o considero que seus pr\u00f3prios lictores tenham sido permitidos, mas que os lictores foram dados a ele pelo pr\u00f3prio C\u00e9sar.<a href=\"#_ftn35\" id=\"_ftnref35\">[35]<\/a> Pois me disseram que ele se recusa a reconhecer qualquer decreto do Senado aprovado ap\u00f3s a retirada dos tribunos.<a href=\"#_ftn36\" id=\"_ftnref36\">[36]<\/a> Por isso, ele poder\u00e1, sem perder a coer\u00eancia, reconhecer meus lictores. No entanto, por que deveria falar de lictores, se estou praticamente sendo ordenado a deixar a It\u00e1lia? Pois Ant\u00f4nio me enviou uma c\u00f3pia da carta de C\u00e9sar para ele, na qual diz que \u201csoube que Cat\u00e3o e L. Metelo vieram para a It\u00e1lia, com a inten\u00e7\u00e3o de viver abertamente em Roma: que ele desaprovava isso, por medo de que isso causasse dist\u00farbios: e que todos est\u00e3o proibidos de vir para a It\u00e1lia, exceto aqueles cujo caso ele mesmo investigou.\u201d E sobre esse ponto, a linguagem do despacho \u00e9 muito firme. Assim, Ant\u00f4nio, em sua carta para mim, implorou que eu o desculpasse: \u201cele n\u00e3o poderia deixar de obedecer \u00e0quela carta.\u201d Ent\u00e3o, enviei L. L\u00e2mia a ele, para apontar que C\u00e9sar havia dito a Dolabela para me escrever e me mandar vir para a It\u00e1lia na primeira oportunidade: que eu vim em consequ\u00eancia dessa carta.<a href=\"#_ftn37\" id=\"_ftnref37\">[37]<\/a> Nesse momento, ele fez uma exce\u00e7\u00e3o especial em seu edital mencionando especificamente a mim e a L\u00e9lio. Eu preferia que ele n\u00e3o tivesse feito isso; pois a exce\u00e7\u00e3o em si poderia ter sido feita sem mencionar nomes.<a href=\"#_ftn38\" id=\"_ftnref38\">[38]<\/a> Oh, que perigos intermin\u00e1veis, que perigos formid\u00e1veis! No entanto, voc\u00ea est\u00e1 fazendo o seu melhor para mitig\u00e1-los: e n\u00e3o sem sucesso \u2013 o simples fato de voc\u00ea se esfor\u00e7ar tanto para diminuir minha afli\u00e7\u00e3o a diminui. Por favor, n\u00e3o se canse de fazer isso com a maior frequ\u00eancia poss\u00edvel. Agora, voc\u00ea ter\u00e1 mais sucesso em seu objetivo se puder me persuadir a pensar que n\u00e3o perdi completamente a boa opini\u00e3o dos leais. E, no entanto, o que voc\u00ea pode fazer a esse respeito? Nada, \u00e9 claro. Mas se as circunst\u00e2ncias lhe derem alguma oportunidade, isso ser\u00e1 o que melhor poder\u00e1 me consolar. Vejo que no momento isso \u00e9 imposs\u00edvel, mas se algo surgir no curso dos eventos, como na situa\u00e7\u00e3o presente! Costumava-se dizer que eu deveria ter deixado o pa\u00eds com Pompeu. Sua morte desarmou as cr\u00edticas sobre essa omiss\u00e3o. Mas de todas as coisas, a que mais se sente falta em mim \u00e9 que eu n\u00e3o fui para a \u00c1frica. Agora, minha vis\u00e3o sobre a quest\u00e3o era esta: eu n\u00e3o achava que a constitui\u00e7\u00e3o devesse ser defendida por auxiliares estrangeiros recrutados da ra\u00e7a mais trai\u00e7oeira, especialmente contra um ex\u00e9rcito que j\u00e1 havia sido frequentemente vitorioso. Eles talvez desaprovem essa vis\u00e3o. Pois ou\u00e7o dizer que muitos leais chegaram \u00e0 \u00c1frica, e sei que j\u00e1 havia muitos l\u00e1 antes. Sobre esse ponto sou muito pressionado. Aqui novamente devo confiar na sorte \u2013 que alguns deles, ou, se poss\u00edvel, todos sejam encontrados preferindo sua seguran\u00e7a pessoal. Pois, se se mantiverem firmes e prevalecerem, voc\u00ea percebe qual ser\u00e1 a minha posi\u00e7\u00e3o. Voc\u00ea dir\u00e1: \u201cE quanto a eles, se forem derrotados?