{"id":998,"date":"2024-02-10T13:23:00","date_gmt":"2024-02-10T13:23:00","guid":{"rendered":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/?p=998"},"modified":"2024-09-10T13:27:25","modified_gmt":"2024-09-10T13:27:25","slug":"cartas-de-cicero-volume-ii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/2024\/02\/10\/cartas-de-cicero-volume-ii\/","title":{"rendered":"Cartas de C\u00edcero, volume II"},"content":{"rendered":"\n<p>Abaixo voc\u00ea ir\u00e1 ler algumas das cartas do Volume II das &#8220;Cartas de C\u00edcero&#8221;. Caso deseje saber mais sobre a cole\u00e7\u00e3o <a href=\"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/principais-obras\/cartas-de-cicero\/\">clique aqui<\/a>, ou na capa abaixo.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/principais-obras\/cartas-de-cicero\/\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"231\" height=\"328\" src=\"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/capinha_cicero_ii.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-989\" srcset=\"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/capinha_cicero_ii.jpg 231w, https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/capinha_cicero_ii-211x300.jpg 211w, https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/capinha_cicero_ii-106x150.jpg 106w\" sizes=\"(max-width: 231px) 100vw, 231px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"> <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a>Cartas de C\u00edcero<\/a><\/h1>\n\n\n\n<p><em>A partir de maio deste ano, C\u00edcero esteve ausente da It\u00e1lia at\u00e9 novembro do ano 50 a.C., como proc\u00f4nsul da Cil\u00edcia \u2013 o que, para seu desgosto, foi obrigado a aceitar devido ao regulamento na lei de Pompeu (<\/em>de provinciis<em>) do ano anterior, que exigia um intervalo de cinco anos entre o consulado ou pretorado e uma prov\u00edncia, e previa o per\u00edodo intermedi\u00e1rio convocando os ex-c\u00f4nsules e ex-pretores dos anos anteriores que n\u00e3o haviam tido prov\u00edncias. Ele \u00e9 informado por cartas sobre o que est\u00e1 acontecendo em Roma, onde a quest\u00e3o crucial era: C\u00e9sar deveria permanecer na G\u00e1lia at\u00e9 se tornar c\u00f4nsul designado para o ano 48 a.C., ou voltar para casa para concorrer ao consulado como cidad\u00e3o privado? Da necessidade de fazer sua <\/em>professio<em> pessoalmente, C\u00e9sar havia sido isento devido \u00e0 lei de Pompeu, mas o Senado, mesmo assim (ou uma fac\u00e7\u00e3o dentro dele), esperava faz\u00ea-lo por sua autoridade, e Pompeu jogava com a quest\u00e3o, embora gradualmente se inclinando para o lado do Senado. C\u00e9sar acreditava que n\u00e3o poderia voltar para casa com seguran\u00e7a como <\/em>privatus<em>, pois seus inimigos o arruinariam com uma acusa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 discursos ou escritos durante este ano.<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>CLXXXII (f iii, 2) para \u00c1pio Cl\u00e1udio Pulcro (na Cil\u00edcia)<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><em>Roma (antes de Maio)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Embora, contrariamente aos meus pr\u00f3prios desejos e surpresa, tenha acontecido que eu seja obrigado a ir para uma prov\u00edncia com <em>imperium<\/em>, no meio de muitas ansiedades e reflex\u00f5es diversas, um consolo me ocorre, que voc\u00ea n\u00e3o poderia ter um sucessor mais amig\u00e1vel do que eu sou para voc\u00ea, nem eu assumir uma prov\u00edncia de algu\u00e9m mais inclinado a entreg\u00e1-la em bom estado e livre de dificuldades. E se voc\u00ea, tamb\u00e9m, nutre a mesma expectativa quanto \u00e0 minha boa vontade para com voc\u00ea, certamente nunca se encontrar\u00e1 enganado. Em nome da nossa uni\u00e3o \u00edntima e da sua extraordin\u00e1ria bondade, eu imploro mais uma vez, e novamente, sinceramente, em qualquer aspecto que esteja ao seu alcance \u2013 e h\u00e1 muitos nos quais voc\u00ea ser\u00e1 capaz de faz\u00ea-lo \u2013 para providenciar e tomar medidas para os meus interesses. Voc\u00ea v\u00ea que pelo decreto do Senado sou for\u00e7ado a assumir uma prov\u00edncia. Se voc\u00ea puder, at\u00e9 onde tiver o poder, entreg\u00e1-la a mim o mais livre poss\u00edvel de dificuldades, facilitar\u00e1 muito o que posso chamar de o curso de meu mandato oficial. O que pode estar em seu poder fazer nessa dire\u00e7\u00e3o, deixo a voc\u00ea: limito-me a implorar-lhe sinceramente que fa\u00e7a o que ocorrer a voc\u00ea como sendo do meu interesse. Eu teria escrito mais extensamente, se ou a bondade como a sua esperasse um discurso mais longo, ou a amizade entre n\u00f3s o admitisse, ou se n\u00e3o fosse o caso de o assunto falar por si mesmo e n\u00e3o requerer palavras. Quero que voc\u00ea esteja convencido disso \u2013 que se eu me der conta de que meus interesses foram considerados por voc\u00ea, voc\u00ea mesmo receber\u00e1 desse fato uma grande e duradoura satisfa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>[Adeus.]<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>CLXXXIII (a v, 1) para \u00c1tico (em Roma)<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><em>Minturno, Maio<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Sim, percebi muito bem quais eram seus sentimentos quando nos despedimos; dos meus sou testemunha. Isso torna ainda mais incumbente de sua parte evitar que um decreto adicional seja aprovado, para que esse nosso m\u00fatuo pesar n\u00e3o dure mais do que um ano. Quanto a \u00c2nio Saturnino, suas medidas s\u00e3o excelentes. Quanto \u00e0 garantia, por favor, durante sua estadia em Roma, d\u00ea-a voc\u00ea mesmo. Voc\u00ea encontrar\u00e1 v\u00e1rias garantias de compra, como as das propriedades de M\u00eamio, ou melhor, de At\u00edlio. Quanto a \u00d3pio, isso \u00e9 exatamente o que eu desejava, e especialmente o fato de voc\u00ea ter se comprometido a pagar a ele os 800 sest\u00e9rcios, que estou determinado a pagar de qualquer maneira, mesmo que tenha que pedir emprestado para faz\u00ea-lo, em vez de esperar pelo \u00faltimo dia para pagar minhas pr\u00f3prias d\u00edvidas<a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\">[1]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora venho \u00e0quela \u00faltima linha da sua carta escrita transversalmente, na qual voc\u00ea me d\u00e1 uma palavra de cautela sobre sua irm\u00e3<a href=\"#_ftn2\" id=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. Os fatos s\u00e3o os seguintes. Ao chegar a minha propriedade em Arpino, meu irm\u00e3o veio me ver, e nosso primeiro assunto de conversa foi voc\u00ea, e discutimos longamente sobre isso. Depois disso, eu trouxe a conversa de volta ao que voc\u00ea e eu t\u00ednhamos discutido em T\u00fasculo, sobre o tema de sua irm\u00e3. Nunca vi nada t\u00e3o gentil e conciliador quanto meu irm\u00e3o foi naquela ocasi\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua irm\u00e3: tanto \u00e9 assim que, se houvesse algum motivo de briga por quest\u00f5es de despesas, n\u00e3o foi aparente. Isso foi tudo o que aconteceu naquele dia. No dia seguinte, partimos de Arpino. Uma festa no campo fez com que Quinto parasse em Arcanum; eu parei em Aquino; mas almo\u00e7amos em Arcanum<a href=\"#_ftn3\" id=\"_ftnref3\">[3]<\/a>. Voc\u00ea conhece a propriedade dele l\u00e1. Quando chegamos, Quinto disse, da maneira bastante gentil, \u201cPomp\u00f4nia, convide as senhoras; eu convidarei os homens.\u201d<a href=\"#_ftn4\" id=\"_ftnref4\">[4]<\/a> Nada, como pensei, poderia ser mais gentil, e isso, n\u00e3o apenas nas palavras reais, mas tamb\u00e9m em sua inten\u00e7\u00e3o e express\u00e3o facial. Mas ela, diante de todos n\u00f3s, exclamou: \u201cEu sou apenas uma estranha aqui!\u201d A origem disso foi, acredito eu, o fato de que Est\u00e1cio nos antecedeu para cuidar do almo\u00e7o. Ent\u00e3o, Quinto me disse: \u201cA\u00ed est\u00e1, isso \u00e9 o que tenho que aguentar todos os dias!\u201d Voc\u00ea dir\u00e1: \u201cBem, o que isso significa?\u201d Muito; e, de fato, ela at\u00e9 me irritou: sua resposta foi dada com tanta desnecess\u00e1ria acrim\u00f4nia, tanto em palavras quanto em olhares. Eu escondi minha irrita\u00e7\u00e3o. Todos n\u00f3s nos sentamos \u00e0 mesa, exceto ela. No entanto, Quinto mandou pratos da mesa para ela, os quais ela recusou. Em resumo, pensei nunca ter visto meu irm\u00e3o mais bem-humorado, ou sua irm\u00e3 mais mal-humorada: e houve muitos detalhes que omiti que me irritaram mais do que irritaram o pr\u00f3prio Quinto. Ent\u00e3o, fui para Aquino; Quinto parou em Arcanum e se juntou a mim cedo no dia seguinte em Aquino. Ele me disse que ela se recusou a dormir com ele, e quando estava prestes a sair, ela se comportou exatamente como eu a tinha visto<a href=\"#_ftn5\" id=\"_ftnref5\">[5]<\/a>. Preciso dizer mais? Voc\u00ea pode dizer a ela mesma que, em minha opini\u00e3o, ela mostrou uma acentuada falta de bondade naquele dia. Contei-lhe esta hist\u00f3ria de forma mais detalhada do que talvez fosse necess\u00e1rio, para convenc\u00ea-lo de que voc\u00ea tamb\u00e9m tem algo a fazer no sentido de dar a ela instru\u00e7\u00e3o e conselho.<\/p>\n\n\n\n<p>Resta-me apenas pedir-lhe que conclua todas as minhas encomendas antes de sair da cidade; dar um empurr\u00e3o em Pontino<a href=\"#_ftn6\" id=\"_ftnref6\">[6]<\/a> e faz\u00ea-lo partir; me informar assim que voc\u00ea tiver deixado a cidade; e acreditar que, por Deus, n\u00e3o h\u00e1 nada que eu ame e encontre mais prazer do que voc\u00ea. Despedi-me de maneira muito afetuosa daquele melhor dos homens, A. Torquato, em Minturno, a quem gostaria que voc\u00ea mencionasse, durante a conversa, que o mencionei em minha carta.