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I. Prefácio, desígnio da obra
Meus caríssimos amigos, como não me teria sido permitido, e como teria sido de consequência demasiado perigosa e demasiado desagradável dizer abertamente, durante minha vida, o que eu pensava da conduta e do governo dos homens, de suas religiões e de seus costumes; resolvi dizê-lo a vós após minha morte. Seria realmente minha inclinação dizer-vos isso de viva voz, antes que eu morresse, se eu me visse próximo do fim de meus dias e se ainda então eu tivesse o livre uso da palavra e do juízo. Mas, como não estou certo de ter, nesses últimos dias ou nesses últimos momentos, todo o tempo nem toda a presença de espírito que me seriam necessários para então vos declarar meus sentimentos, foi isso que me levou agora a empreender declará-los aqui por escrito, e a vos dar ao mesmo tempo provas claras e convincentes de tudo quanto tenho a intenção de vos dizer a esse respeito, a fim de tentar desabusar-vos ao menos tardiamente, e tanto quanto me fosse possível, dos vãos erros nos quais todos nós, tantos quantos somos, tivemos a desgraça de nascer e viver; e nos quais até tive o desgosto de me ver obrigado a vos entreter. Digo o desgosto, porque era verdadeiramente um desgosto para mim ver-me nessa obrigação. Por isso mesmo também jamais me desincumbi dela senão com muita repugnância e com bastante negligência, como vós pudestes notar.
Eis ingenuamente o que primeiro me levou a conceber o desígnio que me proponho executar.
Como eu sentia[1] naturalmente em mim mesmo que não encontrava nada de tão doce, de tão agradável, de tão amável e de tão desejável nos homens quanto a paz, a bondade, a equidade, a verdade e a justiça, que deviam, ao meu ver, ser para os próprios homens fontes inesgotáveis de bens e de felicidade, se conservassem cuidadosamente entre si virtudes tão amáveis como essas; eu sentia naturalmente também em mim que não encontrava nada de tão odioso, de tão detestável e de tão pernicioso quanto os tumultos e as divisões, quanto a malícia da mentira, quanto a injustiça, a impostura e a tirania, que destroem e amortecem nos homens tudo o que poderia haver de melhor neles: e que, por essa razão, são as fontes fatais não somente de todos os vícios e de todas as maldades de que eles estão repletos; mas também as causas infelizes de todos os males e de todas as misérias de que são esmagados na vida.
Desde minha mais tenra juventude, entrevi os erros e os abusos que causam tantos males tão grandes no mundo. Quanto mais avancei em idade e em conhecimento, mais reconheci a cegueira e a maldade dos homens; mais reconheci a vaidade de suas superstições e a injustiça de seu governo.
De sorte que, sem jamais ter tido muito comércio com o mundo, eu podia dizer, com o sábio Salomão, que vi, e que vi mesmo com espanto e indignação, a impiedade reinar por toda a terra, e uma corrupção tão grande na justiça, que aqueles mesmos que estavam estabelecidos para fazê-la aos outros haviam se tornado os mais criminosos e haviam posto em seu lugar a iniquidade[2]. Conheci tantas maldades no mundo, que a própria virtude mais perfeita e a inocência mais pura não estavam isentas da malícia dos caluniadores. Vi, e ainda hoje se vê todos os dias, uma infinidade de inocentes infelizes perseguidos sem razão e oprimidos com injustiça, sem que ninguém fosse tocado por sua desgraça e sem que encontrassem algum protetor caridoso para socorrê-los. As lágrimas dos justos aflitos e as misérias de tantos povos tiranicamente oprimidos pelos ricos e pelos grandes da terra me deram, tanto quanto a Salomão, tanto desgosto e tanto desprezo pelo vício, que estimei, como ele, a condição dos mortos muito mais feliz que a dos vivos; e daqueles que nunca existiram, mil vezes mais felizes que aqueles que são e que ainda gemem em tantas misérias tão grandes[3].