\u201d Tal golpe \u00e9 mais honroso para eles. Esses s\u00e3o os pensamentos que me torturam. Voc\u00ea n\u00e3o explicou em sua carta por que n\u00e3o prefere a pol\u00edtica de Sulp\u00edcio<a href=\"#_ftn39\" id=\"_ftnref39\">[39]<\/a> \u00e0 minha. Embora n\u00e3o seja t\u00e3o respeit\u00e1vel quanto a de Cat\u00e3o, ela est\u00e1 livre de perigo e de vexa\u00e7\u00e3o. O \u00faltimo caso \u00e9 o daqueles que permanecem na Acaia. Mesmo eles est\u00e3o em uma posi\u00e7\u00e3o melhor do que eu, em dois aspectos: h\u00e1 muitos juntos em um s\u00f3 lugar; e, quando vierem para a It\u00e1lia, voltar\u00e3o direto para Roma. Por favor, continue seus esfor\u00e7os atuais para suavizar essas dificuldades e garantir a aprova\u00e7\u00e3o de quantos forem poss\u00edveis. Voc\u00ea se desculpa por n\u00e3o vir at\u00e9 mim: no entanto, estou bem ciente de suas raz\u00f5es, e tamb\u00e9m acho que \u00e9 vantajoso para mim que voc\u00ea esteja onde est\u00e1, se apenas para fazer \u00e0s pessoas certas \u2013 como voc\u00ea est\u00e1 realmente fazendo \u2013 as representa\u00e7\u00f5es que precisam ser feitas em meu nome. Acima de tudo, por favor, atente para isso. Acredito que h\u00e1 v\u00e1rias pessoas que relataram ou relatar\u00e3o a C\u00e9sar que me arrependo do curso que adotei, ou que n\u00e3o aprovo o que est\u00e1 acontecendo agora: e, embora ambas as afirma\u00e7\u00f5es sejam verdadeiras, elas s\u00e3o feitas por eles por um sentimento hostil em rela\u00e7\u00e3o a mim, e n\u00e3o porque perceberam que s\u00e3o assim. Em rela\u00e7\u00e3o a isso, tudo depende de Balbo e \u00d3pio apoiarem minha causa e de a disposi\u00e7\u00e3o amig\u00e1vel de C\u00e9sar para comigo ser confirmada por frequentes cartas deles. Por favor, fa\u00e7a o m\u00e1ximo para garantir isso. Uma segunda raz\u00e3o para eu n\u00e3o querer que voc\u00ea saia de Roma \u00e9 que voc\u00ea menciona em sua carta que T\u00falia implora por sua ajuda. Que infort\u00fanio! O que devo dizer? O que posso desejar? Serei breve: pois uma s\u00fabita enxurrada de l\u00e1grimas me interrompe. Deixo isso com voc\u00ea. Fa\u00e7a o que achar certo. Apenas tenha cuidado para que, em uma crise como esta, n\u00e3o haja perigo para a seguran\u00e7a dela. Perdoe-me, eu imploro: n\u00e3o posso me alongar neste t\u00f3pico por mais tempo por causa das l\u00e1grimas e da tristeza. S\u00f3 direi que nada \u00e9 mais reconfortante para meus sentimentos do que seu carinho por ela.<\/p>\n\n\n\n<p>Estou grato a voc\u00ea por ver que cartas est\u00e3o sendo enviadas para aqueles a quem voc\u00ea acha necess\u00e1rio.<a href=\"#_ftn40\" id=\"_ftnref40\">[40]<\/a> Vi um homem que diz ter visto o jovem Quinto em Samos, e seu pai em Sici\u00e3o. Eles facilmente obter\u00e3o seus perd\u00f5es. S\u00f3 espero que, como ter\u00e3o visto C\u00e9sar primeiro, escolham me ajudar com ele tanto quanto eu teria desejado ajud\u00e1-los, se tivesse o poder! Voc\u00ea me pede para n\u00e3o ficar irritado se houver alguma express\u00e3o em sua carta que possa me causar dor. Irritado! N\u00e3o, imploro-lhe que me escreva tudo com total franqueza, como faz, e fa\u00e7a isso o mais frequentemente poss\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Adeus.<\/p>\n\n\n\n<p>15 de Dezembro.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>CDXIX (f xiv, 17) Para Ter\u00eancia (em Roma)<\/a><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Brund\u00edsio (25 de Dezembro)<\/h3>\n\n\n\n<p>Se voc\u00ea est\u00e1 bem, fico feliz. Eu estou bem. Se eu tivesse algo para lhe escrever, teria feito isso com mais detalhes e mais frequentemente. Como est\u00e1, voc\u00ea conhece o estado dos meus assuntos. O estado dos meus sentimentos voc\u00ea poder\u00e1 saber por Lepta e Treb\u00e1cio. Certifique-se de cuidar da sua sa\u00fade e da de T\u00falia.