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>CLXXXIV (a v, 2) para \u00c1tico (em Roma)<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><em>Pompeia, 10 de Maio<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>No dia 10 de maio, data desta carta, estou prestes a partir da minha vila pompeiana, com a inten\u00e7\u00e3o de passar esta noite com P\u00f4ncio<a href=\"#_ftn7\" id=\"_ftnref7\">[7]<\/a> em sua vila perto de Tr\u00e9bula. Depois disso, pretendo fazer jornadas regulares sem mais demoras<a href=\"#_ftn8\" id=\"_ftnref8\">[8]<\/a>. Enquanto estava na minha vila em Cumas, fiquei muito satisfeito com a visita do nosso amigo Hort\u00eansio<a href=\"#_ftn9\" id=\"_ftnref9\">[9]<\/a>. Quando ele me perguntou se podia fazer algo por mim, respondi em termos gerais sobre tudo; mas pedi a ele, em particular, para impedir, na medida do poss\u00edvel, qualquer amplia\u00e7\u00e3o de meu governo provincial. Por favor, confirme isso a ele e diga-lhe que fiquei muito satisfeito com sua visita e com sua promessa de fazer isso por mim, e qualquer outra coisa que eu quisesse al\u00e9m disso. Tamb\u00e9m tenho solicitado fortemente nosso amigo F\u00farnio sobre o mesmo tema, que, vejo, ser\u00e1 tribuno no pr\u00f3ximo ano<a href=\"#_ftn10\" id=\"_ftnref10\">[10]<\/a>. Tive uma esp\u00e9cie de miniatura de Roma na minha vila em Cumas: havia muita gente na vizinhan\u00e7a<a href=\"#_ftn11\" id=\"_ftnref11\">[11]<\/a>. No meio de tudo isso, nosso amigo \u201cRufio\u201d, vendo que estava sendo observado por Vest\u00f3rio, enganou esse senhor com uma ast\u00facia de guerra. Pois ele nunca se aproximou de mim. \u201cO que!\u201d voc\u00ea dir\u00e1, \u201cquando Hort\u00eansio veio, apesar de estar com sa\u00fade debilitada e morar t\u00e3o longe, e sendo ele o grande Hort\u00eansio, e al\u00e9m disso, havia tanta gente \u2013 voc\u00ea quer dizer que ele n\u00e3o veio? Ent\u00e3o voc\u00ea n\u00e3o viu o sujeito de jeito nenhum?\u201d Como eu poderia deixar de v\u00ea-lo, quando meu caminho passava pelo mercado de Puteoli? L\u00e1 estava ele realizando, presumo, algum neg\u00f3cio, e eu disse \u201cComo vai?\u201d para ele; e em outra ocasi\u00e3o eu o cumprimentei quando ele saiu de sua pr\u00f3pria vila e me perguntou se poderia fazer algo por mim. Um homem assim merece ser considerado ingrato? Ele n\u00e3o merece antes uma comenda por n\u00e3o se esfor\u00e7ar para conseguir uma audi\u00eancia?<a href=\"#_ftn12\" id=\"_ftnref12\">[12]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Mas voltando ao meu assunto. N\u00e3o imagine que algo possa me consolar por esse gigantesco aborrecimento, exceto a esperan\u00e7a de que n\u00e3o dure mais do que um ano. Muitos n\u00e3o v\u00e3o acreditar em mim, porque julgam pelo h\u00e1bito dos outros. Voc\u00ea, que sabe a verdade, por favor, use todo esfor\u00e7o; quero dizer, quando chegar a hora de a quest\u00e3o ser discutida. Assim que voc\u00ea voltar da \u00c9piro, pe\u00e7o que escreva sobre os assuntos p\u00fablicos e me conte qualquer coisa que descobrir. Pois n\u00e3o chegou at\u00e9 aqui uma intelig\u00eancia satisfat\u00f3ria sobre como C\u00e9sar reagiu \u00e0 resolu\u00e7\u00e3o senatorial sendo escrita<a href=\"#_ftn13\" id=\"_ftnref13\">[13]<\/a>; e tamb\u00e9m houve algum rumor sobre os Transp\u00e1duos, de que foram convidados a eleger <em>quattuorviri<\/em><a href=\"#_ftn14\" id=\"_ftnref14\">[14]<\/a>. Se isso for verdade, temo grandes perturba\u00e7\u00f5es. Mas vou descobrir algo com Pompeu.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>CLXXXV (a v, 3) para \u00c1tico (em Roma)<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><em>Trebulanum de P\u00f4ncio, 11 de Maio<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>No dia 10 de maio, cheguei ao Trebulanum de P\u00f4ncio para ficar com ele. L\u00e1 foram entregues duas cartas suas para mim, datadas de dois dias antes. No mesmo dia, ao sair da minha vila pompeiana, entreguei uma carta para voc\u00ea a Fil\u00f3timo; e no momento n\u00e3o tenho nada para escrever. Por favor, me escreva o que est\u00e1 se falando sobre pol\u00edtica, eu te suplico. Pois nas cidades percebo que h\u00e1 muito alarme, mas na maioria das vezes s\u00e3o apenas fofocas tolas. O que voc\u00ea pensa sobre tudo isso, e quando a crise vir\u00e1, por favor me avise. Qual carta voc\u00ea quer que eu responda eu n\u00e3o sei; pois at\u00e9 agora n\u00e3o recebi nenhuma, exceto as duas entregues para mim no Trebulanum, das quais uma continha o \u00e9dito de P. Lic\u00ednio<a href=\"#_ftn15\" id=\"_ftnref15\">[15]<\/a>, datada de 7 de maio, e a outra uma resposta \u00e0 minha de Minturno. Como me sinto inquieto, com medo de que houvesse algo mais importante do que o habitual naquela que n\u00e3o recebi, e para a qual voc\u00ea quer uma resposta! Com L\u00eantulo eu vou te reconciliar. Eu gosto muito de Dion\u00edsio. Seu Nicanor me serve excelentemente. Bem, n\u00e3o tenho mais nada a dizer, e o dia est\u00e1 amanhecendo. Estou pensando em ir para Benevento hoje. Com uma conduta desinteressada e aten\u00e7\u00e3o aos neg\u00f3cios, vou me certificar de satisfazer a todos os interessados.<\/p>\n\n\n\n<p>Na casa de P\u00f4ncio, Trebulanum, 11 de maio.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>CLXXXVI (a v, 4) para \u00c1tico (em Roma)<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><em>Benevento, 12 de Maio<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Cheguei a Benevento no dia 11 de maio. L\u00e1 recebi a carta que em sua carta anterior (respondida por mim no mesmo dia, desde o Trebulanum de P\u00f4ncio) voc\u00ea havia mencionado ter enviado. E, de fato, recebi duas cartas suas em Benevento, uma entregue por Funisulano logo de manh\u00e3, e uma segunda entregue por meu secret\u00e1rio T\u00falio. Estou muito grato pelo esfor\u00e7o que voc\u00ea fez em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 minha primeira e mais importante encomenda; mas sua sa\u00edda da cidade meio que diminui minhas esperan\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao homem que voc\u00ea menciona, estou indo naquela dire\u00e7\u00e3o, n\u00e3o que \u2013, mas somos for\u00e7ados a nos contentar com ele por falta de uma op\u00e7\u00e3o melhor. Sobre o outro, do qual voc\u00ea diz que lhe pareceu n\u00e3o inadequado \u2013 temo que minha filha n\u00e3o possa ser persuadida, e voc\u00ea admite que n\u00e3o h\u00e1 diferen\u00e7a entre eles. Da minha parte, n\u00e3o sou irracional; mas voc\u00ea estar\u00e1 ausente e, portanto, n\u00e3o ter\u00e1 uma m\u00e3o nos neg\u00f3cios na minha aus\u00eancia. Pois se qualquer um de n\u00f3s estivesse presente, poderia ser feito algum arranjo razoavelmente satisfat\u00f3rio com S\u00e9rvio, com Serv\u00edlia o apoiando. Diante da situa\u00e7\u00e3o atual, mesmo que seja algo que eu goste, n\u00e3o vejo como posso <em>fazer<\/em> alguma coisa<a href=\"#_ftn16\" id=\"_ftnref16\">[16]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora eu chego \u00e0 carta entregue a mim por T\u00falio. Voc\u00ea tem sido muito en\u00e9rgico em rela\u00e7\u00e3o a Marcelo. Portanto, se o decreto foi aprovado pelo Senado, por favor, me avise; mas se n\u00e3o, fa\u00e7a o poss\u00edvel para fazer o neg\u00f3cio avan\u00e7ar; pois uma concess\u00e3o deve ser feita para mim, assim como para B\u00edbulo<a href=\"#_ftn17\" id=\"_ftnref17\">[17]<\/a>. N\u00e3o tenho d\u00favidas de que o decreto do Senado ser\u00e1 aprovado sem dificuldades, especialmente considerando que \u00e9 um ganho para o povo. Quanto a Torquato, excelente! Quanto a Mas\u00e3o e L\u00edguro, isso ser\u00e1 feito quando eles vierem. Quanto ao pedido de Queripo: j\u00e1 que tamb\u00e9m n\u00e3o me deu nenhuma \u201cgorjeta\u201d neste caso&#8230;<a href=\"#_ftn18\" id=\"_ftnref18\">[18]<\/a> \u201cOra, dane-se sua prov\u00edncia! Devo cuidar dele tamb\u00e9m?\u201d Sim; mas apenas o suficiente para evitar qualquer \u201cdebate\u201d ou \u201ccontagem\u201d obstrutiva no Senado<a href=\"#_ftn19\" id=\"_ftnref19\">[19]<\/a>. Quanto ao resto \u2013 no entanto, obrigado por falar com Escrofa<a href=\"#_ftn20\" id=\"_ftnref20\">[20]<\/a>. Quanto ao que voc\u00ea diz sobre Pontino, concordo completamente. Pois a conclus\u00e3o \u00e9 que, se ele estiver indo para Brund\u00edsio antes de 1\u00ba de junho, M. \u00c2nio e L. T\u00falio<a href=\"#_ftn21\" id=\"_ftnref21\">[21]<\/a> n\u00e3o precisavam ter sido t\u00e3o apressados. Quanto ao que voc\u00ea ouviu de Sic\u00ednio<a href=\"#_ftn22\" id=\"_ftnref22\">[22]<\/a>, concordo plenamente, desde que essa restri\u00e7\u00e3o n\u00e3o se aplique a quem me prestou um servi\u00e7o. Mas vou refletir sobre o assunto, pois concordo totalmente com o princ\u00edpio. Vou te informar sobre o que decidi sobre o plano da minha viagem, e tamb\u00e9m sobre o que Pompeu pretende fazer sobre os cinco prefeitos, quando eu souber diretamente dele. Quanto a \u00d3pio, voc\u00ea agiu totalmente certo ao garantir a ele os 800 sest\u00e9rcios; e como voc\u00ea tem Fil\u00f3timo<a href=\"#_ftn23\" id=\"_ftnref23\">[23]<\/a> com voc\u00ea, por favor, finalize o neg\u00f3cio; examine a conta e, por favor, resolva antes de deixar a cidade<a href=\"#_ftn24\" id=\"_ftnref24\">[24]<\/a>. Voc\u00ea ter\u00e1 me aliviado de uma grande ansiedade.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora respondi a todas as suas cartas; mas espere! Eu quase esqueci que voc\u00ea est\u00e1 sem papel. A perda \u00e9 minha, se por falta dele sua carta para mim for encurtada. Por que, voc\u00ea me custa duzentos sest\u00e9rcios<a href=\"#_ftn25\" id=\"_ftnref25\">[25]<\/a>: embora o qu\u00e3o econ\u00f4mico eu sou nesse particular o formato apertado desta p\u00e1gina lhe mostra; enquanto em troca espero de voc\u00ea um boletim de eventos, rumores, ou at\u00e9 mesmo qualquer coisa que voc\u00ea saiba com certeza sobre C\u00e9sar<a href=\"#_ftn26\" id=\"_ftnref26\">[26]<\/a>. Certifique-se de dar uma carta para Pontino, bem como para outros, sobre todos os t\u00f3picos imagin\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>CLXXXVII (a v, 5) para \u00c1tico (em Roma)<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><em>Ven\u00fasia, 15 de Maio<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o tenho absolutamente nada para dizer. N\u00e3o tenho nenhuma comiss\u00e3o para voc\u00ea, pois tudo foi organizado, nem nada para relatar, pois nada aconteceu, nem h\u00e1 espa\u00e7o para brincadeiras, considerando minhas numerosas ansiedades. Deixe-me apenas dizer que despacho esta carta no dia 15 de maio, enquanto estou partindo de Ven\u00fasia. Agora, neste dia, tenho certeza de que algo foi feito no Senado<a href=\"#_ftn27\" id=\"_ftnref27\">[27]<\/a>. Portanto, que uma carta sua nos siga, para nos informar n\u00e3o apenas de todos os fatos reais, mas tamb\u00e9m de rumores comuns. Eu a receberei em Brund\u00edsio. Pois \u00e9 l\u00e1 que meu plano \u00e9 esperar por Pontino at\u00e9 o dia mencionado em sua carta<a href=\"#_ftn28\" id=\"_ftnref28\">[28]<\/a>. Escreverei para voc\u00ea as conversas que tive com Pompeu em Tarento sobre o estado da Rep\u00fablica; embora eu queira saber precisamente at\u00e9 que ponto posso escrever para voc\u00ea com seguran\u00e7a, ou seja, por quanto tempo voc\u00ea vai estar em Roma, para que eu saiba aonde direcionar minhas cartas daqui em diante, ou como evitar envi\u00e1-las sem qualquer prop\u00f3sito. Mas antes de voc\u00ea deixar a cidade, em qualquer caso, acerte o pagamento dos 20 sest\u00e9rcios e dos 800 sest\u00e9rcios<a href=\"#_ftn29\" id=\"_ftnref29\">[29]<\/a>. Pe\u00e7o que considere isso como a mais importante e urgente de todas as preocupa\u00e7\u00f5es, ou seja, que eu complete com sua ajuda o que comecei com seu conselho.