E o que ainda mais me surpreendia, particularmente, no espanto em que eu estava de ver tantos erros, tantos abusos, tantas superstições, tantas imposturas e tanta tirania em vigor, era ver que, embora houvesse grande número de personagens que passavam por eminentes em sabedoria, em doutrina e em piedade, contudo não havia nenhum que se atrevesse a falar, nem a declarar-se abertamente contra tão detestáveis desordens. Eu não via pessoa de distinção alguma que as repreendesse e as censurasse; embora os pobres povos não cessassem de se queixar e de gemer entre si em suas misérias comuns. O silêncio de tantas pessoas sábias e até de um grau e caráter distintos, que deviam, a meu ver, opor-se ao torrente dos vícios e das superstições, ou que ao menos deviam tentar trazer alguns remédios para tantos males, parecia-me, com espanto, uma espécie de aprovação, cuja razão nem a causa eu ainda não via bem. Mas, tendo depois examinado um pouco melhor a conduta dos homens, e tendo penetrado um pouco mais adiante nos segredos da política fina e astuta daqueles que ambicionam os cargos, e que afetam querer governar os outros e ter autoridade sobre eles, ou que querem mais particularmente fazer-se honrar e respeitar por isso; reconheci facilmente não apenas a fonte e a origem de tantos erros, de tantas superstições e de tantos governos tão maus; mas reconheci ainda a razão por que aqueles que passam por sábios e esclarecidos no mundo nada dizem contra tão detestáveis desordens, embora conheçam suficientemente as misérias dos povos seduzidos e enganados por tantos erros, e oprimidos por tantas injustiças.
II. Pensamentos e sentimentos do autor sobre as religiões do mundo
A fonte, pois, meus caros amigos, de todos os males que vos esmagam e de todas as imposturas que vos mantêm infelizmente cativos no erro e na vaidade das superstições, bem como sob as leis tirânicas dos grandes da terra, não é outra senão essa detestável política dos homens de que acabo de falar; pois uns querendo injustamente dominar seus semelhantes e outros querendo adquirir alguma vã reputação de santidade e, por vezes, até de divindade; uns e outros se serviram habilmente não somente da força e da violência, mas empregaram ainda todo tipo de astúcias e artifícios para seduzir os povos, a fim de chegar mais facilmente a seus fins, de sorte que uns e outros desses finos e astutos políticos, abusando assim da fraqueza, da credulidade e da ignorância dos mais fracos e dos menos esclarecidos, facilmente os fizeram acreditar tudo o que quiseram e, em seguida, os fizeram receber com respeito e submissão, de bom grado ou à força, todas as leis que quiseram lhes dar; e, por esses meios, uns se fizeram honrar e respeitar ou mesmo adorar como divindades, ou então como personagens de uma santidade extraordinária e especialmente encarregados por algumas divindades de dar a conhecer sua vontade ao restante dos homens; e outros se tornaram ricos, poderosos e temíveis no mundo; e, tendo uns e outros, por tais artifícios, se tornado suficientemente ricos, suficientemente poderosos, suficientemente veneráveis ou suficientemente temíveis para se fazer temer ou obedecer, subjugaram aberta e tiranicamente seus semelhantes a suas leis.
Para isso muito lhes serviram também as desavenças, as querelas, as divisões e as animosidades que muitas vezes nascem entre os particulares, pois a maioria dos homens frequentemente se encontra de humor, espírito e inclinação muito diferentes uns dos outros; não podem ajustar-se por muito tempo juntos sem se indispor e sem se dividir. E, quando esses tumultos e essas divisões acontecem, então aqueles que se encontram mais fortes, mais ousados e talvez mesmo também os mais perversos, não deixam de aproveitar essas ocasiões para se tornarem mais facilmente os senhores absolutos de todos.