<\/p>\n\n\n\n<p>Adeus.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>CDXX (a xi, 8) Para \u00c1tico (em Roma)<\/a><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Brund\u00edsio, 25 de Dezembro<\/h3>\n\n\n\n<p>Embora voc\u00ea, \u00e9 claro, perceba por si mesmo com que pesadas ansiedades estou consumido, ainda assim ser\u00e1 esclarecido sobre esse ponto por Lepta e Treb\u00e1cio. Estou sendo severamente punido pela minha imprud\u00eancia, que voc\u00ea deseja que eu considere prud\u00eancia; e eu n\u00e3o quero impedir que voc\u00ea mantenha essa vis\u00e3o e a mencione nas cartas o mais frequentemente poss\u00edvel. Pois sua carta me traz al\u00edvio significativo em um momento como este. Voc\u00ea deve se esfor\u00e7ar ao m\u00e1ximo, por meio daqueles que est\u00e3o bem-dispostos para comigo e t\u00eam influ\u00eancia junto a C\u00e9sar, especialmente por meio de Balbo e \u00d3pio, para induzi-los a escrever em meu nome com o m\u00e1ximo de zelo poss\u00edvel. Pois estou sendo atacado, segundo ou\u00e7o, tanto por certas pessoas que est\u00e3o com ele quanto por carta. Precisamos contra-atacar com a mesma intensidade que a import\u00e2ncia do assunto exige. F\u00fafio<a href=\"#_ftn41\" id=\"_ftnref41\">[41]<\/a> est\u00e1 l\u00e1, um muito amargo inimigo meu. Quinto enviou seu filho n\u00e3o apenas para pleitear em seu pr\u00f3prio nome, mas tamb\u00e9m para me acusar. Ele alega que est\u00e1 sendo atacado por mim diante de C\u00e9sar, embora o pr\u00f3prio C\u00e9sar e todos os seus amigos refutem isso. De fato, ele nunca para, onde quer que esteja, de me lan\u00e7ar todo tipo de insulto. Nada jamais me aconteceu que superasse tanto minhas piores expectativas, nada nessas dificuldades que me tenha causado tanta dor. Pessoas que dizem ter ouvido isso de seus pr\u00f3prios l\u00e1bios, quando ele estava falando publicamente em Sici\u00e3o diante de in\u00fameras pessoas, me relataram algumas coisas abomin\u00e1veis. Voc\u00ea conhece o estilo dele, talvez at\u00e9 tenha tido experi\u00eancia pessoal com ele<a href=\"#_ftn42\" id=\"_ftnref42\">[42]<\/a>: bem, agora tudo isso est\u00e1 voltado contra mim. Mas eu aumento minha tristeza ao mencionar isso, e talvez fa\u00e7a o mesmo com voc\u00ea. Portanto, volto ao que estava dizendo: certifique-se de que Balbo envie algu\u00e9m expressamente para esse prop\u00f3sito. Por favor, envie cartas em meu nome para quem voc\u00ea escolher.<\/p>\n\n\n\n<p>Adeus.<\/p>\n\n\n\n<p>25 de Dezembro.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a> Ver vol. i., carta XXXII. Essa era a moeda em circula\u00e7\u00e3o em toda a \u00c1sia Menor. Ver Head, <em>Hist. Numm.<\/em>, p\u00e1ginas 461 e seguintes.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\">[2]<\/a> O liberto de sua esposa, Fil\u00f3timo. Traduzi o texto de Mueller <em>minime credere me debere<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref3\" id=\"_ftn3\">[3]<\/a> A segunda parcela do dote de T\u00falia, agora devida a Dolabela. Ver cartas DCIX, DCX.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref4\" id=\"_ftn4\">[4]<\/a> Sobre a briga de C\u00e9lio com \u00c1pio, ver vol. ii, cartas CCLXXVII, CCLXXVIII. Ele acredita que se \u00c1pio tivesse sido cesariano, isso o teria feito se tornar pompeiano. Mas a leitura \u00e9 duvidosa.