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>CLXXXVIII (a v, 6) para \u00c1tico (em Roma)<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><em>Tarento, 18 de Maio<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Cheguei a Tarento no dia 18 de maio. Como tinha decidido esperar por Pontino, achei que o mais conveniente seria passar esses dias na companhia de Pompeu, e ainda mais porque vi que isso lhe dava prazer, pois ele realmente me implorou para que eu lhe desse minha companhia e estivesse em sua casa todos os dias; e isso eu concordei alegremente em fazer. Pois terei muitas conversas not\u00e1veis com ele sobre a Rep\u00fablica, e tamb\u00e9m serei fornecido com dicas \u00fateis para este meu neg\u00f3cio<a href=\"#_ftn30\" id=\"_ftnref30\">[30]<\/a>. Mas come\u00e7o agora a ser mais breve ao escrever para voc\u00ea, porque estou em d\u00favida se voc\u00ea j\u00e1 partiu de Roma. No entanto, durante minha incerteza quanto a isso, escreverei algo em vez de permitir que voc\u00ea fique sem receber uma carta minha enquanto for poss\u00edvel faz\u00ea-lo. E ainda assim n\u00e3o tenho nenhuma comiss\u00e3o para lhe dar, nem nada para lhe contar. J\u00e1 dei todas as minhas comiss\u00f5es a voc\u00ea, e pe\u00e7o que as cumpra totalmente de acordo com sua promessa: eu lhe direi qualquer novidade que ouvir. H\u00e1 uma coisa que n\u00e3o deixarei de insistir enquanto achar que voc\u00ea est\u00e1 na cidade, ou seja, quanto \u00e0 d\u00edvida com C\u00e9sar, que voc\u00ea a deixar\u00e1 resolvida e encerrada. Estou ansiosamente aguardando uma carta sua, e especialmente para saber quando voc\u00ea sair\u00e1 da cidade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>CLXXXIX (a v, 7) para \u00c1tico (em Roma)<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><em>Tarento, 21 de Maio<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Dia ap\u00f3s dia, ou melhor, \u00e0 medida que os dias passam, envio-lhe cartas mais curtas. Pois dia ap\u00f3s dia fico mais desconfiado de que voc\u00ea tenha partido para \u00c9piro. No entanto, para provar que n\u00e3o negligenciei o que voc\u00ea me escreveu, fui informado por Pompeu que ele pretende nomear cinco novos prefeitos<a href=\"#_ftn31\" id=\"_ftnref31\">[31]<\/a> para cada uma das Hisp\u00e2nias, a fim de isent\u00e1-los de servir em j\u00faris. Quanto a mim, depois de passar tr\u00eas dias com Pompeu, em sua casa, estou partindo para Brund\u00edsio no dia 21 de maio. Dele estou deixando um cidad\u00e3o nobre e muito bem preparado para afastar os perigos que atualmente nos causam tanta preocupa\u00e7\u00e3o. Aguardarei uma carta sua para me contar tanto o que voc\u00ea est\u00e1 fazendo quanto onde est\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>CXC (f iii, 3) para \u00c1pio Cl\u00e1udio Pulcro (na Cil\u00edcia)<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><em>Brund\u00edsio, 24 de Maio<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s minha chegada a Brund\u00edsio no dia 22 de maio, seu legado Q. F\u00e1bio Vergiliano estava me esperando e, por sua orienta\u00e7\u00e3o, apresentou-me o que j\u00e1 havia ocorrido, n\u00e3o para mim, a quem mais interessava, mas para todo o Senado \u2013 que a prov\u00edncia que voc\u00ea est\u00e1 administrando requer uma guarni\u00e7\u00e3o mais forte. Na verdade, quase todos os senadores se manifestaram a favor de um refor\u00e7o sendo recrutado na It\u00e1lia para minhas legi\u00f5es e as de B\u00edbulo. Ao declarar que n\u00e3o permitiria essa medida, Sulp\u00edcio protestou de fato extensamente, mas t\u00e3o un\u00e2nime foi o desejo do Senado por nosso in\u00edcio precoce que fomos obrigados a nos conformar; e assim o fizemos. Como as coisas est\u00e3o agora, pe\u00e7o-lhe, como fiz na carta que dei aos seus mensageiros em Roma, que fa\u00e7a disso seu objetivo, em considera\u00e7\u00e3o \u00e0 uni\u00e3o muito \u00edntima de nossos sentimentos, dedicar aten\u00e7\u00e3o e cuidado a esses detalhes nos quais um governador provincial saindo pode consultar para o benef\u00edcio de um sucessor, que est\u00e1 ligado a ele pelos la\u00e7os mais estreitos de interesse e afeto; para que o mundo todo veja que eu n\u00e3o poderia ter sucedido a ningu\u00e9m mais benevolente para mim, nem voc\u00ea ter entregue a prov\u00edncia a um amigo mais caloroso.<\/p>\n\n\n\n<p>Do despacho destinado a ser lido no Senado, do qual voc\u00ea me enviou uma c\u00f3pia, eu havia entendido que um grande n\u00famero de soldados havia sido dispensado por voc\u00ea; mas esse mesmo F\u00e1bio apontou que voc\u00ea havia pensado em fazer isso, mas quando ele o deixou, o n\u00famero de soldados ainda estava intacto. Se for esse o caso, voc\u00ea me far\u00e1 um grande favor se fizer a menor redu\u00e7\u00e3o poss\u00edvel nas escassas for\u00e7as que j\u00e1 possui; e imagino que os decretos do Senado sobre esse assunto tenham sido enviados a voc\u00ea. Quanto a mim, estimo tanto voc\u00ea que aprovarei o que quer que voc\u00ea tenha feito; mas estou confiante de que voc\u00ea tamb\u00e9m far\u00e1 o que perceber ser mais do meu interesse. Estou aguardando meu legado C. Pontino em Brund\u00edsio, e presumo que ele chegar\u00e1 l\u00e1 antes do dia 1\u00ba de junho. E assim que ele chegar, aproveitarei a primeira oportunidade de navega\u00e7\u00e3o que me for oferecida.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>CXCI (f viii, 1) M. C\u00e9lio Rufo para C\u00edcero (a caminho da Cil\u00edcia)<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><em>Roma, 24 de Maio \u2013 1 de Junho<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Como prometi<a href=\"#_ftn32\" id=\"_ftnref32\">[32]<\/a> a voc\u00ea na v\u00e9spera de sua partida<a href=\"#_ftn33\" id=\"_ftnref33\">[33]<\/a> de escrever um relato completo e cuidadoso de tudo o que aconteceu na cidade, esforcei-me para garantir um homem que descrevesse tudo t\u00e3o minuciosamente que temo que sua dilig\u00eancia nesse aspecto possa parecer um tanto exagerada. Embora voc\u00ea conhe\u00e7a sua pr\u00f3pria curiosidade e como as pessoas no exterior se deleitam em ser informadas at\u00e9 mesmo das coisas mais insignificantes que acontecem em casa, neste ponto devo pedir-lhe uma interpreta\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel \u2013 que voc\u00ea n\u00e3o me julgue culpado de me dar ares ao cumprir esse dever, porque deleguei essa tarefa a outro. N\u00e3o \u00e9 porque n\u00e3o fosse a coisa mais encantadora poss\u00edvel para mim \u2013 ocupado como estou e, como voc\u00ea sabe, o homem mais pregui\u00e7oso do mundo para escrever cartas \u2013 manter fresca minha lembran\u00e7a de voc\u00ea; mas o tamanho do pacote em si, que estou enviando a voc\u00ea, em minha opini\u00e3o, facilmente pleitear\u00e1 minha desculpa. Teria exigido consider\u00e1vel tempo n\u00e3o apenas para copiar todos esses detalhes, mas at\u00e9 mesmo para observ\u00e1-los: pois o pacote cont\u00e9m todos os decretos do Senado, editais, fofocas e relatos. Se este exemplo n\u00e3o atender \u00e0s suas expectativas, avise-me para que eu n\u00e3o gaste dinheiro apenas para entedi\u00e1-lo. Se algo de import\u00e2ncia incomum ocorrer nos neg\u00f3cios p\u00fablicos, que esses funcion\u00e1rios n\u00e3o possam facilmente alcan\u00e7ar, eu mesmo escreverei cuidadosamente a voc\u00ea um relato de como foi feito, o que foi pensado sobre isso e o que se espera que seja seu resultado. Por enquanto, n\u00e3o h\u00e1 nada que cause muita expectativa. Pois esses rumores sobre a admiss\u00e3o dos Transpadanos nas <em>comitia<\/em> morreram depois de chegarem a Cumas<a href=\"#_ftn34\" id=\"_ftnref34\">[34]<\/a>: quando cheguei a Roma, n\u00e3o descobri que houvesse os menores sussurros sobre isso. Al\u00e9m disso, Marcelo ainda n\u00e3o trouxe ao Senado o assunto de um sucessor para as prov\u00edncias gaulesas<a href=\"#_ftn35\" id=\"_ftnref35\">[35]<\/a>, e (como ele mesmo me disse) adiou essa proposta para o dia 1\u00ba de junho. Ele foi longe ao trazer de volta a conversa sobre ele que estava em voga quando est\u00e1vamos em Roma<a href=\"#_ftn36\" id=\"_ftnref36\">[36]<\/a>. Mas, por favor, se, como voc\u00ea desejava, voc\u00ea encontrou Pompeu em casa<a href=\"#_ftn37\" id=\"_ftnref37\">[37]<\/a>, escreva-me um relato completo do que voc\u00ea achou dele, o que ele lhe disse e quais desejos ele professou ter \u2013 pois ele est\u00e1 acostumado a pensar uma coisa e dizer outra, e ainda assim n\u00e3o \u00e9 inteligente o suficiente para esconder seus verdadeiros objetivos. Quanto a C\u00e9sar, h\u00e1 relatos frequentes e bastante feios \u2013 pelo menos, as pessoas continuam chegando com sussurros misteriosos: um diz que ele perdeu sua cavalaria, o que, na minha opini\u00e3o, \u00e9 sem d\u00favida uma inven\u00e7\u00e3o; outro diz que a s\u00e9tima legi\u00e3o levou uma surra, que ele mesmo est\u00e1 sitiado entre os belov\u00e1cios<a href=\"#_ftn38\" id=\"_ftnref38\">[38]<\/a> e isolado de seu ex\u00e9rcito principal. Mas nem mesmo esses rumores incertos s\u00e3o conhecidos com certeza, nem mesmo s\u00e3o divulgados publicamente \u2013 eles s\u00e3o mencionados como segredos abertos entre o pequeno c\u00edrculo com o qual voc\u00ea est\u00e1 familiarizado; mas Dom\u00edcio, com o dedo nos l\u00e1bios, os insinua. No dia 24 de maio, os boquirrotos da Rostra, confunda-os! espalharam um grande boato de que voc\u00ea havia sido assassinado em sua jornada a Q. Pompeu<a href=\"#_ftn39\" id=\"_ftnref39\">[39]<\/a>. Desde que eu sabia que Q. Pompeu estava fazendo dieta em Bauli<a href=\"#_ftn40\" id=\"_ftnref40\">[40]<\/a> e estava jejuando a ponto de me compadecer dele, n\u00e3o fiquei agitado, e s\u00f3 desejei que pud\u00e9ssemos compensar por essa mentira