Eis, meus caros amigos, a verdadeira fonte e a verdadeira origem de todos os males que perturbam a sociedade humana e que tornam os homens infelizes na vida. Eis a fonte e a origem de todos os erros, de todas as imposturas, de todas as superstições, de todas as falsas divindades e de todas as idolatrias que infelizmente se espalharam por toda a terra. Eis a origem e a fonte de tudo o que vos é proposto como sendo o mais santo e o mais sagrado, naquilo que vos fazem chamar piedosamente de religião. Eis a fonte e a origem de todas essas pretensas leis santas e invioláveis que se quer, sob pretexto de piedade e de religião, fazer-vos observar tão estritamente, como leis que vêm da parte do próprio Deus. Eis a fonte de todas essas cerimônias pomposas, mas vãs e ridículas, que vossos sacerdotes afetam realizar com ostentação na celebração de seus falsos mistérios e de seu falso culto divino. Em uma palavra, eis a fonte e a origem de tudo o que vos fazem respeitar e adorar como divindades, ou como coisas inteiramente divinas. Eis também a origem e a fonte de todos esses títulos e nomes soberbos de senhor, de príncipe, de rei, de monarca e de potentado, que todos, sob pretexto de vos governar como soberanos, vos oprimem como tiranos: que, sob pretexto do bem público, vos arrebatam tudo o que tendes de mais belo e de melhor: e que, sob pretexto de terem sua autoridade de alguma suprema divindade, fazem com que eles mesmos sejam obedecidos, temidos e respeitados como deuses. E, enfim, eis a fonte e a origem de todos esses outros vãos nomes de nobre, de fidalgo, de conde etc., de que a terra fervilha, como diz um autor, e que são quase todos como lobos vorazes que, sob pretexto de querer gozar de seus direitos e de sua autoridade, vos pisam, vos maltratam, vos saqueiam e vos arrebatam o que tendes de melhor. Eis igualmente a fonte e a origem de todos esses pretensos caracteres santos e sagrados de ordem e de poder eclesiástico e espiritual, que vossos sacerdotes e vossos bispos atribuem sobre vós: que, sob pretexto de vos conferir os bens espirituais de uma graça e de um favor inteiramente divinos, vos arrebatam sutilmente bens que são incomparavelmente mais reais e mais sólidos do que aqueles que fingem querer vos conferir; e que, sob pretexto de querer conduzir-vos ao céu e vos proporcionar nele uma felicidade eterna, impedem-vos de gozar tranquilamente de qualquer verdadeira felicidade na terra; e que, enfim, sob pretexto de querer garantir-vos, em outra vida, das penas imaginárias de um inferno que não existe, assim como dessa outra vida eterna da qual entretêm inutilmente para vós, mas inutilmente para eles, vossos medos e vossas esperanças, reduzem-vos a sofrer nesta vida, que é a única que tendes para reivindicar, as penas reais de um verdadeiro inferno.
E como a força dessas espécies de governos tirânicos só subsiste pelos mesmos meios e pelos mesmos princípios que os estabeleceram, e como é perigoso querer combater as máximas fundamentais de uma religião, assim como abalar as leis fundamentais de um Estado ou de uma república; não se deve espantar se as pessoas sábias e esclarecidas se conformam às leis gerais do Estado, por mais injustas que possam ser, ou se conformam, ao menos em aparência, ao uso e à política de uma religião que encontram estabelecida, embora reconheçam suficientemente seus erros e sua vacuidade, porque, por mais repugnância que possam ter em se submeter a ela, é-lhes, no entanto, muito mais útil e vantajoso viver tranquilamente conservando o que podem ter do que se exporem voluntariamente a perder-se, querendo opor-se ao turbilhão dos erros comuns, ou querendo resistir à autoridade de um soberano que quer tornar-se senhor absoluto de tudo; além disso, em grandes Estados e governos, como são os reinos e os impérios, sendo impossível que aqueles que são soberanos possam sozinhos, por si mesmos, prover a tudo e manter seu poder e sua autoridade em extensões tão grandes de território, eles tomam o cuidado de estabelecer por toda parte oficiais, intendentes, governadores e uma multidão de outras pessoas, que pagam largamente às expensas do público, para velar por seus interesses, para manter sua autoridade, de modo que não há ninguém que ousasse pôr-se em condições de resistir, nem mesmo de contradizer abertamente uma autoridade tão absoluta, sem se expor ao mesmo tempo a um perigo manifesto de se perder. Por isso, os mais sábios e os mais esclarecidos são constrangidos a permanecer em silêncio, embora vejam manifestamente os abusos e as desordens de um governo tão injusto e tão odioso.