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref5\" id=\"_ftn5\">[5]<\/a> Leitura de <em>Ariminum<\/em> com Mueller. Os manuscritos t\u00eam Arimino; Tyrrell e Purser leem Arpino. Mas C\u00e9lio evidentemente se refere \u00e0 sua ida para se unir a C\u00e9sar, e embora n\u00e3o saibamos de outra forma que ele tenha feito isso em Ariminum, isso explica melhor o fato de ele ter sido empregado por C\u00e9sar desde cedo, como sabemos que foi, vol. ii., carta CCCXLIII. Sua visita a C\u00edcero seria, ent\u00e3o, na primeira semana de janeiro, e ele provavelmente partiria para Ariminum antes que chegasse a not\u00edcia da travessia do Rubic\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref6\" id=\"_ftn6\">[6]<\/a> Treb\u00f4nio e outros cesarianos.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref7\" id=\"_ftn7\">[7]<\/a> C\u00e9lio contrasta <em>plebs<\/em> e <em>populus<\/em>. \u00c9 claro que esses termos n\u00e3o mais possuem o antigo significado pol\u00edtico, mas plebe passou a ser usado como usamos \u201cmassas\u201d para as ordens p\u00fablicas em geral, enquanto <em>populus<\/em> era todo o corpo de cidad\u00e3os que possu\u00edam poder pol\u00edtico e, quando contrastado com plebe, pode ser entendido como todo o corpo pol\u00edtico que formava a maioria na <em>comitia<\/em> \u2013 a massa de eleitores. C\u00e9lio tentou conquistar os plebeus, opondo-se \u00e0 cobran\u00e7a de d\u00edvidas sob arbitragem, conforme organizado por C\u00e9sar, e propondo a suspens\u00e3o dos alugu\u00e9is de casas.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref8\" id=\"_ftn8\">[8]<\/a> A leitura \u00e9 muito duvidosa. A refer\u00eancia, talvez, seja a Caio Cat\u00e3o, o turbulento tribuno do ano 56 a.C.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref9\" id=\"_ftn9\">[9]<\/a> C\u00e9lio parece insinuar que a atitude mais sensata de Pompeu seria evitar um confronto e voltar para a It\u00e1lia, onde os cesarianos estavam fracos. Essa \u00e9 a \u00faltima presen\u00e7a de C\u00e9lio na correspond\u00eancia. O descontentamento com sua posi\u00e7\u00e3o aqui indicada \u2013 baseado no fato de que, embora tivesse sido nomeado pretor por influ\u00eancia de C\u00e9sar, Treb\u00f4nio era <em>pretor urbanus<\/em> e estava em uma posi\u00e7\u00e3o superior a ele \u2013 levou-o a assumir uma posi\u00e7\u00e3o de oposi\u00e7\u00e3o violenta, especialmente em rela\u00e7\u00e3o aos arranjos financeiros de C\u00e9sar, o que resultou na suspens\u00e3o for\u00e7ada de suas fun\u00e7\u00f5es pelo c\u00f4nsul Serv\u00edlio Is\u00e1urico. Finalmente, sob o pretexto de ir a C\u00e9sar em Alexandria, ele tentou se unir a Milo na Ap\u00falia, que estava tentando garantir, pela for\u00e7a, sua pr\u00f3pria restaura\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o havia sido inclu\u00edda na revoga\u00e7\u00e3o de outros exilados. Milo, no entanto, j\u00e1 havia ca\u00eddo; e quando C\u00e9lio come\u00e7ou a reunir for\u00e7as por conta pr\u00f3pria, antes que pudesse fazer qualquer coisa palp\u00e1vel, foi morto perto de Thurii por alguns soldados auxiliares estrangeiros, que ele tentou conquistar. (C\u00e9sar, <em>Coment\u00e1rios sobre a Guerra Civil <\/em>3.20-22; Di\u00e3o C\u00e1ssio 42.21.)<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref10\" id=\"_ftn10\">[10]<\/a> Isso se refere \u00e0s linhas, com pouco menos de 25 quil\u00f4metros de comprimento, tra\u00e7adas por C\u00e9sar em torno da posi\u00e7\u00e3o de Pompeu na ba\u00eda de Dirr\u00e1quio. No entanto, elas n\u00e3o foram completadas na extremidade sul e, pouco tempo depois, Pompeu as invadiu por esse ponto e infligiu uma severa derrota a C\u00e9sar.