todos os perigos que poderiam estar amea\u00e7ando voc\u00ea. Seu amigo Planco, por sua vez, est\u00e1 em Ravena, e embora tenha recebido uma grande propina de C\u00e9sar, ele n\u00e3o \u00e9 nem rico nem bem provido. Seus livros sobre a Rep\u00fablica est\u00e3o em voga universal<a href=\"#_ftn41\" id=\"_ftnref41\">[41]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>CXCII (a v, 8) para \u00c1tico (em Roma)<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><em>Brund\u00edsio, 1 de Junho<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A sa\u00fade indiferente, da qual agora me recuperei (pois, embora doente, n\u00e3o tive febre), bem como a espera por Pontino, do qual at\u00e9 agora nem mesmo um rumor chegou at\u00e9 mim, me mantiveram por esses doze dias em Brund\u00edsio; mas estou \u00e0 procura de uma oportunidade para zarpar. Agora, se voc\u00ea ainda est\u00e1 em Roma \u2013 pois mal acredito que possa estar \u2013, mas se estiver, estou muito ansioso para que voc\u00ea preste aten\u00e7\u00e3o ao seguinte. Em uma carta recebida de Roma, sou informado de que meu amigo Milo escreve para reclamar que o tratei mal ao permitir que Fil\u00f3timo tivesse uma participa\u00e7\u00e3o na compra de sua propriedade. Decidi por essa medida de acordo com a opini\u00e3o de C. Dur\u00f4nio<a href=\"#_ftn42\" id=\"_ftnref42\">[42]<\/a>, a quem tive motivos para acreditar ser extremamente amigo de Milo, e que sabia ser o tipo de homem que voc\u00ea o julga ser. Agora, o objetivo dele e o meu tamb\u00e9m era o seguinte: primeiro, que a propriedade permanecesse sob nosso controle \u2013 para que algum estranho, fazendo a compra por um pre\u00e7o alto, n\u00e3o o privasse dos escravos, dos quais ele tinha uma grande quantidade consigo; em segundo lugar, que o acordo que ele tinha feito com Fausta fosse respeitado<a href=\"#_ftn43\" id=\"_ftnref43\">[43]<\/a>. Havia ainda o motivo adicional de que n\u00f3s mesmos ter\u00edamos menos dificuldade do que qualquer outra pessoa em salvar o que pudesse ser salvo. Agora, gostaria que voc\u00ea investigasse completamente toda a quest\u00e3o: pois frequentemente recebo cartas exageradas sobre isso. Se ele reclamar, se escrever sobre isso para seus amigos e se Fausta adotar a mesma linha, como disse a Fil\u00f3timo verbalmente e como se comprometeu a fazer, n\u00e3o quero que ele participe da compra contra a vontade de Milo. N\u00e3o valeria a pena de forma alguma para n\u00f3s. Mas se n\u00e3o houver nada disso, voc\u00ea decidir\u00e1 sobre o assunto. Fale com Dur\u00f4nio. Escrevi tamb\u00e9m para Camilo e L\u00e2mia<a href=\"#_ftn44\" id=\"_ftnref44\">[44]<\/a>, e tanto mais porque n\u00e3o tinha certeza de que voc\u00ea estaria em Roma. Em resumo, a ess\u00eancia de tudo isso \u00e9 a seguinte: decida conforme lhe parecer de acordo com minha honra, boa reputa\u00e7\u00e3o e interesses.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>CXCIII (f iii, 4) para \u00c1pio Cl\u00e1udio Pulcro (na Cil\u00edcia)<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><em>Brund\u00edsio, 5 de Junho<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>No dia 4 de junho, estando em Brund\u00edsio, recebi sua carta informando que voc\u00ea havia instru\u00eddo L. Cl\u00f3dio com o que desejava que ele me dissesse. Estou ansioso pela chegada dele, para que eu possa saber o mais cedo poss\u00edvel a mensagem que ele est\u00e1 trazendo de voc\u00ea. Meu caloroso sentimento e prontid\u00e3o em servi-lo, embora eu espere que j\u00e1 sejam conhecidos por voc\u00ea por muitos exemplos, eu ainda manifestarei nessas circunst\u00e2ncias acima de todas as outras, nas quais poderei dar a prova mais decisiva de que a reputa\u00e7\u00e3o e a posi\u00e7\u00e3o de ningu\u00e9m s\u00e3o mais caras para mim do que as suas. Do seu lado, tanto Q. F\u00e1bio Vergiliano quanto C. Flaco, filho de L\u00facio, e \u2013 em termos mais fortes do que qualquer outro \u2013 M. Ot\u00e1vio, filho de Cneu, mostraram-me que sou muito valorizado por voc\u00ea. Isso eu j\u00e1 havia julgado ser o caso por muitas raz\u00f5es, mas acima de tudo a partir daquele livro sobre a Lei Augural, do qual, com sua mais afetuosa dedicat\u00f3ria, voc\u00ea me fez um presente muito agrad\u00e1vel. Da minha parte, todos os servi\u00e7os que pertencem \u00e0 rela\u00e7\u00e3o mais pr\u00f3xima estar\u00e3o sempre ao seu comando. Pois desde que voc\u00ea come\u00e7ou a sentir afei\u00e7\u00e3o por mim, tenho aprendido diariamente a valoriz\u00e1-lo mais e agora isso foi acrescentado pela minha intimidade com seus parentes \u2013 pois h\u00e1 dois deles de idades diferentes que valorizo muito, Cn. Pompeu, sogro de sua filha, e M. Bruto, seu genro<a href=\"#_ftn45\" id=\"_ftnref45\">[45]<\/a> \u2013 e, por fim, os membros no mesmo col\u00e9gio, especialmente porque isso foi marcado por uma express\u00e3o t\u00e3o elogiosa de sua aprova\u00e7\u00e3o<a href=\"#_ftn46\" id=\"_ftnref46\">[46]<\/a>, parece-me ter fornecido um v\u00ednculo de extraordin\u00e1ria for\u00e7a para garantir uma uni\u00e3o de sentimentos entre n\u00f3s. Mas n\u00e3o apenas, se eu encontrar Cl\u00f3dio, escreverei a voc\u00ea em maior extens\u00e3o ap\u00f3s conversar com ele, mas tamb\u00e9m farei o poss\u00edvel para v\u00ea-lo pessoalmente o mais breve poss\u00edvel. Sua declara\u00e7\u00e3o de que seu motivo para ficar na prov\u00edncia era a esperan\u00e7a de ter uma reuni\u00e3o comigo, para dizer a honesta verdade, \u00e9 muito agrad\u00e1vel para mim.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>CXCIV (a v, 9) para \u00c1tico (em Roma)<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><em>A caminho de Atenas, 15 de Junho<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Cheguei em \u00c1cio no dia 14 de junho, depois de ter participado, tanto em C\u00f3rcira quanto nas Ilhas Sibota, de sbanquete como aqueles dos sacerdotes de Marte, gra\u00e7as aos seus presentes, que Areu, assim como meu amigo Eut\u00edquides, tinham preparado para n\u00f3s com grande variedade e a mais extrema gentileza<a href=\"#_ftn47\" id=\"_ftnref47\">[47]<\/a>. De \u00c1cio, preferi viajar por terra, considerando a viagem desagrad\u00e1vel que tivemos, e n\u00e3o gostei da ideia de contornar Leucatas<a href=\"#_ftn48\" id=\"_ftnref48\">[48]<\/a>. Chegar novamente em P\u00e1tras em pequenos barcos, sem toda essa parafern\u00e1lia, me pareceu um tanto indigno.<\/p>\n\n\n\n<p>Sim, suas frequentes exorta\u00e7\u00f5es alcan\u00e7aram ouvidos receptivos! Eu as reviro diariamente em minha mente e as imponho a minha equipe: enfim, farei quest\u00e3o de passar por essa fun\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1ria sem o menor ilegalidade ou extors\u00e3o. S\u00f3 espero que o Parta fique quieto e que a sorte nos favore\u00e7a! Farei a minha parte. Por favor, cuide para me informar sobre o que est\u00e1 fazendo, onde pretende estar de tempos em tempos, em que estado deixou as coisas em Roma e, acima de tudo, sobre os 820 sest\u00e9rcios. Coloque tudo isso em uma carta, cuidadosamente direcionada para garantir que me alcance de qualquer forma. Mas que meu ano de mandato permane\u00e7a inalterado e sem qualquer acr\u00e9scimo decretado, para isso, lembre-se de tomar medidas adequadas voc\u00ea mesmo e atrav\u00e9s de todos os meus amigos, especialmente atrav\u00e9s de Hort\u00eansio: pois, embora ausente no momento, quando a quest\u00e3o n\u00e3o estiver em pauta na casa, voc\u00ea estar\u00e1, como disse em uma de suas respostas, na cidade no momento adequado. Enquanto insisto nisso com voc\u00ea, sinto-me meio inclinado a tamb\u00e9m pedir que lute contra uma interpola\u00e7\u00e3o<a href=\"#_ftn49\" id=\"_ftnref49\">[49]<\/a>. Mas n\u00e3o me atrevo a colocar todos os fardos em suas costas. Quanto ao ano, mantenha-se firme nisso de qualquer forma.<\/p>\n\n\n\n<p>Meu filho C\u00edcero, o mais comportado e querido dos meninos, envia-lhe lembran\u00e7as. Eu sempre gostei de Dion\u00edsio, como voc\u00ea sabe; mas passo a valoriz\u00e1-lo mais a cada dia, e, por H\u00e9rcules, principalmente porque ele o ama e nunca perde a oportunidade de falar sobre voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>CXCV (f viii, 2) M. C\u00e9lio Rufo para C\u00edcero (em sua viagem)<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><em>Roma, Junho<\/em><a href=\"#_ftn50\" id=\"_ftnref50\">[50]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 verdade, eu lhe digo, que ele foi absolvido \u2013 eu estava no tribunal quando o veredito foi anunciado \u2013 e isso, tamb\u00e9m, por todas as tr\u00eas ordens, e por vota\u00e7\u00e3o un\u00e2nime em cada ordem. \u201cBem, isso \u00e9 um problema apenas deles\u201d<a href=\"#_ftn51\" id=\"_ftnref51\">[51]<\/a>, voc\u00ea diz. N\u00e3o, por H\u00e9rcules! Pois nunca aconteceu algo t\u00e3o inesperado, ou t\u00e3o escandaloso aos olhos de todos. Na verdade, mesmo eu, embora o apoiasse com todas as minhas for\u00e7as por amizade, e tivesse me preparado para condol\u00eancias, fiquei chocado quando ocorreu, e pensei que devia estar sob alguma alucina\u00e7\u00e3o. O que voc\u00ea sup\u00f5e, ent\u00e3o, ter sido o sentimento dos outros? Bem, eles atacaram os jurados com uma tempestade de gritos desaprovadores, e deixaram bem claro que isso era mais do que podiam suportar. Portanto, agora que ele est\u00e1 entregue \u00e0 merc\u00ea da lei Liciniana, parece estar em maior perigo do que nunca<a href=\"#_ftn52\" id=\"_ftnref52\">[52]<\/a>. Al\u00e9m disso, no dia seguinte \u00e0 absolvi\u00e7\u00e3o, Hort\u00eansio entrou no teatro de C\u00fario<a href=\"#_ftn53\" id=\"_ftnref53\">[53]<\/a> \u2013 suponho que poder\u00edamos compartilhar de sua alegria! Onde ent\u00e3o houve<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTumulto intenso,<\/p>\n\n\n\n<p>Alvoro\u00e7o selvagem,<\/p>\n\n\n\n<p>Trov\u00e3o rugindo nas nuvens,<\/p>\n\n\n\n<p>Tempestade sibilando atrav\u00e9s dos panos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Isso foi mais not\u00f3rio pelo fato de que Hort\u00eansio tinha chegado \u00e0 velhice sem nunca ter sido vaiado, mas nesta ocasi\u00e3o apanhou o suficiente para servir a qualquer um por toda a sua vida, e para faz\u00ea-lo arrepender-se de ter ganho o caso.