Acrescentai a isso as visões e as inclinações particulares de todos os que possuem os grandes, os médios ou mesmo os menores cargos, seja no Estado civil, seja no estado eclesiástico, ou dos que aspiram possuí-los. Certamente, mal há entre todos esses alguém que não pense muito mais em tirar proveito e buscar sua vantagem particular do que em proporcionar sinceramente o bem público dos outros. Mal há quem não se mova por algumas visões de ambição ou de interesse, ou por outras quaisquer visões que lisonjeiam a carne e o sangue. Não serão aqueles que ambicionam cargos e empregos em um Estado que se oporão ao orgulho, à ambição ou à tirania de um príncipe que quer submeter tudo às suas leis: ao contrário, antes o lisonjeiam em suas más paixões e em seus injustos desígnios, na esperança de avançarem e se engrandecerem eles próprios sob o favor de sua autoridade. Tampouco serão aqueles que ambicionam benefícios ou dignidades na Igreja que se oporão a isso: pois é pelo favor e pelo próprio poder dos príncipes que pretendem alcançá-los, ou neles se manter, quando os houverem alcançado; e, longe de pensar em opor-se aos seus maus desígnios, ou de lhes contradizer em qualquer coisa, serão os primeiros a aplaudi-los e a lisonjeá-los em tudo o que fazem. Tampouco serão eles que censurarão os erros estabelecidos, nem que revelarão aos outros as mentiras, as ilusões ou as imposturas de uma falsa religião: pois é sobre esses erros e essas imposturas que se funda toda a sua dignidade, e todo o seu poder, com todas as grandes rendas que deles extraem. Não serão ricos avarentos que se oporão à injustiça do príncipe, nem que censurarão publicamente os erros e os abusos de uma falsa religião; pois muitas vezes é pelo próprio favor do príncipe que possuem os empregos lucrativos no Estado ou ricos benefícios na Igreja. Se aplicarão muito mais a acumular riquezas e tesouros do que a destruir erros e abusos públicos, dos quais extraem uns e outros tão grandes lucros. Tampouco serão aqueles que amam a vida suave, ou os prazeres e as comodidades da vida, que se oporão aos abusos de que falo; eles preferem muito mais gozar tranquilamente dos prazeres e das doçuras da vida do que expor-se a sofrer perseguições, querendo opor-se ao turbilhão dos erros comuns.
Não serão os devotos hipócritas que se oporão a isso, porque eles só gostam de se cobrir com o manto da virtude e de servir-se de um especioso pretexto de piedade e de zelo religioso para ocultar seus piores vícios e para chegar mais sutilmente aos fins particulares que se propõem, que é sempre buscar seus interesses e suas satisfações, enganando os outros por belas aparências de virtude. Enfim, não serão os fracos nem os ignorantes que se oporão a isso, porque, estando sem ciência e sem autoridade, não é possível que possam desvendar tantos erros e tantas imposturas de que os entretêm, nem que possam resistir à violência de um turbilhão, que não deixaria de arrastá-los se tivessem dificuldade em segui-lo; além disso, há uma tal ligação e uma tal cadeia de subordinação e de dependência entre todos os diferentes estados e condições dos homens; e há também quase sempre entre eles tanta inveja e tanto ciúme, tanta perfídia e traição, mesmo entre os parentes mais próximos, que uns não poderiam confiar nos outros; e, por conseguinte, não poderiam fazer nada, nem empreender nada, sem se exporem ao mesmo tempo a serem descobertos e traídos por alguém. Não seria sequer seguro confiar em um amigo, nem em um irmão, em uma coisa de tal consequência, como seria a de querer derrubar um governo tão mau.