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref11\" id=\"_ftn11\">[11]<\/a> Os dotes eram pagos em tr\u00eas parcelas (<em>pensiones<\/em>). A segunda presta\u00e7\u00e3o era devida ao marido de T\u00falia, Dolabela, em 1\u00ba de julho. O div\u00f3rcio, no entanto, j\u00e1 estava sendo discutido. Se isso fosse feito, C\u00edcero n\u00e3o teria que pagar. Ele est\u00e1 com a mente dividida. Se ele pagasse, e o lado de Pompeu ganhasse, ele desejaria o div\u00f3rcio, mas teria dificuldade em recuperar o dinheiro. Se o grupo de C\u00e9sar vencesse, o rompimento com o cesariano Dolabela poderia ser perigoso.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref12\" id=\"_ftn12\">[12]<\/a> Pompeu.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref13\" id=\"_ftn13\">[13]<\/a> Bem como para meu benef\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref14\" id=\"_ftn14\">[14]<\/a> Ver vol. i., final da carta LXXII, e a introdu\u00e7\u00e3o deste volume, sobre estas cartas.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref15\" id=\"_ftn15\">[15]<\/a> T\u00falia.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref16\" id=\"_ftn16\">[16]<\/a> T\u00falia. A propriedade, talvez, tenha sido atribu\u00edda a ela como dote. Ver carta DCV.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref17\" id=\"_ftn17\">[17]<\/a> A partir da carta DCXXVI, parece que C\u00edcero havia vendido uma propriedade em Frusino (na via Latina), mantendo o direito de recompra, o que ele agora desejava fazer. Ver carta DCXXVI.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref18\" id=\"_ftn18\">[18]<\/a> A quest\u00e3o de deixar a It\u00e1lia para se juntar a Pompeu.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref19\" id=\"_ftn19\">[19]<\/a> O sogro de \u00c1tico, Q. P\u00edlio C\u00e9ler. Ouvimos falar da propriedade de \u00c1tico em \u00c9piro ao longo de toda a correspond\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref20\" id=\"_ftn20\">[20]<\/a> Mueller e outros consideram essa carta como uma carta separada, com data anterior.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref21\" id=\"_ftn21\">[21]<\/a> Pompeu, que, no entanto, C\u00edcero tem o cuidado de n\u00e3o nomear. Parece ter sido escrita ap\u00f3s ao bem-sucedido rompimento das linhas de C\u00e9sar, durante o qual C\u00edcero, por motivos de sa\u00fade, deixou o acampamento em dire\u00e7\u00e3o a Dirr\u00e1quio.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref22\" id=\"_ftn22\">[22]<\/a> Do dote de T\u00falia. Ver carta DCIX.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref23\" id=\"_ftn23\">[23]<\/a> Ainda h\u00e1 uma possibilidade de sucesso final dos pompeianos, que est\u00e3o reunidos em grande for\u00e7a na \u00c1frica. O filho de Pompeu, Cneu, havia amea\u00e7ado matar C\u00edcero em C\u00f3rcira, quando ele se recusou a continuar com a guerra; e, se esse partido tivesse sucesso no final, eles considerariam C\u00edcero como tendo agido trai\u00e7oeiramente ao retornar \u00e0 It\u00e1lia. Essa era uma das \u201cinj\u00farias\u201d; outra era o fato de que seu irm\u00e3o e sobrinho haviam se voltado contra ele e, como ele acreditava, estavam denunciando-o a C\u00e9sar.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref24\" id=\"_ftn24\">[24]<\/a> Sua sa\u00edda da frota de Pompeu e sua chegada \u00e0 It\u00e1lia.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref25\" id=\"_ftn25\">[25]<\/a> P. Serv\u00edlio V\u00e1cia Is\u00e1urico, colega de C\u00e9sar no consulado. Basilo \u00e9 L. Min\u00facio Basilo, um oficial de C\u00e9sar e, posteriormente, um de seus assassinos.