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o tenho nada a lhe dizer sobre pol\u00edtica. As ativas a\u00e7\u00f5es de Marcelo cessaram, n\u00e3o por falta de energia, ao meu ver, mas por pol\u00edtica. Quanto \u00e0s elei\u00e7\u00f5es consulares, a opini\u00e3o p\u00fablica est\u00e1 completamente perdida. Quanto a mim, encontrei um competidor que \u00e9 nobre e outro que age nobremente: pois M. Ot\u00e1vio, filho de Cneu, e C. Hirro est\u00e3o concorrendo comigo. Eu lhe digo isso porque sei que foi por causa de Hirro que voc\u00ea estava ansiosamente esperando not\u00edcias da minha elei\u00e7\u00e3o. No entanto, assim que souber que fui eleito, pe\u00e7o que tome medidas quanto aos panteras<a href=\"#_ftn54\" id=\"_ftnref54\">[54]<\/a>. Recomendo a voc\u00ea a aten\u00e7\u00e3o ao v\u00ednculo de S\u00edtio. Eu entreguei o primeiro lote de notas sobre os eventos na cidade para L. Castr\u00ednio Pieto, o segundo para o portador desta carta.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>CXCVI (f viii, 3) M. C\u00e9lio Rufo para C\u00edcero (em viagem para a Cil\u00edcia)<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><em>Roma, Junho<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 assim mesmo? Eu ganhei? E eu envio cartas frequentes para voc\u00ea, as quais, quando voc\u00ea estava partindo, disse que eu nunca deveria me incomodar em fazer para voc\u00ea? \u00c9 exatamente isso, quer dizer, se as cartas que envio chegam at\u00e9 voc\u00ea. E, na verdade, estou ainda mais entusiasmado quanto a isso porque, estando de folga, n\u00e3o tenho para onde passar minhas pequenas f\u00e9rias com prazer. Quando voc\u00ea estava em Roma, eu tinha uma fonte infal\u00edvel e muito agrad\u00e1vel para um dia ocioso: passar o feriado com voc\u00ea. Sinto muita falta disso, de modo que n\u00e3o s\u00f3 me sinto completamente sozinho, mas agora que voc\u00ea se foi, parece que um deserto foi criado em Roma; e eu, que na minha neglig\u00eancia deixei de te visitar em muitos dias, quando voc\u00ea estava aqui, agora sou torturado diariamente ao pensar que n\u00e3o tenho voc\u00ea para recorrer. Mas, acima de tudo, meu rival<a href=\"#_ftn55\" id=\"_ftnref55\">[55]<\/a>, Hirro, cuida para que eu procure por voc\u00ea dia e noite. Voc\u00ea pode imaginar o quanto esse rival seu para o augurado est\u00e1 chateado, e como ele tenta esconder o fato de que eu sou um candidato mais seguro do que ele. Que voc\u00ea receba as not\u00edcias sobre ele que deseja no momento mais breve poss\u00edvel, e desejo, pela minha honra, mais por seu bem do que pelo meu. Pois, quanto a mim, se for eleito, talvez seja com um colega mais rico do que eu<a href=\"#_ftn56\" id=\"_ftnref56\">[56]<\/a>: mas mesmo assim \u00e9 t\u00e3o delicioso, que, se realmente acontecer comigo, nunca em minha vida faltar\u00e3o motivos para sorrir. Vale realmente a pena? Sim! por H\u00e9rcules. M. Ot\u00e1vio n\u00e3o \u00e9 capaz de fazer muito para amenizar os sentimentos hostis \u2013 e eles s\u00e3o muitos \u2013 que prejudicam as chances de Hirro. Quanto aos servi\u00e7os do seu liberto Fil\u00f3timo e \u00e0 propriedade de Milo, cuidei para que Fil\u00f3timo satisfizesse Milo em sua aus\u00eancia, assim como sua fam\u00edlia, com a conduta mais absolutamente direta, e que seu car\u00e1ter n\u00e3o sofresse no que diz respeito \u00e0 sua boa f\u00e9 e atividade<a href=\"#_ftn57\" id=\"_ftnref57\">[57]<\/a>. O que tenho a lhe pedir agora \u00e9 que, se (como espero) tiver algum tempo livre, voc\u00ea compusesse algum tratado dedicado a mim, para me mostrar que voc\u00ea se importa comigo. \u201cComo isso lhe ocorreu,\u201d voc\u00ea dir\u00e1, \u201cum homem modesto como voc\u00ea?\u201d Desejo que, dentre seus numerosos escritos, haja algo que registre para a posteridade tamb\u00e9m o registro de nossa amizade. \u201cQue tipo de coisa voc\u00ea quer?\u201d suponho que voc\u00ea perguntar\u00e1. Voc\u00ea, que est\u00e1 familiarizado com todas as escolas de pensamento, encontrar\u00e1 algo adequado mais rapidamente do que eu. S\u00f3 deixe ser de um tipo que tenha alguma adequa\u00e7\u00e3o a mim e que contenha instru\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas, para que seja amplamente utilizado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>CXCVII (a v, 10) para \u00c1tico (em Roma)<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><em>Atenas, 27 de Junho<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Cheguei a Atenas no dia 24 de junho e agora esperei l\u00e1 tr\u00eas dias por Pontino e ainda n\u00e3o ouvi nada sobre sua chegada. Acredite, estou totalmente com voc\u00ea: e embora o fizesse sem eles, estou pensando em voc\u00ea ainda mais vividamente por ser lembrado pelos vest\u00edgios de voc\u00ea neste lugar. Em suma, garanto-lhe que n\u00e3o falamos de mais nada al\u00e9m de voc\u00ea. Mas talvez voc\u00ea prefira que lhe conte algo sobre mim. Aqui est\u00e1: at\u00e9 agora, nem eu nem nenhum de meus funcion\u00e1rios causamos qualquer despesa a qualquer cidade ou indiv\u00edduo. N\u00e3o recebemos nada sob a lei de J\u00falio<a href=\"#_ftn58\" id=\"_ftnref58\">[58]<\/a>, nada de nenhum hospedeiro p\u00fablico: toda a minha equipe est\u00e1 imbu\u00edda da cren\u00e7a de que devem ter considera\u00e7\u00e3o pela reputa\u00e7\u00e3o. At\u00e9 aqui, tudo bem. Isso foi notado com elogios por parte dos gregos e est\u00e1 sendo muito comentado. Quanto ao resto, estou me esfor\u00e7ando muito, como percebi que voc\u00ea desejava. Mas sobre este assunto, reservemos nossos aplausos at\u00e9 que o \u00faltimo ato tenha sido alcan\u00e7ado. Outras circunst\u00e2ncias s\u00e3o tais que frequentemente lamento minha loucura por n\u00e3o ter encontrado algum meio de sair desse neg\u00f3cio. Como \u00e9 completamente inadequado ao meu car\u00e1ter e h\u00e1bitos! Como \u00e9 verdadeiro o prov\u00e9rbio, \u201cDeixe o sapateiro cuidar de seus sapatos!\u201d Voc\u00ea dir\u00e1<a href=\"#_ftn59\" id=\"_ftnref59\">[59]<\/a>: \u201cO qu\u00ea, j\u00e1? Por que, voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 realmente no assunto!\u201d Eu sei muito bem disso, e espero que maiores problemas permane\u00e7am: mesmo at\u00e9 onde chegou, embora eu o suporte com semblante alegre, penso, e expresso, em meu cora\u00e7\u00e3o mais \u00edntimo estou sofrendo agonias: tantas s\u00e3o as inst\u00e2ncias todos os dias de mau humor ou insol\u00eancia, de comportamento tolo e sem sentido de todo tipo, tanto por meio de palavras quanto por recusa em falar. N\u00e3o lhe dou detalhes dessas coisas, n\u00e3o porque deseje escond\u00ea-las de voc\u00ea, mas porque s\u00e3o dif\u00edceis de explicar. Assim, voc\u00ea admirar\u00e1 meu autocontrole quando eu retornar s\u00e3o e salvo: estou dispensando muitos esfor\u00e7os na pr\u00e1tica dessa virtude.<\/p>\n\n\n\n<p>Bem, chega disso. Embora n\u00e3o tivesse nada em mente que pretendesse escrever, porque nem mesmo tenho a menor ideia do que voc\u00ea est\u00e1 fazendo e em que parte do mundo voc\u00ea est\u00e1: nem, por H\u00e9rcules, jamais estive t\u00e3o completamente no escuro sobre meus pr\u00f3prios assuntos, quanto ao que foi feito sobre a d\u00edvida com C\u00e9sar ou as responsabilidades de Milo; e ningu\u00e9m veio, n\u00e3o digo da minha casa, mas mesmo de Roma, para me esclarecer sobre o que est\u00e1 acontecendo na pol\u00edtica. Portanto, se houver algo que voc\u00ea saiba sobre os assuntos que sup\u00f5e que eu gostaria de saber, ficarei muito agradecido se tomar o trabalho de t\u00ea-lo transmitido para mim.<\/p>\n\n\n\n<p>O que mais h\u00e1 a dizer? Bem, nada, exceto isso: Atenas me agradou imensamente, pelo menos quanto \u00e0 pr\u00f3pria cidade e tudo que a adorna, e o afeto dos habitantes por voc\u00ea e o que posso chamar de uma preven\u00e7\u00e3o a meu favor: mas quanto \u00e0 sua filosofia \u2013 isso \u00e9 muito confuso, se Aristo \u2013 na casa de quem estou hospedado \u2013 deveria represent\u00e1-la. Para o nosso amigo Xeno e para mim, preferi ceder a Quinto, e no entanto, devido \u00e0 sua proximidade, passamos dias inteiros juntos<a href=\"#_ftn60\" id=\"_ftnref60\">[60]<\/a>. Por favor, assim que puder, escreva-me sobre seus planos e deixe-me saber o que est\u00e1 fazendo, de vez em quando onde est\u00e1, especialmente quando pretende estar em Roma.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>CXCVIII (f xiii, 1) para Caio M\u00eamio (em ex\u00edlio em Mitilene)<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><em>Atenas, Julho<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Embora eu n\u00e3o tivesse completamente decidido se a perspectiva de v\u00ea-lo em Atenas era dolorosa ou agrad\u00e1vel \u2013 porque sua injusta calamidade<a href=\"#_ftn61\" id=\"_ftnref61\">[61]<\/a> teria me causado tristeza \u2013, no entanto, o esp\u00edrito filos\u00f3fico com que voc\u00ea a suporta me encanta \u2013 ainda assim, eu teria preferido t\u00ea-lo visto. Pois n\u00e3o sinto a dor muito menos quando voc\u00ea est\u00e1 fora de minha vista, enquanto algum maior prazer poss\u00edvel teria sido, de qualquer maneira, se eu tivesse te visto. Portanto, n\u00e3o hesitarei em tentar te ver sempre que puder convenientemente faz\u00ea-lo. Enquanto isso, neg\u00f3cios que podem ser colocados diante de voc\u00ea por carta, e, como penso, podem ser conclu\u00eddos, colocarei agora mesmo.