De modo que, não havendo ninguém que possa, queira ou ouse opor-se a tantos erros, a tantas imposturas e à tirania dos grandes da terra, não é de admirar se esses vícios reinam tão poderosamente e tão universalmente no mundo. E eis como os abusos, os erros, as superstições e a tirania se estabeleceram no mundo.
Pareceria, ao menos em tal caso, que a religião e a política não deveriam se acomodar, e que então deveriam se encontrar reciprocamente contrárias e opostas uma à outra, visto que parece que a doçura e a piedade da religião deveriam condenar os rigores e as injustiças de um governo tirânico; e que, por outro lado, parece que a prudência de uma política sábia deveria condenar e reprimir os abusos, os erros e as imposturas de uma falsa religião. É verdade que isso deveria acontecer assim; mas o que deveria acontecer, nem sempre acontece. Assim, embora pareça que a religião e a política devessem ser tão contrárias e tão opostas uma à outra, em seus princípios e em suas máximas; elas, no entanto, não deixam de concordar bastante bem entre si, quando uma vez fizeram aliança e contraíram amizade entre si: ou se poderia dizer que, então, elas se entendem como dois ladrões; pois, então, defendem-se e sustentam-se mutuamente uma à outra. A religião sustenta o governo político, por mais perverso que ele possa ser; e, por sua vez, o governo sustenta a religião, por mais tola e vã que ela possa ser. De um lado, os padres, que são os ministros da religião, recomendam, sob pena de maldição e de danação eterna, obedecer aos magistrados, aos príncipes e aos soberanos, como sendo estabelecidos por Deus para governar os outros; e os príncipes, por sua vez, fazem respeitar os padres, fazem-lhes conceder bons soldos e bons rendimentos e os mantêm nas funções vãs e abusivas de seu falso ministério, constrangendo o povo a considerar como santo e como sagrado tudo o que eles fazem e tudo o que ordenam aos outros que creiam ou façam, sob esse belo e aparente pretexto de religião e de culto divino. E eis, ainda uma vez, como os abusos e como os erros, as superstições, as ilusões e o engano se estabeleceram no mundo, e como aí se mantêm para o grande infortúnio dos pobres povos, que gemem sob jugos tão ásperos e tão pesados.
Talvez vós penseis, meus caros amigos, que, em tão grande número de falsas religiões quantas há no mundo, minha intenção seria excluir ao menos desse número a religião católica, da qual todos nós professamos, e a qual dizemos ser a única que ensina a pura verdade, a única que reconhece e adora como convém o verdadeiro Deus, e a única que conduz os homens pelo verdadeiro caminho da salvação e de uma eternidade bem-aventurada; mas desenganai-vos, meus caros amigos, desenganai-vos disso e, em geral, de tudo o que vossos piedosos ignorantes, ou vossos padres e doutores zombadores e interessados, apressam-se em vos dizer e fazer crer, sob o falso pretexto da certeza infalível de sua pretensa religião santa e divina. Não estais menos seduzidos nem menos enganados do que aqueles que são os mais seduzidos e enganados. Não estais menos no erro do que aqueles que nele estão mais profundamente mergulhados.
Vossa religião não é menos vã, nem menos supersticiosa, que qualquer outra; ela não é menos falsa em seus princípios, nem menos ridícula e absurda em seus dogmas e máximas; não sois menos idólatras do que aqueles a quem censurais e que vós mesmos condenais por idolatria. As ideias dos pagãos e as vossas não diferem senão no nome e na aparência.
[1] Tende isso em vós. Sentis também isso em vós mesmos. Filipenses II. 5.
[2] Vi debaixo do sol, no lugar do juízo, a impiedade, e no lugar da justiça, a iniquidade. Ecles. III. 16.
[3] Louvei mais os mortos do que os vivos; e julguei mais feliz do que uns e outros aquele que ainda não nasceu e não viu os males que se fazem debaixo do sol. Ecles. IV, 2.