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref26\" id=\"_ftn26\">[26]<\/a> As rela\u00e7\u00f5es de C\u00edcero com P. Vat\u00ednio \u2013 embora ele finalmente o tenha defendido a pedido de Pompeu \u2013 tinham sido t\u00e3o hostis que \u00c1tico tinha alguma raz\u00e3o para duvidar de como ele trataria C\u00edcero em Brund\u00edsio, onde ele estava no comando de alguns dos navios de C\u00e9sar (C\u00e9sar, <em>Sobre a Guerra Alexandrina<\/em>, 47.)<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref27\" id=\"_ftn27\">[27]<\/a> Ou seja, para a \u00c1sia ou Alexandria, para fazer as pazes com C\u00e9sar.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref28\" id=\"_ftn28\">[28]<\/a> Aparentemente, a express\u00e3o do desejo de C\u00e9sar a Dolabela, que ele depois cita em sua pr\u00f3pria justificativa, n\u00e3o lhe parece suficientemente formal. Ver carta DCXVIII.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref29\" id=\"_ftn29\">[29]<\/a> Brund\u00edsio estava nas m\u00e3os dos cesarianos sob o comando de Vat\u00ednio, com navios e homens.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref30\" id=\"_ftn30\">[30]<\/a> O texto dessa frase \u00e9 muito incerto. Segui o texto de Mueller, <em>reliquo tempore me domi tenui&#8230;ad Balbum scripsi<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref31\" id=\"_ftn31\">[31]<\/a> Pompeu foi assassinado ao desembarcar no Egito em 28 de setembro de 48 a.C.. A frieza dessa refer\u00eancia n\u00e3o est\u00e1 de acordo com as express\u00f5es calorosas anteriores de C\u00edcero quanto \u00e0 sua \u201cgratid\u00e3o\u201d a Pompeu. Mas sua linguagem em rela\u00e7\u00e3o a ele n\u00e3o \u00e9, de forma alguma, uniformemente de admira\u00e7\u00e3o, muitas vezes \u00e9 o contr\u00e1rio; e havia muita tens\u00e3o entre eles no acampamento em \u00c9piro.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref32\" id=\"_ftn32\">[32]<\/a> C. F\u00e2nio, tribuno em 59 a.C. Foi enviado para a Sic\u00edlia em 49 a.C. (vol., ii., carta CCCX), mas parece n\u00e3o ter ido, ou, de qualquer forma, logo retornou e se juntou a Pompeu em \u00c9piro (vol. ii, carta CCCXLIX). Se ele caiu em Faralos ou depois com Pompeu, n\u00e3o temos nenhuma outra informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref33\" id=\"_ftn33\">[33]<\/a> L. Corn\u00e9lio L\u00eantulo Crus, um dos c\u00f4nsules do ano anterior. Hort\u00eansio \u2013 o famoso orador \u2013 era conhecido pelo esplendor de suas moradias; sua casa na cidade, na qual de Augusto morou depois, \u00e9 descrita por Suet\u00f4nio como um \u201cedif\u00edcio moderado\u201d (<em>Augusto<\/em>, cap. 72); mas isso foi em vista dos espl\u00eandidos edif\u00edcios da era imperial. Ele parece ter sido not\u00e1vel nessa \u00e9poca. O propriet\u00e1rio correto, o jovem Hort\u00eansio, estava servindo a C\u00e9sar (vol. II, cartas CCCXCVI, DC).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref34\" id=\"_ftn34\">[34]<\/a> O texto est\u00e1 corrompido. Eu me arrisco a ler: <em>arbitratus es. Itane est igitur, ut scribis, istis placere eisdem lictoribus me uti, quod concessum Sestio sit? Itane pode<\/em>, sem muita exagero, ser extra\u00eddo de <em>tea<\/em>, e <em>factum<\/em> ser uma explica\u00e7\u00e3o inserida de <em>est<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref35\" id=\"_ftn35\">[35]<\/a> Para P. S\u00e9stio foi atribu\u00edda a prov\u00edncia da Cil\u00edcia em sucess\u00e3o a C\u00edcero, mas essa atribui\u00e7\u00e3o ocorreu ap\u00f3s a expuls\u00e3o