<\/p>\n\n\n\n<p>Prefaciarei meu pedido pedindo que voc\u00ea n\u00e3o fa\u00e7a nada por minha causa contra sua pr\u00f3pria inclina\u00e7\u00e3o; mas se o assunto \u00e9 importante para mim, e de pouca import\u00e2ncia para voc\u00ea, ainda assim s\u00f3 conceda caso tenha decidido faz\u00ea-lo de bom grado. Estou em total simpatia com Patrono, o Epicurista, exceto que difiro muito dele na filosofia. Mas n\u00e3o apenas desde o in\u00edcio em Roma, quando ele estava prestando aten\u00e7\u00e3o em voc\u00ea e em todos os seus amigos, ele tamb\u00e9m cultivou minha amizade com cuidado especial, mas recentemente tamb\u00e9m, depois de ter obtido tudo o que queria em termos de lucro pessoal e recompensa, ele continuou a me considerar quase como o primeiro de seus apoiadores e amigos. Al\u00e9m disso, ele foi apresentado e recomendado a mim por Fedro<a href=\"#_ftn62\" id=\"_ftnref62\">[62]<\/a>, que, quando eu era crian\u00e7a e antes de conhecer Filo, era muito valorizado por mim como fil\u00f3sofo, e depois como, pelo menos, um homem bom, agrad\u00e1vel e am\u00e1vel. Ent\u00e3o, quando Patrono me escreveu de Roma, pedindo que intercedesse por ele contigo e solicitasse que lhe concedesses uma casa desocupada ou algo semelhante, que outrora pertencera a Epicuro, abstive-me de mencionar o assunto em minha correspond\u00eancia contigo. Minha inten\u00e7\u00e3o era evitar qualquer interfer\u00eancia em eventuais planos de constru\u00e7\u00e3o que pudesses ter, influenciados por minha recomenda\u00e7\u00e3o. Ao chegar em Atenas, no entanto, tendo sido solicitado pela mesma pessoa a escrever a voc\u00ea sobre o assunto, concedi seu pedido, porque todos os seus amigos concordaram em dizer que voc\u00ea havia desistido da ideia da obra. Se isso for verdade, e se agora n\u00e3o for importante para voc\u00ea, gostaria de pedir que, se algum pequeno desagravo foi causado a voc\u00ea pela teimosia de certas pessoas \u2013 e eu conhe\u00e7o o tipo de homens \u2013, que voc\u00ea adote uma vis\u00e3o indulgente do assunto, seja por sua grande bondade natural ou, se preferir, por cortesia a mim. Quanto a mim, se voc\u00ea me perguntar o que penso sobre isso, n\u00e3o vejo por que ele est\u00e1 t\u00e3o ansioso por isso, nem por que voc\u00ea est\u00e1 criando dificuldades; apenas sinto que \u00e9 muito menos natural para voc\u00ea se incomodar sem motivo, do que o \u00e9 para ele. No entanto, tenho certeza de que o racioc\u00ednio de Patrono e os m\u00e9ritos de seu caso s\u00e3o conhecidos por voc\u00ea. Ele diz que tem que manter sua pr\u00f3pria honra e dever, a santidade de um testamento, o prest\u00edgio de Epicuro, a solene injun\u00e7\u00e3o de Fedro, o lar, o local de habita\u00e7\u00e3o, as pegadas de homens famosos. Podemos ridicularizar toda a vida do homem e o sistema que ele segue na filosofia, se nos dermos ao trabalho de encontrar falhas no que ele est\u00e1 defendendo agora. Mas, por H\u00e9rcules, como n\u00e3o sou muito hostil a ele ou a outros que encontram prazer em tais coisas, acho que devemos ser indulgentes com ele por ser t\u00e3o \u00e1vido sobre isso. Pois mesmo que ele esteja errado, \u00e9 uma falha da cabe\u00e7a, n\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas para chegar ao ponto \u2013 pois devo mencionar isso mais cedo ou mais tarde \u2013, amo Pomp\u00f4nio \u00c1tico como um segundo irm\u00e3o. Nada pode ser mais caro ou mais encantador para mim do que ele. \u00c1tico, ent\u00e3o \u2013 n\u00e3o que ele seja de seu grupo (pois ele \u00e9 educado ao mais alto grau em toda a aprendizagem liberal<a href=\"#_ftn63\" id=\"_ftnref63\">[63]<\/a>), mas ele tem muita estima por Patrono e era muito ligado a Fedro \u2013 me pressiona com isso como nunca fez antes, embora seja o oposto do ego\u00edsta, a \u00faltima pessoa do mundo a criar problemas ao fazer pedidos; e ele n\u00e3o tem qualquer d\u00favida de que eu seja capaz de obter este favor de voc\u00ea, mesmo que voc\u00ea ainda tivesse a inten\u00e7\u00e3o de construir. Nas circunst\u00e2ncias atuais, no entanto, se ele ouvir que voc\u00ea abandonou seu plano de constru\u00e7\u00e3o e ainda assim n\u00e3o obtive esse favor de voc\u00ea, ele pensar\u00e1, n\u00e3o que voc\u00ea tenha sido mesquinho comigo, mas que fui descuidado no que diz respeito a ele pr\u00f3prio. Portanto, pe\u00e7o que voc\u00ea escreva aos seus agentes para que o decreto dos Areopagitas, que eles chamam de \u201cminuta\u201d<a href=\"#_ftn64\" id=\"_ftnref64\">[64]<\/a>, seja cancelado com seu livre consentimento. Mas volto ao que disse no in\u00edcio. Antes de decidir fazer isso, quero que voc\u00ea tenha certeza de que o faz de bom grado por minha causa.<\/p>\n\n\n\n<p>De qualquer forma, n\u00e3o tenha d\u00favidas: se voc\u00ea fizer o que pe\u00e7o, considerarei isso como um grande favor.<\/p>\n\n\n\n<p>Adeus.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a> Essas breves frases s\u00e3o uma resposta \u00e0s declara\u00e7\u00f5es contidas na carta de \u00c1tico que C\u00edcero est\u00e1 respondendo. Na aus\u00eancia dessa carta e de qualquer conhecimento sobre o neg\u00f3cio mencionado, n\u00e3o podemos explic\u00e1-las completamente. A <em>satisdatio<\/em> pode se referir tanto a uma compra quanto a uma venda por parte de C\u00edcero: no primeiro caso, significa uma garantia para o pagamento do dinheiro da compra, seja na forma de um dep\u00f3sito ou de outra forma; no segundo, uma garantia de t\u00edtulo. Presume-se que An\u00edsio Saturnino seja um liberto de An\u00edsio Milo, com quem C\u00edcero pode ter feito neg\u00f3cios para seu patrono. As \u201c<em>satisdationes<\/em> das propriedades de M\u00eamio ou At\u00edlio\u201d s\u00e3o citadas como modelos; elas podem se referir \u00e0s vendas da propriedade de C. M\u00eamio, condenado por Galo em 54 a.C. (Q. Fr. 3.2; 3.8), ou de Sex. At\u00edlio Serrano (tr. pl. 57 a.C.), de cuja venda nada sabemos. \u00d3pio \u00e9 provavelmente C. \u00d3pio, um amigo e agente de C\u00e9sar, e a d\u00edvida que C\u00edcero est\u00e1 determinado a pagar \u00e9 um empr\u00e9stimo de C\u00e9sar. A palavra <em>aperuisti<\/em> \u00e9 peculiar; diz-se que ela significa, com rela\u00e7\u00e3o a dinheiro, \u201cprometer pagar\u201d ou \u201ccolocar \u00e0 ordem de um homem\u201d. Na Carta CLXXXVI, ele expressa o mesmo significado por <em>exposuisti<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\">[2]<\/a> Pomp\u00f4nia, esposa de Quinto C\u00edcero.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref3\" id=\"_ftn3\">[3]<\/a> C\u00edcero havia passado por Arpino, fosse para visitar sua pr\u00f3pria vila ou para buscar Quinto (que estava indo com ele como legado para a Cil\u00edcia). Em seguida, seguiram para a Via Latina por uma estrada transversal. C\u00edcero passou uma noite em Aquino antes de seguir por outra estrada transversal para Minturno, na Via \u00c1pia. Quinto, no entanto, parou em sua pr\u00f3pria <em>villa<\/em> de Arcanum, entre Arpino e Minturno, onde ambos pararam para o <em>prandium<\/em>, a refei\u00e7\u00e3o do meio-dia.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref4\" id=\"_ftn4\">[4]<\/a> Lendo (com Tyrrell) <em>viros<\/em> por <em>pueros<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref5\" id=\"_ftn5\">[5]<\/a> Pomp\u00f4nia n\u00e3o estava indo para a Cil\u00edcia com Quinto. Ela tinha ido com ele at\u00e9 Arcanum e voltou para Arpino.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref6\" id=\"_ftn6\">[6]<\/a> C. Pontino, pretor durante o consulado de C\u00edcero, era agora um de seus quatro <em>legati<\/em>. Ele tinha experi\u00eancia militar em uma campanha contra os Al\u00f3broges, e C\u00edcero estava ansioso para receb\u00ea-lo prontamente.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref7\" id=\"_ftn7\">[7]<\/a> L. P\u00f4ncio \u00c1quila, que depois perdeu a vida na campanha de Mutina (43 a.C.). Encontraremos C\u00edcero hospedado l\u00e1 novamente, bem como Ter\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref8\" id=\"_ftn8\">[8]<\/a> C\u00edcero estava indo para Brund\u00edsio pela via \u00c1pia, mas tanto sua visita \u00e0 sua <em>villa<\/em> em Pompeia quanto a outra a P\u00f4ncio no <em>ager Trebulanus<\/em> foram desvios consider\u00e1veis, uma para o sul, a outra para o norte.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref9\" id=\"_ftn9\">[9]<\/a> Foi a \u00faltima vez que C\u00edcero viu seu grande rival nos tribunais, com quem e contra quem tantas vezes havia lutado. Hort\u00eansio morreu quando C\u00edcero estava voltando da Cil\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref10\" id=\"_ftn10\">[10]<\/a> Ou seja, ele assumiria seu cargo no dia 10 de dezembro do ano em curso e, portanto, teria voz no Senado no que se refere \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o das prov\u00edncias.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref11\" id=\"_ftn11\">[11]<\/a> Abril e maio eram os meses da moda, da esta\u00e7\u00e3o, para a costa da Camp\u00e2nia.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref12\" id=\"_ftn12\">[12]<\/a> \u00c9 dif\u00edcil entender esse tipo de epis\u00f3dio, ou anedota jocosa, sem um conhecimento mais completo das circunst\u00e2ncias. Ficamos sabendo, pela Carta CCXXIII, que C. Sempr\u00f4nio Rufo (cujo nome C\u00edcero altera jocosamente para o nome servil de Rufio) tinha alguma controv\u00e9rsia com Vest\u00f3rio em rela\u00e7\u00e3o ao dinheiro que este lhe devia ou \u00e0 propriedade que possu\u00eda, como Vest\u00f3rio alegava ilegalmente. Portanto, ele evitou qualquer reuni\u00e3o, e C\u00edcero insinua, rindo, que isso foi uma gentileza para ele (C\u00edcero), pois o poupou da necessidade de ouvir o caso como \u00e1rbitro.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref13\" id=\"_ftn13\">[13]<\/a> Se um decreto fosse aprovado no Senado, mas vetado por um tribuno, ele n\u00e3o era chamado de <em>senatus consultum<\/em>, mas de <em>auctoritas<\/em>; se o Senado decidisse registrar sua resolu\u00e7\u00e3o, ela era escrita (<em>perscripta<\/em>), caso contr\u00e1rio, era abandonada. Na Carta CCXXII, h\u00e1 um exemplo de tal <em>auctoritas<\/em>, que se refere, como as que ouviremos mais tarde, a uma resolu\u00e7\u00e3o do Senado de que C\u00e9sar deveria renunciar \u00e0 sua prov\u00edncia antes de se candidatar ao cargo de c\u00f4nsul, proposta pelo c\u00f4nsul Marcelo.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref14\" id=\"_ftn14\">[14]<\/a> Ou seja, as cidades ao norte de Padus deveriam se tornar <em>municipia<\/em>, isto \u00e9, ter a <em>civitas<\/em> romana completa, enquanto atualmente tinham apenas o <em>ius<\/em> <em>Latii<\/em>. Essa foi a primeira medida adotada por C\u00e9sar em sua elei\u00e7\u00e3o para o cargo de c\u00f4nsul no final de 49 a.C. Os <em>quattuorviri<\/em> eram os magistrados anuais regulares de um <em>municipium<\/em> e os <em>duoviri<\/em> de uma col\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref15\" id=\"_ftn15\">[15]<\/a> P. Lic\u00ednio Crasso Dives, um jurisconsulto que havia governado a \u00c1sia e cujo \u201c\u00e9dito\u201d C\u00edcero talvez tenha usado como modelo.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref16\" id=\"_ftn16\">[16]<\/a> Esse par\u00e1grafo se refere \u00e0 escolha de um marido para T\u00falia. Ela havia ficado vi\u00fava em 57 a.C. com a morte de C. Calp\u00farnio Piso, e seu noivado com F\u00fario Cr\u00e1ssipe (56 a.C.) ou n\u00e3o havia terminado em casamento, ou o casamento havia sido rapidamente dissolvido. Os dois pretendentes agora em considera\u00e7\u00e3o s\u00e3o P. Corn\u00e9lio Dolabela e S\u00e9rvio Sulp\u00edcio Rufo. Traduzi o texto de Schuetz, <em>nec me absente habebis rei rationem e Servio fieri probable<\/em>. As emendas do professor Tyrrell me parecem muito dif\u00edceis. Entendo que C\u00edcero pensa que Sulp\u00edcio poderia \u201crealizar\u201d, com o apoio de Serv\u00edlia; talvez porque algo de bom poderia ser obtido para ele de C\u00e9sar (seu suposto amante), embora ele pr\u00f3prio esteja inclinado a Dolabela, e est\u00e1 incomodado com as negocia\u00e7\u00f5es em andamento quando nem ele nem \u00c1tico est\u00e3o em Roma. \u00c1tico era um grande amigo de Serv\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref17\" id=\"_ftn17\">[17]<\/a> B\u00edbulo, assim como C\u00edcero, n\u00e3o havia tomado uma prov\u00edncia depois de seu consulado e agora, em consequ\u00eancia da lei de Pompeu e do decreto do Senado, era obrigado a tirar a sorte para escolher uma. A S\u00edria havia ca\u00eddo nas m\u00e3os dele, onde havia rumores de uma invas\u00e3o parta. N\u00e3o h\u00e1 necessidade, creio eu, de ler <em>alteram<\/em> antes de <em>conficies<\/em> (com Tyrrell): as tropas adicionais e a concess\u00e3o de dinheiro poderiam ser inclu\u00eddas em um \u00fanico decreto. O primeiro havia sido discutido antes de C\u00edcero deixar Roma e praticamente aprovado; mas o c\u00f4nsul Sulp\u00edcio havia criado dificuldades, e C\u00edcero teme que uma influ\u00eancia externa possa ter sido exercida sobre os senadores contr\u00e1rios a ele.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref18\" id=\"_ftn18\">[18]<\/a> \u03c0\u03c1\u03cc\u03c3\u03bd\u03b5\u03c5\u03c3\u03b9\u03bd, \u201cum aceno\u201d, para mostrar seu desejo. Queripo esteve com Quinto e depois esteve na \u00c1frica com Cornif\u00edcio. Ele provavelmente era um secret\u00e1rio grego.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref19\" id=\"_ftn19\">[19]<\/a> Se o magistrado quisesse, poderia apresentar uma quest\u00e3o ao Senado para ser votada sem debate. Esses assuntos geralmente n\u00e3o eram pol\u00eamicos ou eram rotineiros. Se os senadores, no entanto, pensassem de outra forma, eles clamavam Consule, ou seja, pediam as opini\u00f5es (sententiae) dos membros. Se ele cedesse, poderia haver discursos e o assunto seria prolongado, talvez al\u00e9m de v\u00e1rias sess\u00f5es (que sempre terminavam ao p\u00f4r do sol). O grito de \u201ccontagem\u201d era como o da C\u00e2mara dos Comuns, exigindo que os presentes fossem contados para ver se havia quorum. N\u00e3o sabemos qual era esse qu\u00f3rum, exceto em certos casos especiais, mas o fato de um n\u00famero fixo ser mencionado neles, por exemplo, o decreto de Bacchanalibus\uff09 parece mostrar que os neg\u00f3cios eram frequentemente feitos com menos.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref20\" id=\"_ftn20\">[20]<\/a> Cn. Trem\u00e9lio Escrofa, que havia sido um judex no caso Verres, parece ter estado com C\u00edcero por um tempo na Cil\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref21\" id=\"_ftn21\">[21]<\/a> Tr\u00eas dos quatro <em>legati<\/em> de C\u00edcero, sendo o quarto seu irm\u00e3o Quinto<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref22\" id=\"_ftn22\">[22]<\/a> Alguma disposi\u00e7\u00e3o no edital que C\u00edcero pretendia publicar em sua prov\u00edncia.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref23\" id=\"_ftn23\">[23]<\/a> Um liberto de Ter\u00eancia, que parece ter administrado seus neg\u00f3cios para ela.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref24\" id=\"_ftn24\">[24]<\/a> A d\u00edvida com C\u00e9sar. Ver Carta CLXXXIII.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref25\" id=\"_ftn25\">[25]<\/a> Duzentos sest\u00e9rcios. Outros leem sexcentas, ou seja, chartas. Eu me aventurei a ler aufers, em vez do comum aufer, do qual acho que n\u00e3o se pode extrair nenhum sentido satisfat\u00f3rio. C\u00edcero, em resposta \u00e0 observa\u00e7\u00e3o de \u00c1tico de que ele n\u00e3o tinha um bom estoque de papel, diz, em tom de brincadeira, que lamenta estar t\u00e3o duro, mas que ele \u00e9 o mesmo, pois suas cartas para \u00c1tico o fazem gastar muito papel. Ele (de acordo com minha interpreta\u00e7\u00e3o) faz alus\u00e3o \u00e0 brincadeira novamente no final da Carta CXCIX. Auferre, \u201cengolir\u201d, \u201cabsorver\u201d; cp. 1 Verr. 31, hi ludi dies xvi auferunt\u2019.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref26\" id=\"_ftn26\">[26]<\/a> Portanto, ele insinua, quanto maior deve ser seu gasto com papel.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref27\" id=\"_ftn27\">[27]<\/a> Os Idos de cada m\u00eas eram um dos dias regulares de reuni\u00e3o do Senado.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref28\" id=\"_ftn28\">[28]<\/a> Ou seja, o dia 1\u00ba de junho.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref29\" id=\"_ftn29\">[29]<\/a> A d\u00edvida com C\u00e9sar, mas esta \u00e9 a primeira vez que ouvimos falar da soma menor (20 sest\u00e9rcios). Sugere-se que se trata dos juros devidos. As tr\u00eas palavras que ele usa em conex\u00e3o com isso \u2013 <em>aperuisti<\/em>, <em>exposuisti<\/em>, <em>explicatum sit<\/em> \u2013 s\u00e3o certamente estranhas. N\u00e3o me sinto satisfeito com o expediente de inserir um de depois delas. Elas t\u00eam a apar\u00eancia de express\u00f5es t\u00e9cnicas de neg\u00f3cios.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref30\" id=\"_ftn30\">[30]<\/a> O governo da Cil\u00edcia, com o qual Pompeu teve rela\u00e7\u00e3o durante sua guerra contra os piratas.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref31\" id=\"_ftn31\">[31]<\/a> Ver Carta CLXXXVI. Os <em>praefecti fabrum, socium<\/em> etc., eram nomeados pelo comandante-chefe, isto \u00e9, o c\u00f4nsul, no ex\u00e9rcito romano. Posteriormente, tornou-se pr\u00e1tica do proc\u00f4nsul de uma prov\u00edncia nomear um certo n\u00famero de <em>praefecti<\/em> com os deveres, judiciais ou outros, que ele decidisse atribuir-lhes. \u00c0s vezes, como talvez nesse caso, o cargo era honor\u00e1rio. Sob o imp\u00e9rio, o nome foi estendido a um grande n\u00famero de funcion\u00e1rios. \u00c1tico parece ter tido algu\u00e9m que ele desejava recomendar a Pompeu.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref32\" id=\"_ftn32\">[32]<\/a> O correspondente de C\u00edcero enquanto estava na Cil\u00edcia, M. C\u00e9lio Rufo, era ainda um jovem e havia se tornado not\u00f3rio por sua longa intriga com Cl\u00f3dia, que, quando brigou com ele, acusou-o de tentar envenen\u00e1-la. Ele foi levado a julgamento <em>de vi<\/em>, em 56 a.C., por L. Sempr\u00f4nio Atratino, cujo pai ele mesmo havia acusado de suborno; e entre as acusa\u00e7\u00f5es contra ele estava sua liga\u00e7\u00e3o com Cl\u00f3dia e sua tentativa de envenen\u00e1-la. Um ensaio interessante sobre essa pessoa brilhante, embora dissoluta, pode ser encontrado em Cic\u00e9ron et ses Amis, de Boissier. Terminou sua vida de forma desastrosa: aderindo a C\u00e9sar na Guerra Civil, foi pretor em 48 a.C., mas, na aus\u00eancia de C\u00e9sar no Egito, tentou garantir popularidade opondo-se \u00e0 sua lei para aliviar problemas financeiros e, depois de muitos conflitos com Ant\u00f4nio, fugiu de Roma para se juntar a Milo, que estava tentando for\u00e7ar sua pr\u00f3pria fuga, e foi morto. A defesa que C\u00edcero fez dele, sob a acusa\u00e7\u00e3o de Atratino, ainda existe.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref33\" id=\"_ftn33\">[33]<\/a> N\u00e3o \u201cao deixar a cidade\u201d, pois C\u00e9lio evidentemente acompanhou C\u00edcero \u00e0 Camp\u00e2nia ou o encontrou l\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref34\" id=\"_ftn34\">[34]<\/a> Veja Carta CLXXXIV.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref35\" id=\"_ftn35\">[35]<\/a> Os dez anos de governo de C\u00e9sar nessa prov\u00edncia terminariam em mar\u00e7o de 48 a.C.; mas se ele fosse se candidatar ao cargo de c\u00f4nsul naquele ano da maneira usual, deveria voltar para casa em julho de 49 a.C. C\u00e9sar sustentou que, de acordo com a cl\u00e1usula da lei de Pompeu, ele estava autorizado a permanecer em sua prov\u00edncia e ser eleito em sua aus\u00eancia e, portanto, s\u00f3 retornaria a Roma no final de 49 a.C. para assumir o cargo de c\u00f4nsul. Assim, ele reclama que uma resolu\u00e7\u00e3o do Senado que o obrigasse a voltar para casa em julho de 49 a.C. o privaria \u201cde um <em>imperium<\/em> de seis meses concedido a ele pelo povo\u201d (Caes. B.C. 1.9).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref36\" id=\"_ftn36\">[36]<\/a> Que Marcelo era fraco e irresoluto. <em>Expressit<\/em> n\u00e3o \u00e9 a palavra que C\u00edcero teria usado. \u00c9 um uso de g\u00edria da palavra que significa (I) espremer, (2) descrever, exibir.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref37\" id=\"_ftn37\">[37]<\/a> Consulte Cartas CLXXXVIII, CLXXXIX.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref38\" id=\"_ftn38\">[38]<\/a> A s\u00e9ria luta de C\u00e9sar contra os Belov\u00e1cios (ao redor de Beauvais, na Normandia) \u00e9 descrita na continua\u00e7\u00e3o de H\u00edrcio dos coment\u00e1rios de C\u00e9sar, B. G. viii. 6-22. Um pequeno desastre de cavalaria, que pode ter dado origem \u00e0 perda relatada da cavalaria, \u00e9 descrito no cap\u00edtulo 12. C\u00e9sar invadiu os Belov\u00e1cios com a 7\u00aa, 8\u00aa e 9\u00aa legi\u00f5es, mas em um determinado momento ele estava em uma posi\u00e7\u00e3o suficientemente dif\u00edcil para tornar necess\u00e1rio o envio de outra legi\u00e3o, a 13\u00aa (B. G. viii. 8-11).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref39\" id=\"_ftn39\">[39]<\/a> Q. Pompeu Rufo, tribuno em 52 a.C., posteriormente condenado por sua promo\u00e7\u00e3o dos tumultos relacionados \u00e0 queima do corpo de Cl\u00f3dio e \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o da C\u00faria.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref40\" id=\"_ftn40\">[40]<\/a> Leitura de \u03c0\u03b5\u03b9\u03bd\u03b7\u03c4\u03b9\u03ba\u1f74\u03bd <em>facere<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref41\" id=\"_ftn41\">[41]<\/a> O De Republica foi iniciado em 54 a.C. e provavelmente publicado antes de C\u00edcero deixar Roma em 51 a.C.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref42\" id=\"_ftn42\">[42]<\/a> Um amigo de Milo, sobre quem n\u00e3o se sabe mais nada.