dos Tribunos em janeiro de 49 a.C.; pois sabemos que C\u00fario havia impedido, at\u00e9 10 de dezembro de 50 a.C., qualquer decreto sobre as prov\u00edncias (vol. ii., carta CCLXIX). Portanto, argumenta C\u00edcero, C\u00e9sar, que n\u00e3o reconheceria nenhum <em>Senatus Consultum<\/em> ap\u00f3s a expuls\u00e3o dos Tribunos, se ele permite que S\u00e9stio tenha <em>imperium<\/em>, deve faz\u00ea-lo como um ato pr\u00f3prio. Mas, no caso do pr\u00f3prio C\u00edcero, seu <em>imperium<\/em> datava de muito antes, e C\u00e9sar poderia reconhec\u00ea-lo de forma consistente.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref36\" id=\"_ftn36\">[36]<\/a> M. Ant\u00f4nio e Q. C\u00e1ssio, vol. ii, p. 234.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref37\" id=\"_ftn37\">[37]<\/a> C\u00edcero repete essa afirma\u00e7\u00e3o do convite de C\u00e9sar mais tarde, em resposta \u00e0 observa\u00e7\u00e3o de Ant\u00f4nio de que ele o poupou em Brund\u00edsio quando poderia t\u00ea-lo matado. (<em>Fil\u00edpicas<\/em>, 2, 5.)<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref38\" id=\"_ftn38\">[38]<\/a> C\u00edcero n\u00e3o queria que seu nome fosse mencionado como especialmente favorecido por C\u00e9sar, por medo de ser desacreditado pelos pompeianos, caso eles acabassem prevalecendo. Sobre L\u00e9lio, ver carta DCXXVII.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref39\" id=\"_ftn39\">[39]<\/a> S\u00e9rvio Sulp\u00edcio Rufo (ver vol. ii., cartas CCCLXXV, CCCLXXX) retirou-se para Samos ap\u00f3s Farsalos e logo depois foi chamado por C\u00e9sar para governar a Gr\u00e9cia. Seu filho havia estado no ex\u00e9rcito de C\u00e9sar.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref40\" id=\"_ftn40\">[40]<\/a> Ou seja, escrito em nome de C\u00edcero (ver cartas DCVI, DCIX, DCXX).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref41\" id=\"_ftn41\">[41]<\/a> Q. F\u00fafio Caleno (ver carta DCXXVIII).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref42\" id=\"_ftn42\">[42]<\/a> A tend\u00eancia de Quinto de se entregar a uma linguagem violenta \u00e9 frequentemente mencionada (veja especialmente o vol. i., carta LII; vol. ii., cartas CCLV, CCLXXV).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Abaixo voc\u00ea ir\u00e1 ler algumas das cartas do Volume III das &#8220;Cartas de C\u00edcero&#8221;. Caso deseje saber mais sobre a cole\u00e7\u00e3o clique aqui, ou na capa abaixo. Cartas de C\u00edcero H\u00e1 uma pausa repentina na correspond\u00eancia ap\u00f3s a carta de 19 de maio de 49 a.C., na qual vemos C\u00edcero\u2026<\/p>\n<p class=\"continue-reading-button\"> <a class=\"continue-reading-link\" href=\"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/2024\/09\/10\/cartas-de-cicero-volume-iii\/\">Leia mais<i class=\"crycon-right-dir\"><\/i><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":990,"comment_status":"closed","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[40,5],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/996"}],"collection":[{"href":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=996"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/996\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":999,"href":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/996\/revisions\/999"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/990"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=996"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=996"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=996"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}