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref43\" id=\"_ftn43\">[43]<\/a> Ap\u00f3s a condena\u00e7\u00e3o que envolvia o confisco da propriedade de um homem, a totalidade era geralmente comprada por uma quantia fixa por uma ou mais pessoas (setores), que ent\u00e3o a vendiam em leil\u00e3o e obtinham o lucro que podiam. Um homem que tivesse amigos ricos poderia salvar uma parte dela, (1) se eles optassem por comprar, devolvendo-lhe o saldo obtido com a venda; (2) ou vendia o suficiente para pagar o pre\u00e7o que haviam negociado para pagar ao tesouro, n\u00e3o exigindo a entrega de bens pessoais, escravos etc., ou, de qualquer forma, obtendo apenas um lucro moderado. Isso \u00e9 o que C\u00edcero parece querer dizer que Fil\u00f3timo (um liberto de Ter\u00eancia) estava, com outros, indo fazer nesse caso. Mais uma vez, era costume que um homem que recebesse um dote com sua esposa desse uma garantia de reembolso em caso de div\u00f3rcio ou morte; essa garantia era geralmente respeitada em caso de confisco, sendo a propriedade vendida com esse \u00f4nus, embora esse pagamento \u00e0s vezes fosse evitado, como no caso dos confiscos dos tri\u00fanviros em 42 a.C. (Di\u00e3o Cass. Xlii). Ver Carta LXI.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref44\" id=\"_ftn44\">[44]<\/a> C. F\u00fario Camilo era um advogado especializado em direito de propriedade (ad Fam. 5.20); \u00c9lio L\u00e2mia provavelmente tamb\u00e9m \u00e9 um advogado, mas n\u00e3o sabemos nada sobre ele.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref45\" id=\"_ftn45\">[45]<\/a> Cn. Pompeu, filho mais velho de Cn. Pompeu Magno, casou-se com uma filha de \u00c1pio Cl\u00e1udio; M. Bruto casou-se, primeiro, com Cl\u00e1udia, filha de \u00c1pio Cl\u00e1udio; e, segundo, com P\u00f3rcia, filha de Cat\u00e3o e vi\u00fava de B\u00edbulo.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref46\" id=\"_ftn46\">[46]<\/a> Pela dedica\u00e7\u00e3o do <em>liber auguralis<\/em>, ap\u00f3s a elei\u00e7\u00e3o de C\u00edcero para o col\u00e9gio de \u00e1ugures (52 a.C.).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref47\" id=\"_ftn47\">[47]<\/a> Libertos de \u00c1tico, que entretiveram C\u00edcero sob suas ordens. Os s\u00e1lios, assim como os pont\u00edfices, ofereciam banquetes (festas de lordes prefeitos) proverbiais por seu esplendor (Hor\u00e1cio, Odes, 1.38, 11).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref48\" id=\"_ftn48\">[48]<\/a> O famoso promont\u00f3rio ao sul de Leuc\u00e1dia, cen\u00e1rio do salto de Safo.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref49\" id=\"_ftn49\">[49]<\/a> Ou seja, um m\u00eas intercalar, depois de 23 de fevereiro, para corrigir o ano. Foi introduzido a crit\u00e9rio dos pont\u00edfices, que C\u00edcero achava que \u00c1tico poderia influenciar.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref50\" id=\"_ftn50\">[50]<\/a> Segui Tyrrell e Purser ao colocar essa carta em junho em vez de julho, principalmente porque ela parece ter sido escrita um tempo consider\u00e1vel antes das elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref51\" id=\"_ftn51\">[51]<\/a> Leitura de <em>viderint modo<\/em>. \u00c9 muito prov\u00e1vel que essa n\u00e3o seja a leitura verdadeira, mas nada pode ser feito de <em>vide modo<\/em> dos manuscritos. Outra sugest\u00e3o \u00e9 <em>ride modo<\/em>, \u201cbem, passe por cima com um sorriso\u201d. A absolvi\u00e7\u00e3o a que se refere \u00e9 a de M. Val\u00e9rio Messala (c\u00f4nsul em 53 a.C.), sob a acusa\u00e7\u00e3o de suborno (Galo).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref52\" id=\"_ftn52\">[52]<\/a> Tendo sido absolvido da acusa\u00e7\u00e3o de Galo, a \u00fanica coisa a ser feita com Messala era acus\u00e1-lo de ter usado seu grupo pol\u00edtico (<em>sodalitas<\/em>) para fins corruptos. A <em>lex Licinia de sodalitiis<\/em> (55 a.C.) era mais severa do que outras <em>de ambitu<\/em> com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 composi\u00e7\u00e3o do j\u00fari (pro Planc. 36). C\u00e9lio, portanto, acha que Messala ter\u00e1 menos chance com ela.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref53\" id=\"_ftn53\">[53]<\/a> Dois teatros de madeira que giravam em torno, com espectadores sentados neles, para formar um anfiteatro para gladiadores. Portanto, C\u00fario havia decidido realizar os jogos f\u00fanebres contra os quais C\u00edcero o aconselhou. Ver Carta CLXVIII.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref54\" id=\"_ftn54\">[54]<\/a> O cargo que C\u00e9lio estava buscando era o de Edil Curul; como edil, ele e seu colega eram respons\u00e1veis pelos <em>ludi Romani<\/em> e Megal\u00e9sia, bem como, em certa medida, por outros jogos. Era comum tentar, de alguma forma, tornar seu cargo not\u00e1vel por meio de algo novo ou caro; e uma das caracter\u00edsticas mais populares de tais jogos era a <em>venatio<\/em>, uma matan\u00e7a de animais selvagens. C\u00e9lio quer que essas panteras sejam exibidas dessa maneira.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref55\" id=\"_ftn55\">[55]<\/a> Como candidato ao cargo de Edil Curul.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref56\" id=\"_ftn56\">[56]<\/a> A leitura e a interpreta\u00e7\u00e3o dessa cl\u00e1usula s\u00e3o muito duvidosas.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref57\" id=\"_ftn57\">[57]<\/a> Veja Carta CXCII.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref58\" id=\"_ftn58\">[58]<\/a> A lei aprovada por J\u00falio C\u00e9sar em seu consulado, 59 a.C., limitando (entre outras coisas) a quantia que os governadores provinciais podiam exigir ao entrar e sair de suas prov\u00edncias. O orgulho de C\u00edcero \u00e9 o fato de n\u00e3o ter tomado nem mesmo o que essa lei permitia.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref59\" id=\"_ftn59\">[59]<\/a> C\u00edcero, como frequentemente, apenas d\u00e1 uma ou duas palavras do prov\u00e9rbio grego (\u1f14\u03c1\u03b4\u03bf\u03b9 \u03c4\u03b9\u03c2), que ele sabe que \u00c1tico pode preencher, \u1f14\u03c1\u03b4\u03bf\u03b9 \u03c4\u03b9\u03c2 \u1f25\u03bd \u1f15\u03ba\u03b1\u03c3\u03c4\u03bf\u03c2 \u03b5\u1f30\u03b4\u03b5\u03af\u03b7 \u03c4\u03ad\u03c7\u03b7\u03bd\u03b7\u03bd (Arist\u00f3f. Vesp. 1431), \u201cQue cada um pratique a arte que conhece.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref60\" id=\"_ftn60\">[60]<\/a> Aristo, um acad\u00eamico; Xeno, um epicurista<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref61\" id=\"_ftn61\">[61]<\/a> Caio M\u00eamio Gamelo (a quem Lucr\u00e9cio dedicou seu poema) foi pretor em 58 a.C. J\u00e1 ouvimos falar de sua conduta quando Edil Curul (vol. i). Ele foi condenado por Galo em 54 a.C. Escolheu Atenas como seu local de ex\u00edlio, sendo profundamente versado na literatura grega (Brut. 247), mas passou parte de seu tempo em Mitilene.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref62\" id=\"_ftn62\">[62]<\/a> Um epicurista que lecionou em Atenas e em Roma. Filo era um acad\u00eamico, grupo para a qual C\u00edcero foi mais atra\u00eddo nos \u00faltimos anos. Fedro chegou a Roma em 88 a.C. e imediatamente conquistou a devo\u00e7\u00e3o do jovem C\u00edcero (Brut. 306).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref63\" id=\"_ftn63\">[63]<\/a> Epicuro era conhecido por seu estilo b\u00e1rbaro, e seus seguidores, gregos e latinos, de acordo com C\u00edcero, geralmente tinham o mesmo defeito. Ver Brut. 131; Tuscul. 2.7: <em>Epicurii Latini ipsi profitentur neque distincte, neque distribute, neque eleganter, neque ornate scribere<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref64\" id=\"_ftn64\">[64]<\/a> \u1f51\u03c0\u03bf\u03bc\u03bd\u03b7\u03bc\u03b1\u03c4\u03b9\u03c3\u03bc\u03cc\u03bd, \u201cregistro\u201d, \u201cmemorial\u201d. Parece que, de acordo com as inscri\u00e7\u00f5es, essa era a palavra t\u00e9cnica para um decreto do Are\u00f3pago, embora outras palavras tamb\u00e9m sejam encontradas, como \u03b4\u03cc\u03b3\u03bc\u03b1, \u03b5\u03c0\u03b5\u03c1\u03ce\u03c4\u03b7\u03bc\u03b1 (<em>consultum<\/em>), \u1f14\u03b4\u03bf\u03be\u03b5 etc. Uma s\u00e9rie de inscri\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m revela que, no per\u00edodo romano, o Are\u00f3pago era um importante \u00f3rg\u00e3o executivo: assim, o encontramos supervisionando os processos contra usu\u00e1rios de pesos e medidas falsos, e constantemente unido ao conselho de 600 (ou 500, mais tarde) na vota\u00e7\u00e3o de honrarias a benfeitores. Em uma inscri\u00e7\u00e3o (Add. 4315, n. C. I. G.), ele se junta aos \u201cEpicureus de Atenas\u201d e \u00e0 guilda teatral para homenagear um m\u00e9dico. A ata ou registro a ser cancelado aqui parece ser uma concess\u00e3o ou venda a M\u00eamio de um terreno para constru\u00e7\u00e3o em Atenas, no qual estavam as ru\u00ednas da casa de Epicuro, que o patrono epicurista desejava preservar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Abaixo voc\u00ea ir\u00e1 ler algumas das cartas do Volume II das &#8220;Cartas de C\u00edcero&#8221;. Caso deseje saber mais sobre a cole\u00e7\u00e3o clique aqui, ou na capa abaixo. Cartas de C\u00edcero A partir de maio deste ano, C\u00edcero esteve ausente da It\u00e1lia at\u00e9 novembro do ano 50 a.C., como proc\u00f4nsul da\u2026<\/p>\n<p class=\"continue-reading-button\"> <a class=\"continue-reading-link\" href=\"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/2024\/02\/10\/cartas-de-cicero-volume-ii\/\">Leia mais<i class=\"crycon-right-dir\"><\/i><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":989,"comment_status":"closed","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[40,5],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/998"}],"collection":[{"href":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=998"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/998\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1000,"href":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/998\/revisions\/1000"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/989"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=998"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=998"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antoniofontoura.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=998"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}